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Maria Celina de Azevedo Rodrigues

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Maria Celina de Azevedo Rodrigues
Nome completo Maria Celina de Azevedo Rodrigues
Nascimento 27 de janeiro de 1942
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade  Brasil
Ocupação Diplomata, Embaixadora, Presidente da Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB)
Prêmios Ordem do Mérito Militar[1]

Maria Celina de Azevedo Rodrigues GOMM (Rio de Janeiro, 27 de janeiro de 1942) é uma diplomata brasileira. Foi embaixadora do Brasil em Bogotá (2002), chefe da Missão do Brasil junto às Comunidades Europeias (2005) e cônsul-geral do Brasil em Paris (2008).[2] Atualmente, é Presidente da Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB).

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, filha do embaixador brasileiro Jayme Azevedo Rodrigues e Celina de Azevedo Branco Rodrigues. Em julho de 1964, seu pai teve a carreira diplomática abreviada pela decretação de aposentadoria compulsória e cassação de seus direitos políticos com base no Ato Institucional nº 1 (AI-1), por se opor ao regime militar.[3]

Carreira Diplomática

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Ingressou na carreira diplomática em 1970, no cargo de Terceira Secretária, após ter concluído o Curso de Preparação à Carreira de Diplomata do Instituto Rio Branco.[2]

Foi inicialmente lotada na Divisão de Política Comercial, onde trabalhou de 1970 a 1973. No ano de 1973, foi promovida a segunda-secretária e, subsequentemente, removida à Missão do Brasil junto às Comunidades Europeias, onde trabalhou até 1977. Em seguida, foi removida para a Embaixada do Brasil em Bogotá, tendo permanecido no posto até 1982. Em 1978, havia sido promovida a primeira-secretária.[2]

Ao regressar ao Brasil, em 1982, foi lotada como assistente no Escritório Regional do Itamaraty no Rio de Janeiro, função que ocupou até 1983, quando retornou a Brasília e foi designada assessora no Departamento de Cooperação Cultural e de Divulgação.[2]

Em 1984, foi promovida a conselheira e removida para a Representação Especial junto aos Organismos Internacionais. No ano de 1998, defendeu tese no Curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco, intitulada “Uma política brasileira para a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial”, um dos requisitos necessários para a ascensão funcional na carreira diplomática. Também em 1988 mudou-se para o Cairo, onde exerceu a função de Conselheira na Embaixada do Brasil até 1990.[2]

Em sem retorno ao Brasil, chefiou a Divisão de Produtos de Base do Itamaraty de 1990 a 1992. Também no ano de 1992 foi promovida a ministra de Segunda Classe e removida para Bruxelas, onde assumiu a função de ministra-conselheira na Missão do Brasil junto às Comunidades Europeias. Ocupou a função até 1998, quando retornou a Brasília para assessorar o Secretário-Geral Adjunto das Relações Exteriores.[2]

Em 1999, foi promovida a ministra de Primeira Classe, cargo mais alto na hierarquia da carreira diplomática brasileira.[2]

Já em 2000, tornou-se diretora-geral do Departamento Cultural do Itamaraty.[2]

De 2002 a 2005, foi embaixadora do Brasil em Bogotá.[2] Foi, ainda, chefe da Missão do Brasil junto às Comunidades Europeias e cônsul-geral do Consulado do Brasil em Paris.[4] Em 2005, foi admitida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial especial.[1]

Desde 2018, a embaixadora Maria Celina é presidente da Associação dos Diplomatas Brasileiros.[4]


Condecorações

Grã Cruz da Ordem de Rio Branco

Grã Cruz da Ordem de Boyacá na Colômbia

Referências

  1. a b BRASIL, Decreto de 22 de março de 2005.
  2. a b c d e f g h i Nunes Amorim, Celso Luiz (3 de junho de 2005). «Mensagem nº 158, de 2005». Senado Federal. Consultado em 17 de abril de 2020 
  3. Alzira Alves de Abreu e Sérgio Lamarão, (organizadores) (2007). Personalidades da Política Externa Brasileira (PDF). Brasília: FUNAG. p. 135. 166 páginas 
  4. a b Batista, Vera (26 de novembro de 2018). «ADB – Maria Celina de Azevedo Rodrigues é a nova presidente». Blog do Correio Braziliense. Consultado em 17 de abril de 2020