O Jogo (jogo mental)

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O Jogo (em inglês: The Game, em francês: le jeu, em tcheco: hra, em polonês: gra, em espanhol: el juego, em chinês tradicional: youxi, em árabe: ذي غيم, em grego: to paichnidi,em hebraico: את המשחק) é um jogo corrente, cujo objetivo é evitar pensar acerca do próprio "Jogo". Pensar no Jogo significa perdê-lo, e segundo as regras essa perda deve ser anunciada cada vez que ocorre. É impossível ganhar O Jogo; os jogadores podem apenas tentar evitar perder durante o máximo de tempo possível. Atualmente, O Jogo é jogado por milhões de pessoas pelo mundo fora.[1][2][3][4][5]

Como Jogar[editar | editar código-fonte]

Regras[editar | editar código-fonte]

Há quatro regras do Jogo:[1][2][6][7][8]

  1. todos no Mundo estão jogando O Jogo;
  2. sempre que alguém pensa no Jogo, perde;
  3. de cada vez que O Jogo é perdido, deve ser anunciado[6] (quer usando uma frase como "Perdi O Jogo", "I lost The Game", ou meios alternativos);
  4. quando você perde O Jogo, você recebe imunidade até esquecer sobre O Jogo, ou seja, não pode o perder enquanto acabou de perder.

A regra do tempo de imunidade tem o objetivo de prevenir uma uma perda contínua do jogo. Sob uma interpretação literal, é necessário avisar cada perda. Contudo, anunciar essa perda implica pensar no Jogo, o que só por si é uma falha. Esta corrente continua interminavelmente. As regras comuns não definem um ponto no qual O Jogo termina. No entanto, uma outra versão afirma que O Jogo acaba quando o Primeiro Ministro Britânico ou a Rainha da Inglaterra anunciar "O Jogo acabou".[6]

Estratégias[editar | editar código-fonte]

Alguns jogadores desenvolveram estratégias para fazer outras pessoas perder, tal como escrever O Jogo numa mensagem, dizer O Jogo em voz alta, escrevê-lo em graffiti num espaço público, e em notas, ou escrever duas palavras que quando pronunciadas em voz alta soem como "O Jogo" (por exemplo: Uj Ogo)[4][5]

Referências[editar | editar código-fonte]

O Jogo é um exemplo de um processo irônico, também conhecido como "Fenômeno Urso Branco", no qual evitar pensar em determinadas coisas torna esses pensamentos mais intensos.[9]

Origens[editar | editar código-fonte]

As origens d'O Jogo são incertas. Uma teoria é que dois homens perderam o último trem, tendo permanecido a noite toda na plataforma, tentando não pensar na situação; o primeiro a pensar, perdia.[2] Outra é que foi inventado em Londres em 1996 "para irritar pessoas".[1] Na Internet foi referenciado pela primeira vez em 2002.[1]

Outra teoria diz que "O Jogo" foi inventado por dois físicos Irlandeses, na tentativa de testar a capacidade mental um do outro, vendo quem fica mais tempo sem pensar no próprio, mas quando anunciavam que perdiam com familiares e outros amigos por perto, essas pessoas perguntavam do que eles estavam falando e assim o jogo foi se espalhando pelo mundo de forma que a brincadeira nunca acabe e todo mundo jogue. [carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Montgomery, Shannon (17 de janeiro de 2008). «Teens around the world are playing 'the game'». The Canadian Press 
  2. a b c «If you read this you have lost the game». The Metro. 5 de dezembro de 2008 
  3. Boyle, Andy (19 de março de 2007). «Mind game enlivens students across U.S.». The Daily Nebraskan 
  4. a b Verelst, Jeroen (15 de março de 2007). «The Game, het eenvoudigste spel ter wereld» (Subscription required). De Morgen (em neerlandês). p. 2 
  5. a b Rooseboom, Sanne (15 de dezembro de 2008). «Nederland gaat nu ook verliezen». De Pers 
  6. a b c «The three rules of the game». The Metro. 5 de dezembro de 2008 
  7. «Don't think about the game» (Subscription required). Rutland Herald. 3 de outubro de 2007 
  8. Wettschreck, Justine (31 de maio de 2008). «Playing 'The Game' with the other kids» (Subscription required). Daily Globe [ligação inativa] 
  9. Kaniewski, Katie (1 de março de 2009). «You just lost the Game». Los Angeles Loyolan. Consultado em 27 de março de 2009