Mark Athias

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Mark Athias
Nascimento 11 de dezembro de 1875
Funchal
Morte 30 de setembro de 1946 (70 anos)
Cidadania Portugal
Ocupação cientista

Mark Anahory Athias (Funchal, 11 de Dezembro de 1875Lisboa, 30 de Setembro de 1946) foi um médico e investigador na área das ciências biomédicas, pioneiro da histologia e da bioquímica em Portugal.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu no Funchal, filho de Abraham Athias e de Deborah Anahory Athias, uma família de ascendência judaica. Na altura do seu nascimento o pai era director de um estabelecimento bancário.

Foi muito jovem estudar para Paris, onde se licenciou em Medicina em 1897, com apenas 22 anos de idade. Permaneceu em Paris, empregando-se num laboratório de histologia. Os seus trabalhos como histologista foram premiados pela Faculdade de Medicina de Paris e permitiram-lhe estagiar com diversos especialistas de histologia e de química, entre os quais Mathias Duval. Nos seus estudos muito influenciado pelas ideias de histofisiologia nervosa de Santiago Ramón y Cajal.

Apesar do antisemitismo que se vivia em França, na sequência do Affaire Dreyfus, concorreu a um lugar no laboratório onde trabalhava, mas foi preterido em favor de um francês.[2] Gorada a intenção de se fixar em Paris, regressou ao Funchal e em 1903 fixou-se em Lisboa. Naquela cidade, a convite de Miguel Bombarda, foi nomeado director do laboratório de histologia do Hospital de Rilhafoles.

Para além das suas funções no laboratório, dedicou-se ao ensino da histologia médica, ministrando um curso de técnica histológica para médicos.

A partir desse curso, iniciou uma carreira científica que foi relevante na introdução das técnicas de investigação experimental no ensino e na investigação biomédica em Portugal, em particular no campo da bioquímica. Em 1919 foi nomeado director do Instituto de Fisiologia a partir do qual criou uma escola de investigação a que esteve associada uma estratégia de renovação da mentalidade da medicina portuguesa em linha com o ideário positivista do republicanismo português.[2]

Esteve ligado à Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais e pelo seu trabalho pioneiro deixou ramificações profundas na ciência portuguesa. Entre os seus discípulos e continuadores estão figuras como Ferreira de Mira e Celestino da Costa.

Ao longo da sua carreira científica escreveu múltiplos estudos sobre temas de investigação médica.[3] Estão inventariadas 138 publicações suas, com temas que vão dos artigos científicos e das biografias científicas a textos didácticos, artigos de divulgação e relatórios diversos.[4]

Notas

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Transplantação de Órgãos (1927)
  • Introdução do método experimental e suas principais aplicações às Ciências Médicas e Biológicas em Portugal

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]