Ocelo

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Ocelo - mancha semelhante a olho - em borboleta do gênero Caligo.

Ocelo, ou mancha ocular, é o olho primitivo das hidromedusas, platelmintos e alguns insetos, constituído pelo agrupamento de células fotorreceptoras. São estruturas pequenas e isoladas, constituídas de células sensoriais, revestidas por células pigmentadas, conectadas ao nervo óptico. Os ocelos detectam a intensidade e direção da luz, mas não são capazes de formar imagens.

Também pode se referir a manchas semelhantes a olhos, um tipo de mimetismo.

Algumas medusa, estrelas do mar e flatworms têm os olhos mais simples, que possuem pigmento distribuído aleatoriamente e que não possuem estruturas adicionais, como córneas e lente. A aparente cor dos olhos nesses animais é, portanto, vermelha ou preta.[1] No entanto, outros cnidaria têm olhos mais complexos, incluindo as Cubomedusae que possuem retina distinta, lente e córnea.[2]

Muitos caracóis e moluscos gastrópodes também têm ocelli, seja nas pontas ou nas bases dos tentáculos.[3] No entanto, alguns outros gastrópodes, como o Strombidae, têm olhos muito mais sofisticados. Amêijoas gigantes (Tridacna) têm ocelos que permitem que a luz penetre nos mantos.[4]

Referências

  1. «Eye (invertebrate)». McGraw-Hill Encyclopedia of Science & Technology. 6. 2007. p. 790 
  2. Vicki J. Martin (2002). «Photoreceptors of cnidarians» (PDF) 
  3. Zieger V, Meyer-Rochow VB (2008). «Understanding the cephalic eye of pulmonate gastropods: a review». Amer Malacol Bull. 26:: 47-66 
  4. Murphy, Richard C. (2002). Coral Reefs: Cities Under The Seas. [S.l.]: The Darwin Press, Inc. p. 25. ISBN 0-87850-138-X 
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