Tempo and Mode in Evolution

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde outubro de 2016)
Por favor, melhore este artigo inserindo fontes no corpo do texto quando necessário.

Tempo and Mode in Evolution (Ritmo/Tempo e Modo na Evolução) foi um livro de 1944 escrito por George Gaylord Simpson, tendo-se tornado uma das contribuições mais importantes para o questionamento da síntese evolutiva moderna, quando contrastou factos derivados da paleontologia com os da genética e selecção natural.

Simpson argumentava que a microevolução da genética populacional era insuficiente por si própria para explicar os padrões de macroevolução observados pela pobreza taxonômica e morfológica da paleontologia. Para Stephen Jay Gould, Simpson foi deveras pessimista quanto a síntese evolutiva: "Eu argumento que Simpson era excessivamente pessimista e que a crença do modernismo na unificação reducionista (a visão convencional dos intelectuais ocidentais da década de 1920 até a década de 1950) precisa ser suplantada por um compromisso pós-modernista ao pluralismo e múltiplos níveis de causalidade". [1] Também realçou a distinção entre ritmo e modo. O ritmo compreendia "taxas evolutivas...a sua aceleração e desaceleração, as condições de evolução excepcionalmente rápidas ou lentas, e fenômenos sugestivos de inércia e momento". Enquanto o modo compreendia "o estudo da via, maneira, padrão da evolução, um estudo onde o ritmo é um factor básico, mas que abrange consideravelmente mais que o ritmo".

Tempo e Modo de Simpson tentou extrair várias generalizações distintas:

  • Ele defendeu a paleontologia e foi contra a visão extrapolacionista [1]uniformista de Lyell, com alguma bravura, em sua introdução :"Eles [geneticistas] podem revelar o que acontece com uma centena de ratos ao longo de dez anos em condições fixas e simples, mas não o que aconteceu com um bilhão de ratos ao longo de dez milhões de anos sob as condições flutuantes da história da terra. Obviamente, o último problema é muito mais importante". (1944, p. 122)
  • "A paleontologia tornou-se um filho obediente à síntese, e não mais uma criança rebelde. Simpson concluiu, com evidente ironia" (1944, p. 124)
  • O ritmo da evolução pode dar informações acerca do seu modo.
  • Os múltiplos ritmos podem ser encontrados no registo fóssil (braditélico, taquitélico e horotélico).
  • Os factos da paleontologia são consistentes com o neo-darwinismo. Mais, as teorias como a ortogénese, lamarquismo, pressões de mutação e macromutações são falsas ou desempenham um papel muito pequeno ou nenhum.
  • A maioria da evolução - "nove décimos" - ocorre pela transformação filética estável de linhagens (anagénese). Em contraste com a interpretação de Ernst Mayr acerca da evolução, através de separações, particularmente as especiações alopátrica e peripátrica.
  • A falta de evidência para transições evolutivas e o paradoxo da "estase morfológica" [2] no registo fóssil é melhor explicada, primeiro, pela pobreza dos registos geológicos, e segundo, como consequência da evolução quântica.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. a b Gould, Stephen Jay (1995). Tempo and Mode in the Macroevolutionary Reconstruction of Darwinism (em inglês). [S.l.]: National Academies Press (US). pp. 122, 124 
  2. (us), National Academy of Sciences; Fitch, Walter M.; Ayala, Francisco J. (1995). PREFACE (em inglês). [S.l.]: National Academies Press (US)