Osvaldo Cabral

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Oswaldo Passos Cabral
Nome completo Oswaldo Passos Cabral
Nascimento 05/02/1900
Taperoá, Bahia
Morte 01/08/1991
Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileiro
Cônjuge Maria da Glória Pinheiro Santos Cabral
Ocupação Maestro e compositor
Período de atividade Certamente, é o mais ilustre filho de Taperoá, na Bahia, que o viu nascer, em 5 de fevereiro de 1900. Em 1905, ficou órfão de pai, sendo tutelado por seu tio Dória, armador de barcos de pesca. No sentido de lhe garantirem uma futura profissão, fizeram-no frequentar um ateliê de alfaiate. Averso àquela profissão, muitas vezes trocou aquele aprendizado por um banho de rio que, às vezes, se estendia até o por do sol. Sua inclinação musical-religiosa, tão patente em suas futuras composições, como "Suíte Romântica, "Ave Maria", "Glória" e "O Mártir do Calvário", nasceu quando, em menino, acompanhava sua mãe, nas ladainhas da "Matriz de Taperoá". Em 1908, tem as primeiras lições de música com o mestre da "Filarmônica São Braz", João Melano, e seu primeiro instrumento é a trompa. Em 1913, ingressa na "Banda do Primeiro Corpo da Força Pública da Bahia", sob a direção do Capitão João Antônio Wanderley. Também, nesse ano, estuda violino e viola com o professor alemão Rodolph Schall. Em 1916, já era violinista de orquestras de salão, em navios do "Lloyd Brasileiro". Em 1921, deixa a "Banda da Força Pública" e vai dirigir a "Filarmônica Lira Ceciliana de Aratuipe". Em 1924, casa-se com D. Maria da Glória Pinheiro Santos, e viaja para o Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro, em 1925, se torna violetista da "Sociedade de Concertos Sinfônicos do Rio de Janeiro", da qual seria, mais tarde, bibliotecário e um dos Diretores. Torna-se discípulo e dileto amigo do Maestro Antônio Francisco Braga, seu regente emérito. Em um de seus ensaios, em 1929, Oswaldo Cabral apareceu no local com a partitura da sua suíte "O Mártir". No intervalo, dado para descanso dos músicos, ele esqueceu de levar consigo a partitura, ficando a mesma em sua cadeira, junto à sua viola. Voltando para a continuação do ensaio, verificou que a mesma não estava no local onde fora deixada. Depois de alguns momentos de procura, surgiu-lhe o colega e grande amigo Arlindo da Ponte (que lhe mereceu um Dobrado de mesmo nome), dizendo-lhe ter entregue a partitura ao Maestro Francisco Braga. Naquele instante, Cabral transformou-se e, prevendo uma rejeição de sua obra, apresentou expressão tímida, ainda muito maior que a que lhe era peculiar.Iza Queiroz Santos, professora, pianista e grande biógrafa de Francisco Braga, dizia de Cabral: "Oswaldo Cabral, modesto e tímido, de uma timidez que chega a parecer humildade". Passados alguns dias, porém, o Maestro lhe comunicava ter gostado da obra e que já a havia incluído no programa do próximo concerto. E assim aconteceu. No concerto 145, da série, Francisco Braga colocou entre "Mestres Cantores", de Wagner e "Pacific", de Honegger, a suíte sacra "O Mártir". A plateia gostou e aplaudiu de pé; inclusive o ilustre Maestro Henrique Oswald que foi, pessoalmente, ao palco, no término do espetáculo, teve ótimas palavras de elogio, que serviram de incentivo, para prosseguir em seus estudos. Cabral procurou, então, um grande Professor e não menos amigo, o Maestro José Siqueira, que lhe ensinou Harmonia, Contraponto e Fuga. Seus estudos lhe deram aprovação nos exames finais dessas matérias, na "Escola Nacional de Música" e lhe abriram as portas da "Universidade do Brasil", na mesma Escola, diplomando-se nos cursos de "Composição", "Instrumentação", "Regência" e "Folclore". Com os últimos conhecimentos adquiridos, melhorou a estrutura musical da sua suíte "O Mártir". Em 1931, a "Hora do Brasil" do D.I.P. (Departamento de Imprensa e Propaganda), em uma de suas audições, apresentou "Toada" e "Serenata", de Oswaldo Cabral, à frente da Orquestra Sinfônica Brasileira. Sua nomeação a Professor de Música da "Banda da Marinha", em fevereiro de 1933, resultado de disputado concurso, realizado na "Escola Nacional de Música", aberto por ordem do Ministro da Marinha, Almirante Protógenes Pereira Guimarães, mereceu da Imprensa, os melhores comentários e o seu concerto inaugural, à frente da "Banda Sinfônica do Regimento Naval", se deu com enorme êxito, em 28 de julho de 1933, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com enorme público e notáveis presenças, como a daquele Ministro e a do grande Maestro Francisco Braga. A crítica musical daquela época, bastante severa, foi unânime em elogios, entre eles o de Itiberê da Cunha (Correio da Manhã) e Oscar Guanabarino (Jornal do Comércio). Peças como "Os Mestres Cantores", de Wagner; "Suíte Caucasiana" de Ipolitov Ivanov e "Rapsódias Norueguesas", de Lalo, foram regidas de cor! Em concerto dado pela "Banda de Música do Corpo de Fuzileiros Navais", sob a regência do autor, foi novamente executada a suíte "O Mártir". O musicólogo Frei Pedro Sinzig, que estava presente, alguns dias depois, lhe escrevia as seguintes palavras: "A sua composição, cujo título poderia fazer pensar em estilo leve, revela muita severidade artística, a par de ótimos conhecimentos técnicos". Pessoalmente, quando o autor lhe foi agradecer a presença no concerto, Frei Pedro aconselhou-o a transformar a Suíte em Oratório. O Maestro Francisco Braga, também lhe havia feito a mesma sugestão, a qual Cabral tomou como um bom conselho, pelo respeito e dedicação que tinha ao grande Maestro. Mais tarde, quando concluiu o seu Curso de Composição, reformulou sua obra, colocando-a sob a forma de Oratório. A sua apresentação em Natal, Rio Grande do Norte, em 1958, com a "Banda de Fuzileiros Navais", a pedido de Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas, Arcebispo da Cidade, proporcionou ao autor uma das maiores emoções de sua vida. Procurando-o em sua residência, teve suas mãos beijadas por aquele eclesiástico que, mesmo cego, se pôs de joelhos e exclamou: "Mãos que compõem uma peça destas só podem ser divinas". Tempos depois, compôs e incorporou à obra mais um Ato: "A Última Ceia/Palavras Proféticas", que foi considerado pela crítica, como um dos mais belos. A versão definitiva do "Oratório", comporta um "Prólogo", treze "Quadros" e três "Atos". Em 1939, participou da Comissão instituída para rever o "Hino Nacional", como representante da Marinha, ao lado de Gastão Penalva, ambos defensores vitoriosos, no empenho pela inviolabilidade do canto pátrio; trabalho em que se apoiou o Governo, no projeto, e depois, lei, que regulamentou os hinos e os símbolos nacionais, notadamente a Bandeira Nacional. Em 1940, conclui, na "Escola Nacional de Música", embora já fosse consagrado Compositor e Regente, os cursos de "Instrumentação", "Composição" e "Regência" com os professores José Siqueira, Paulo Silva, J. Octaviano, Francisco Mignone e Luiz Heitor (Folclore). Em 1963, dirige banda e orquestra... (continua.......)

<Transcrição de texto produzido pela Sociedade Oswaldo Cabral><Gerson Fleichhauer/Presidente da S.O.C./Reproduzido pelo Arquivo Musical Companhia de Bandas do Batalhão Naval, Corpo de Fuzileiros Navais, Marinha do Brasil>

Oswaldo Passos Cabral (Taperoá, 5 de fevereiro de 1900 - Rio de Janeiro, 1 de agosto de 1991) foi um maestro e compositor de música popular brasileira

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Referências

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