O Estado Servil

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O Estado Servil é um livro sobre economia escrito por Hilaire Belloc em 1912. Embora ele mencione a ideia de distributivismo, pela qual ele e G. K. Chesterton são famosos,[1] Belloc evita no livro a defesa explícita deste sistema econômico.[carece de fontes?]

Visão geral[editar | editar código-fonte]

Este livro estabelece, em grandes linhas, a teoria de Belloc para a história econômica europeia. A análise começa com os estados pagãos antigos, cujo papel daescravidão foi fundamental, passando pelo cristianismo medieval, em que ocorre a transformação da economia escravocrata em um estado em que a propriedade foi melhor distribuída. A discussão termina no capitalismo visto nos séculos 19 e início do século 20.[carece de fontes?] Belloc, argumenta que o desenvolvimento do capitalismo não foi uma consequência natural da Revolução Industrial, mas sim uma consequência da recente dissolução dos mosteiros na Inglaterra, que forma as bases para a industrialização inglesa. Em seguida, o capitalismo inglês se espalhou pelo mundo.

Em seguida, Belloc apresenta a sua teoria de que o capitalismo puro era naturalmente instável e discute a forma como ele acredita que as tentativas de reformar o capitalismo levariam inexoravelmente à uma economia em que a regulamentação do estado removeria a liberdade do capitalismo e levando à substituição do capitalismo pelo modelo do Estado Servil, que compartilha com a antiga escravidão o fato de que o direito positivo (em oposição ao hábito ou necessidade econômica por si mesmos) determinaria que certas pessoas trabalharão para outras, que também deveriam cuidar delas.[carece de fontes?]

No nono capítulo do livro, intitulado "O Estado Servil Começou", Belloc explora as várias formas como o estado servil começou a rastejar de volta para a vida moderna. Entre estes, ele inclui as leis de salário mínimo, as leis de responsabilidade civil dos empregadores, as leis de seguridade social e a arbitragem obrigatória.[2]

Belloc usou seu Catolicismo e sua experiência de vida ao lado de pequenos agricultores de Sussex Weald para defender a tese de ter uma democracia fundamentada na propriedade e pequenos agricultores, que aproximariam as diferentes classes sociais.[3]

Recepção[editar | editar código-fonte]

George Orwell descreveu o trabalho como escrito em um estilo cansativo e defendeu que a solução sugerida era "impossível". No entanto, ele considerou que a obra previu os acontecimentos da década de 1930 com notável perspicácia.[4] O livro A Mente Servil, de Kenneth Minogue[5], foi inspirado nesta obra de Belloc. Minogue descreve o livro de Belloc como datado, porém ainda oferece insights valiosos para o desenvolvimento de subserviência e dependência da generosidade do governo, o que Minogue tenderam a considerar desfavorável.O economista Friedrich von Hayek, da escola econômica austríaca, elogia as previsões de Belloc em seu livro a Estrada para A Servidão[6] e citando no capítulo 7 "Controle Econômico e Totalitarismo", uma frase do Estado Servil: "o controle da produção de riqueza é o controle da própria vida humana."

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Ward, Maisie (2005), Gilbert Keith Chesterton, ISBN 9781461602538, Sheed & Ward, p. 433 .
  2. Belloc, Hilaire (1912), The Servile State (PDF), ISBN 9781602068674, pp. 109–30  |ISBN= e |isbn= redundantes (ajuda)|ISBN= e |isbn= redundantes (ajuda) .
  3. Brandon, Peter. The Discovery of Sussex. [S.l.: s.n.] ISBN 978-1860776168 
  4. Orwell, George (May 1946), «Second Thoughts on James Burnham», Polemic, 3  |journal= e |work= redundantes (ajuda); Verifique data em: |data= (ajuda)|journal= e |work= redundantes (ajuda); Verifique data em: |data= (ajuda) .
  5. Minoque, Kenneth (2010), The Servile Mind: How Democracy Erodes the Moral Life, ISBN 9781594036514, Encounter Books  |ISBN= e |isbn= redundantes (ajuda)|ISBN= e |isbn= redundantes (ajuda) .
  6. Hayek, F.A. (1944), The Road to Serfdom (PDF), ISBN 9780226320533, p. 13  |ISBN= e |isbn= redundantes (ajuda)|ISBN= e |isbn= redundantes (ajuda) .

Links externos[editar | editar código-fonte]