Nidação

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Nidação é o processo de fixação do embrião na parede uterina

Da trompa ao útero[editar | editar código-fonte]

O zigoto é fecundado na trompa uterina, sofrendo sucessivas mitoses ao longo do caminho da trompa até o útero. Esse processo é chamado de clivagem e dura aproximadamente 4-5 dias. Chegando no útero, o embrião passa a ser chamado de blastocisto. O blastocisto é uma esfera oca, com uma camada externa de células nomeadas blastômeros que juntas formam o trofoblasto e uma massa celular interna chamada embrioblasto. O endométrio está na fase secretora, ocorrendo liberação de substâncias importantes para a nutrição do embrião. Como o embrião está na luz do útero, sua nutrição é feita por secreções de glândulas uterinas, que liberam substâncias como o glicogênio.

Preparação para a implantação[editar | editar código-fonte]

A primeira etapa da implantação do blastocisto no útero é a sua dissociação com a zona pelúcida, estrutura que impede a fixação do embrião. O trofoblasto libera proteases ricas em cisteína que fazem a ruptura com a zona pelúcida, permitindo que o blastocisto aumente de tamanho consideravelmente. Após a separação, o blastocisto encosta na parede do endométrio com a região do embrioblasto próxima a parede uterina. Esse processo ocorre por volta do sexto dia.

Adesão[editar | editar código-fonte]

A justaposição e adesão são feitas por diferentes componentes: interdigitação dos microvilos do trofoblasto e do epitélio uterino; interações envolvendo receptores do trofoblasto (como os receptores para o fator inibidor da leucemia (LIF)); integrinas presentes na parede do trofoblasto que se ligam com a matriz extracelular do endométrio; e citocinas presentes na superfície do endométrio.[1] Com a adesão no epitélio endometrial, o trofoblasto se prolifera e se diferencia em duas camadas. A camada externa, chamada sinciciotrofoblasto, é uma massa multinucleada de células e é responsável pela liberação de enzimas proteolíticas que degradam os tecidos maternos, possibilitando a penetração. A camada interna é chamada citotrofoblasto.[2]

Implantação[editar | editar código-fonte]

Na invasão do tecido endometrial, o sinciciotrofoblasto fagocita o tecido endometrial. Com essa penetração, o embrião chega ao miométrio, camada intermediária do útero, composta por músculo liso. Com a implantação, fibroblastos presentes no tecido endometrial sofrem diferenciação induzida por estrogênio e progesterona. Passam a ser células deciduais que absorvem glicogênio e lipídio, como forma de fornecer energia para o embrião continuar o desenvolvimento. Esse processo é chamado reação decidual e é fundamental para implantação do embrião. Ao final de aproximadamente 12-14 dias, o embrião está completamente coberto pelo endométrio, sem ter contato com a luz do útero.[3]

Teste de gravidez[editar | editar código-fonte]

O sinciciotrofoblasto também produz o hormônio gonadotrofina coriônica (hCG), que atua no corpo lúteo, fazendo com que este continue a produzir e liberar progesterona e estrógeno. O hCG é a principal substância detectada no teste de gravidez, uma vez que sua síntese está relacionada com a nidação. Após aproximadamente 15 dias da fecundação, sua concentração no sangue é alta e já é detectável.


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  1. Montanari, Tatiana. Embriologia: textos, atlas e roteiros de aulas práticas [recurso eletrônico]. Porto Alegre: ed. do autor, 2013
  2. Moore, Keith L. et al. Embriologia básica. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
  3. Scoriza-Cortes, Júlia Nogueira. O impacto da exposição pré-gestacional à poluição atmoesférica sobre o processo de implantação embrionária. Dissertação (mestrado)- Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2012.