Maria da Fé (fadista)

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Maria da Fé, de seu verdadeiro nome Maria da Conceição Costa Gordo, (Porto, 25 de Maio de 1945) é uma cantora de fado portuguesa, considerada um expoente nesta expressão musical.

Biografia

Cedo se põe a cantar o fado. Já aos nove anos, na sua cidade natal, participa em festas particulares, ganhando concursos.

Com dezoito anos muda-se para Lisboa, sendo logo contratada para cantar nas principais casas de fado e depois no Casino do Estoril.

O seu primeiro disco é de 1959. Esta criação dá-lhe projecção nacional. Inicia em 1963-64 a sua experimentação musical lançando o Pop-Fado, algo criticado por tradicionalistas, mas que lhe rende maior projecção.

Em 1967 alcança finalmente o sucesso com as canções Valeu a Pena, Primeiro Amor e 20 Anos.

Casa-se em 1968 com o compositor e também fadista José Luís Gordo, que lhe dedica algumas composições e a tem como autêntica musa. No ano seguinte torna-se a primeira fadista a participar no Festival RTP da Canção.

Em 1975, junto com o marido e António Mello Correia, inaugura o restaurante Sr. Vinho, onde o fado é um dos atractivos, na linha da velha tradição das casas de fado. Esta casa torna-se um dos importantes espaços culturais de Lisboa.

Participa num dos filmes protagonizados pelo actor americano Robert Wagner, interpretando dois dos seus maiores sucessos: Cantarei até que a voz me doa, e Portugal, meu amor, acompanhada por quatro instrumentistas.

Maria da Fé é uma das raras artistas portuguesas a levar o fado até ao Brasil (1984 - 1987), actuando nas principais casas de espetáculo do Rio de Janeiro e de São Paulo. Faz chegar o fado a outros países, como os Estados Unidos, Bélgica, Itália.

Homenagens

O cantor e compositor brasileiro Caetano Veloso homenageia a grande fadista no seu álbum "Língua Portuguesa".

No ano de 2005 o Ministério da Cultura de Portugal, atribui-lhe a Medalha do Mérito Cultural, como reconhecimento por uma carreira de mais de quarenta anos, defendendo uma das mais legítimas vozes culturais do país. Recebe ainda a Cruz de Mérito da Cruz Vermelha Portuguesa e a Medalha de Ouro da Cidade do Porto.

Em 2006, Maria da Fé é distinguida com o Prémio para a Melhor Intérprete Feminina de 2006 pela Fundação Amália Rodrigues.

Em 2009 celebra 50 anos de carreira. Em 25 de Junho actuará no Coliseu de Lisboa, e receberá em cena aberta a Medalha da Cidade de Lisboa e uma Placa de Prata da Sociedade Portuguesa de Autores.

Citações

"O Fado é Maria da Fé."
"Nanja por direito e por talento, Maria da Fé é a verdade do Fado."
"Maria da Fé, onde o fado é mais fado."
"Ao Norte abriste a voz
Ao Sul achaste-a num fado
A que te deste de corpo inteiro."

Discografia

A sua discografia conta com trinta LPs e vinte CDs. A sua voz é presença em todas as colectâneas de fado. Tem cerca de 450 números gravados. Do álbum "Cantarei até que a Voz me Doa" (título da principal canção de seu marido), já vendeu mais de 350 mil unidades.

Dentre estes destacam-se:

  • Valeu a Pena,
  • Primeiro Amor,
  • Fado Errado,
  • Vento do Norte,
  • Obrigado,
  • Cantarei Até que a Voz me Doa,
  • É Mentira,
  • Divino Fado
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