Monguba

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Como ler uma infocaixa de taxonomiaMonguba
Pachira aquatica

Pachira aquatica
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malvales
Família: Bombacaceae
Género: Pachira
Espécie: P. aquatica
Nome binomial
Pachira aquatica
Aubl.
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Monguba
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Monguba

A monguba (Pachira aquatica Aubl.) é uma árvore da família Malvaceae ou Bombacaceae nativa da América Central e do Sul.[1]

A Pachira aquatica, conhecida vulgarmente como munguba[2], castanhola, castanha-do-maranhão,[3] carolina[4], paineira-de-cuba e mamorana[5], é uma árvore frondosa, cujas folhas pecioladas e digitadas apresentam de 5 a 9 folíolos verde-escuros. Suas flores com 5 pétalas muito grandes são castanho-avermelhadas.[6] As sementes são comestíveis.[1]

Estudos desenvolvidos sobre a composição das sementes demonstram que a Pachira aquatica tem um elevado teor de óleo (44,1 por cento), sendo o ácido palmítico o seu principal componente. Observou-se, também, a existência de proteína com alto teor de triptofano. Testes toxicológicos realizados sobre a Pachira aquatica demonstraram discreta toxicidade e não apresentaram evidências citotóxicas, não tendo sido observada atividade bactericida. (Charlene K. S. Pereira, Cínara S. Vidal, Max R. Quirino e Marçal Q. Paulo).[carece de fontes?]

Espontaneamente, a árvore vegeta em locais úmidos, nas margens e nos barrancos de rios e lagoas, ou em terrenos alagadiços e brejosos, de onde provém a palavra "aquática" do seu nome científico. No entanto, a monguba adapta-se facilmente a condições bem diversas de solo e clima. Em geral, a monguba é árvore de tamanho variável, bastante frondosa, possuindo uma copa densa e arredondada. Por tais qualidades e pela beleza e exotismo de suas grandes flores amarelas de pontas avermelhadas, é árvore de reputada função ornamental. A monguba é, inclusive, bastante utilizada na arborização das ruas, provando sua adaptabilidade e sua capacidade de medrar até mesmo em terrenos secos.[7]

Embora seja espécie muita conhecida, adaptável ao cultivo, de frutos saborosos e de variadas utilidades, a monguba é pouco utilizada pelos brasileiros, não sempre reconhecida como espécie de importância para a exploração econômica, o que é um equívoco. As belas mongubas produzem anualmente grandes quantidades de frutos, disputados avidamente pela fauna. Deles, aproveitam-se as sementes. Sendo da mesma família das paineiras, as sementes da monguba, que permanecem guardadas em grandes e compridas cápsulas de coloração castanho-avermelhada e de aparência aveludada, ficam envoltas em meio a uma paina branca.

As castanhas são comestíveis e podem ser consumidas cruas, assadas sobre a brasa, fritas em óleo, cozidas com sal ou torradas.[7]

Sinonímia: castanheiro-do-maranhão, cacau-selvagem, castanheira da água, castanheiro-de-guiana, mamorana, munguba, mungaba. É vendida na Ásia oriental e nos Estados Unidos sob nomes comerciais que significam "árvore de dinheiro".[8]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Mamorana" é proveniente da junção de "mamão" com o termo tupi rana[9], que significa "semelhança"[10]. Significa, portanto, "semelhante ao mamão". É uma referência à semelhança dos frutos de mamorana com os frutos de mamão.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. a b (em inglês) «Pachira aquatica». GRIN. Consultado em 16 de agosto de 2012 
  2. Embora haja sinonímia entre Carolina e munguba como nomes vulgares da Pachira aquatica, a munguba é também nome vulgar da Eritheca crenulaticalyx, conforme vê-se neste estudo.
  3. "Castanha-do-maranhão" é nome pelo qual também é conhecida a Pachira glabra. (Ver [1])
  4. Carolina é nome comum dado a Pachira aquatica e a Pachira insignis. (Ver [2] e [3]).
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 074.
  6. Barroso, G. M.; Guimarães, E. F.; Ichaso, C. L. F.; Costa, C. G. & Peixoto, A. L. (1978). Sistemática de angiospermas do Brasil. 1. São Paulo: Editora da USP. 255 páginas 
  7. a b (em inglês) Cronquist, A. (1981). An integrated system of classification of flowering plants. New York: Columbia University Press. 1262 páginas 
  8. (em inglês) «Pachira aquatica (Money Tree)». Catálogo de Taiwan Plant Corp. Consultado em 16 de agosto de 2012 
  9. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 074.
  10. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 449.
Ícone de esboço Este artigo sobre Malvales, integrado no Projeto Plantas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.