Nojo aos Cães

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Nojo aos Cães
 Portugal
1970 •  pb •  93 min 
Realização António de Macedo
Produção António de Macedo e Francisco Castro
Argumento António de Macedo
Elenco Ana Leiria
Ana Zanatti
Clara Fiuza
Género Drama
Lançamento 14 de abril de 1977
Idioma português
Página no IMDb (em inglês)

Nojo aos Cães (1970) é um filme português de António de Macedo que se caracteriza pelo seu modo independente de produção, feito com recursos escassos, quase clandestinamente, dado o perigo de represálias por parte do regime político do velho Estado Novo. Uma vez concluído o filme, a sua exibição pública foi proibida pela censura oficial. Apesar de se inserir no movimento do Novo Cinema português, influenciado pelo neo-realismo e pela Nouvelle Vague, este filme afasta-se claramente destas tendências pela sua ostensiva marginalidade e pelas roturas formais, inovadoras, da sua construção.

Ficha sumária[editar | editar código-fonte]

  • Argumento: António de Macedo
  • Produção: António de Macedo e Francisco Castro
  • Realizador: António de Macedo
  • Actores principais: Ana Leiria, Avelino Lopes, Clara Fiúza
  • Formato: 35mm, p/b
  • Género: ficção (drama político-social)
  • Duração: 93’
  • Estreia: Festival de Benalmadena (1970)

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Uma equipa da televisão oficial (a RTP, subentende-se) vai fazer a reportagem de uma manifestação de estudantes universitários, em Lisboa. A câmara da equipe de reportagem identifica-se subjectivamente com aquela que é usada para fazer o filme. Os manifestantes exprimem a sua revolta insultando quem filma, devido à orientação reaccionária dos repórteres e operadores da televisão. Num confronto directo entre observadores e observados, são abordados os temas da condição dos estudantes, no espírito de Maio de 1968, um ano depois da revolta estudantil de Coimbra.

Proibido em Portugal, o filme estreia no Festival de Benalmadena de 1970, em Espanha, onde ganhou o prestigiado prémio FICC (Fédération Internationale das Ciné-Clubs).

Ficha artística[editar | editar código-fonte]

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

  • Realizador: António de Macedo
  • Produção: António de Macedo e Francisco Castro
  • Director de produção: Ernesto Oliveira
  • Argumento: António de Macedo
  • Realizador: António de Macedo
  • Assistentes de realização: Vítor Barbosa e Amílcar Lyra
  • Fotografia: Elso Roque
  • Assistente de imagem: Carlos Estêvão
  • Iluminação: Júlio Sequeira
  • Fotógrafo de Cena: Octávio Diaz-Bérrio
  • Anotadora: Clara Diaz-Bérrio
  • Director de som: João Diogo
  • Operador de som: José de Carvalho
  • Música: Avelino Lopes
  • Sonoplastia: Hugo Ribeiro
  • Montagem: António de Macedo
  • Assistente de montagem: Clara Diaz-Bérrio
  • Rodagem: Fevereiro e Março de 1970
  • Laboratório de imagem: Ulysseia Filme
  • Laboratório de som: Valentim de Carvalho
  • Estreia: Festival de Benalmadena (1970)
  • Formato: 35mm, p/b
  • Género: ficção (drama político-social)
  • Duração: 93’

Festivais[editar | editar código-fonte]

  • Festival de Benalmadena 1970 (Espanha) - Prémio da Federação Internacional de Cineclubes.
  • Festival de Valladolid, 1970 (Espanha) - Prémio Valores Humanos
  • Festival de Bergamo 1970 (Itália)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]