Neocatastrofismo

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Neocatastrofismo - Devido a geologia moderna não reconhecer mais o uniformitarismo como o guia principal, substituindo-o por atualismo geológico (mesmas leis), devido entender que os processos geológicos pretéritos não tem pares (senão em miniaturas) no presente, o neocatastrofismo tem ganhado força na geologia.[carece de fontes?] Explica que os fenômenos catastróficos do passado tenham contribuído para grandes alterações globais na superfície terrestre. Esta concepção procura interpretar os efeitos de alguns fenômenos catastróficos, em especial os de magnitude global, como impactos de grandes asteroides, baseando-se em dados geológicos, para inferir e descobrir as causas de grandes mudanças litosféricas, tectônicas e geoquímicas, bem como todos os efeitos gerados por grandes impactos, astroblemas e radiações envolvidas nestas colisões, como plasma, efeito piezoelétrico, sedimentológicas e geoquímicas em geral. Simulações[1] da NASA procuram descrever cenários possíveis durante queda de grandes asteroides, e a lista de asteroides[2] que já caíram na terra, fornecem pistas de causas para cenários atuais.

História[editar | editar código-fonte]

O catastrofismo inicia com George Cuvier, segundo ele, os diversos eventos de extinção que o naturalista constatou terem ocorrido na história de vida da Terra, através da análise de fósseis e estratos geológicos.[3] O catastrofismo defende que em seu passado, a Terra sofreu a ação de fenômenos catastróficos, principalmente inundações, que resultaram nas configurações geológicas e biológicas atuais, o que explica, por exemplo, a ocorrência de fósseis marinhos em regiões distantes da costa.

Cuvier defendia que estas catástrofes, ou como ele denominava, revoluções, atingiram determinadas regiões do globo, extinguindo a fauna e flora local, que somente podiam ser estudadas por intermédio de seus fósseis. Posteriormente, a região atingida pela catástrofe, era repovoada por organismos, que migravam das regiões não atingidas por ela. Este ciclo de extinção e repovoamento se repetiu ao longo da história da Terra.[4]

A ideia inicial de Georges Cuvier, sofreu alterações ao longo do tempo, sendo expandida para catástrofes de ação global, as quais resultavam na extinção de toda a fauna e flora da Terra. Segundo os defensores desta vertente do catastrofismo, após a extinção de toda a fauna e flora global, os organismos sobreviventes descenderam e se especiaram em variadas formas adaptadas aos diversos climas que passaram a existir na terra, onde os mecanismos evolutivos da deriva genética, seleção natural, epigenética, entropia genética,[5][6] mutações, e influencias diversas do ambiente,[7]ente e atuariam promovendo especiação em tempo real[8][9][10][11] e histórico-arqueológico,[12] e por meio destes mecanismos evolutivos,[13] criariam mudanças rápidas que gerariam toda a biodiversidade atual. Era a incorporação da teoria catastrofista pelo criacionismo defendido por alguns naturalistas do século XIX, que também defendiam que a última destas catástrofes havia sido o Dilúvio Bíblico, em especial William Buckland.[14][15][16] Os dados levantados por paleontólogos do equilíbrio pontuado, como Stephen Jay Gould e Niles Eldredge, quanto a "estase morfológica",[17][18] verificada no surgimento padrão repentino de formas prontas, seguido de repetições de mesmas formas fósseis em estratos geológicos distintos, destacada pelos fósseis vivos, que atualmente conta com 4.229 gêneros, foram interpretados por alguns catastrofistas modernos, como evidência de sepultamento de população do planeta, "porque nenhum organismo ignora seu ambiente"[19][20] e não de amostras intercaladas por milhões de anos.[21] O paradoxo da estase morfológica (PEM) , citado por Cuvier, é cada vez mais contrastado com a evolução fato, e em especial, a observação de especiação em tempo real.[22][23] Estas observações se harmonizaram as descobertas de Peter Lund, onde, para sua surpresa como adepto de Cuvier, que defendia sucessão de faunas em estratos separados por diversos catastrofismos, encontrou fósseis de supostos outros períodos no mesmo estrato geológico e até de especies atuais.[24] A formação de camadas estratigráficas simultâneas, ou "estraficação espontânea",[25][26][27] refletem aprofundamento e demonstrações laboratoriais de Nicolas Steno[28] que remetem a modelos catastrofistas para a formação rápida das camadas sedimentares,[29] sintetizando no que podemos classificar de neocatastrofismo geológico atual.

Ainda durante o século XIX o Catastrofismo sofreu sérias críticas advindas dos defensores do Uniformitarismo.[30]

Referências

  1. Williams, Kimberly (26 de junho de 2017). «NASA Simulates Asteroid Impacts to Identify Future Catastophic Events». NASA (em inglês) 
  2. «Impact structures sorted by diameter». www.passc.net. Consultado em 10 de agosto de 2017 
  3. Faria, Felipe. Georges Cuvier - Do Estudo Dos Fosseis à Paleontologia. [S.l.]: EDITORA 34. ISBN 9788573264876 
  4. Cuvier, Georges (1830). Discours sur les révolutions de la surface du Globe, 1830-Edmond D'ocagne. [S.l.: s.n.] 
  5. Burke, Molly K.; Dunham, Joseph P.; Shahrestani, Parvin; Thornton, Kevin R.; Rose, Michael R.; Long, Anthony D. (30 de setembro de 2010). «Genome-wide analysis of a long-term evolution experiment with Drosophila». Nature (em inglês). 467 (7315): 587–590. ISSN 0028-0836. doi:10.1038/nature09352 
  6. Lacy, Robert C. (1 de agosto de 1987). «Loss of Genetic Diversity from Managed Populations: Interacting Effects of Drift, Mutation, Immigration, Selection, and Population Subdivision». Conservation Biology (em inglês). 1 (2): 143–158. ISSN 1523-1739. doi:10.1111/j.1523-1739.1987.tb00023.x 
  7. Gorelick*, Root (2005). «Environmentally alterable additive genetic effects». Evolutionary Ecology Research (em English). 7 (3). ISSN 1522-0613 
  8. Furness, Andrew I.; Lee, Kevin; Reznick, David N. (junho de 2015). «Adaptation in a variable environment: Phenotypic plasticity and bet-hedging during egg diapause and hatching in an annual killifish». Evolution; International Journal of Organic Evolution. 69 (6): 1461–1475. ISSN 1558-5646. PMID 25908306. doi:10.1111/evo.12669 
  9. Keim, Brandon. «Birth of New Species Witnessed by Scientists». WIRED (em inglês) 
  10. «Speciation in real time». evolution.berkeley.edu. Consultado em 10 de agosto de 2017 
  11. Gerke, Justin (8 de novembro de 2008). «Speciation in Real-Time». Science 2.0 (em inglês). Consultado em 10 de agosto de 2017 
  12. Reichenbacher, Bettina; Sienknecht, Ulrike; Küchenhoff, Helmut; Fenske, Nora (outubro de 2007). «Combined otolith morphology and morphometry for assessing taxonomy and diversity in fossil and extant killifish (Aphanius, Prolebias)». Journal of Morphology. 268 (10): 898–915. ISSN 0362-2525. PMID 17674357. doi:10.1002/jmor.10561 
  13. «Mechanisms: the processes of evolution». evolution.berkeley.edu. Consultado em 10 de agosto de 2017 
  14. «The Geological Society of London - Wollaston Medal». www.geolsoc.org.uk. Consultado em 10 de agosto de 2017 
  15. Faria, Frederico Felipe de Almeida (2010). Georges Cuvier e a instauração da Paleontologia como ciência (PDF). Florianópolis, SC: Tese de doutorado - UFSC 
  16. Rudwick, Martin (2005). Bursting the Limits of Time: The Reconstruction of Geohistory in the Age of Revolution, 2005 - The University of Chicago Press. [S.l.: s.n.] ISBN 0-226-73111-1 
  17. Williamson, Peter G. (19 de novembro de 1981). «Morphological stasis and developmental constraint: real problems for neo-Darwinism». Nature (em inglês). 294 (5838): 214–215. doi:10.1038/294214a0 
  18. Davis, Charles C.; Schaefer, Hanno; Xi, Zhenxiang; Baum, David A.; Donoghue, Michael J.; Harmon, Luke J. (22 de abril de 2014). «Long-term morphological stasis maintained by a plant–pollinator mutualism». Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America. 111 (16): 5914–5919. ISSN 0027-8424. PMID 24706921. doi:10.1073/pnas.1403157111 
  19. Ghalambor, Cameron K.; Hoke, Kim L.; Ruell, Emily W.; Fischer, Eva K.; Reznick, David N.; Hughes, Kimberly A. (17 de setembro de 2015). «Non-adaptive plasticity potentiates rapid adaptive evolution of gene expression in nature». Nature (em inglês). 525 (7569): 372–375. doi:10.1038/nature15256 
  20. Ezard, Thomas H. G.; Quental, Tiago B.; Benton, Michael J. (5 de abril de 2016). «The challenges to inferring the regulators of biodiversity in deep time». Phil. Trans. R. Soc. B (em inglês). 371 (1691). 20150216 páginas. ISSN 0962-8436. PMID 26977058. doi:10.1098/rstb.2015.0216 
  21. McKinney, Michael L. (1 de novembro de 1986). «How Biostratigraphic Gaps Form». The Journal of Geology. 94 (6): 875–884. ISSN 0022-1376. doi:10.1086/629093 
  22. McGill, Brian J.; Dornelas, Maria; Gotelli, Nicholas J.; Magurran, Anne E. (1 de fevereiro de 2015). «Fifteen forms of biodiversity trend in the Anthropocene». Trends in Ecology & Evolution (em English). 30 (2): 104–113. ISSN 0169-5347. PMID 25542312. doi:10.1016/j.tree.2014.11.006 
  23. Grant, B. Rosemary; Grant, Peter R. (3 de março de 2017). «Watching speciation in action». Science (New York, N.Y.). 355 (6328): 910–911. ISSN 1095-9203. PMID 28254901. doi:10.1126/science.aam6411 
  24. Almeida, Faria, Frederico Felipe de (2008). «Peter Lund (1801-1880) e o questionamento do catastrofismo». Filosofia e historia da biologia (em inglês). 3. ISSN 1983-053X 
  25. Gera, Dinesh; Syamlal, Madhava; O'Brien, Thomas J. (1 de abril de 2004). «Hydrodynamics of particle segregation in fluidized beds». International Journal of Multiphase Flow. 30 (4): 419–428. doi:10.1016/j.ijmultiphaseflow.2004.01.003 
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  28. Alden, Andrew. «Steno Started Geology With a Few Simple Principles». ThoughtCo 
  29. Berthault, G.; Lalomov, A. V.; Tugarova, M. A. (1 de janeiro de 2011). «Reconstruction of paleolithodynamic formation conditions of Cambrian-Ordovician sandstones in the Northwestern Russian platform». Lithology and Mineral Resources (em inglês). 46 (1): 60–70. ISSN 0024-4902. doi:10.1134/S0024490211010020 
  30. O Atualismo entre uniformitaristas e catastrofistas. «O Atualismo entre uniformitaristas e catastrofistas». Revista da Sociedade Brasileira de História da Ciência. ISSN 2176-3275. Consultado em 23 de fevereiro de 2015 
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