Maria Wyke

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Maria Wyke
Nascimento 13 de julho de 1957 (64 anos)
Londres
Nacionalidade britânica
Ocupação Professora de latim
Empregador(a) University College London
Campo(s) Estudos clássicos

Maria Wyke (Londres, 13 de julho de 1957) é uma acadêmica britânica e professora de latim na University College de Londres. É especialista em poesia latina de amor, estudos sobre a recepção do período clássico e na interpretação dos papéis de homens e mulheres no mundo antigo. Também escreveu amplamente sobre o papel da figura de Júlio César na cultura ocidental.

Vida[editar | editar código-fonte]

Maria Wyke nasceu em Londres em 1957,[1] filha de mãe mexicana e pai australiano. Foi educada em escolas católicas e fez estudos clássicos no Somerville College, Oxford (1976–1980). Posteriormente, completou seu doutorado no King's College, Cambridge.[2][3]

Iniciou sua carreira acadêmica na Universidade de Manchester, de onde ingressou no Queen's College (Oxford), e no Newnham College (Cambridge).[3] Em 1992, tirou um ano para estudar cinema e televisão no British Film Institute,[3] e depois ingressou na Universidade de Reading, onde tornou-se professora de latim.[4] Ingressou na University College de Londres em setembro de 2005 como professora de latim.[3]

Sua pesquisa centra-se na poesia latina de amor e na interpretação dos papéis de homens e mulheres no mundo antigo. É co-diretora do Centro de Pesquisa em Dinâmica da Civilização (CREDOC) e vice-diretora dos Programas Interdisciplinares de Pesquisa do Centro de Humanidades da UCL (CHIRP).[2]

Enquanto estava em Cambridge, começou a pesquisar como os romanos eram apresentados no cinema, com o incentivo de Mary Beard. Na época, havia poucas pesquisas sobre o retrato de romanos na cultura popular do século XX. Recebeu financiamento da Fundação Wingate, da Escola Britânica em Roma e da Academia Britânica, e publicou um livro sobre o tema em 1997, Projecting the Past: Ancient Rome, Cinema and History.[5] Posteriormente, recebeu uma bolsa de estudos Balsdon da Escola Britânica em Roma para dar continuidade a essa pesquisa, analisando o filme Sebastiane de Derek Jarman e o papel da figura de Júlio César na cultura ocidental.[6] Para este último, editou uma coleção de ensaios publicado pela Blackwell em 2006 (Julius Caesar in Western Culture), com a criação de Caesar: A Life in Western Culture (Granta, 2007; University of Chicago, 2008) e, mais recentemente, escrevendo Caesar in the USA, publicado pela University of California Press em 2012.[7]

Wyke é casada e tem uma filha.[4]

Publicações selecionadas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «The Uses and Abuses of Antiquity» (PDF) (em inglês). Peter Lang. Consultado em 6 de maio de 2020. Cópia arquivada (PDF) em 4 de março de 2016 
  2. a b Maria Wyke. Department of Greek & Latin, University College London. Retrieved 28 April 2017.
  3. a b c d «Iris View Profile – Prof Maria Wyke» (em inglês). University College London. Consultado em 6 de maio de 2020 
  4. a b «Spotlight on Professor Maria Wyke». University College London (em inglês). Consultado em 6 de maio de 2020 
  5. Wyke, Maria (1997). Projecting the Past: Ancient Rome, Cinema and History (em inglês). [S.l.]: Routledge. ISBN 9781317796060 
  6. Wyke, Maria (1998). «Research reports: Balsdon Fellowship: Ancient Rome in popular culture». Papers of the British School at Rome. 66. 247 páginas. JSTOR 40310983 
  7. Bryn Mawr Classical Review 2013.03.45.. Página acessada em 6 de maio de 2020.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]