Pablo Serrano

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Venida de la Virgen, Zaragoza, 1969.

Pablo Serrano Aguilar (Crivillén, Teruel, 1908Madri, 1985) foi um escultor espanhol.

Biografia[editar | editar código-fonte]

"Minha obra é um compendio de conceitos, símbolos e mensagens nos que tenho virado minha alma. Tenho querido transmitir o entendimento e a não violência pelo caminho da criação".

Nasce a 10 de fevereiro de 1908 e estuda primeiro em Zaragoza e depois em Barcelona, onde aprende escultura até sua marcha no ano 1929, a Argentina. Entre este país e a cidade de Montevideo (Uruguai) passará 25 anos realizando esculturas, entre as que podemos destacar sua série Os touros, conseguindo uma pureza de formas similar à de Constantin Brancusi. Neste período inicia sua amizade com os artistas Lucio Fontana e Joaquín Torres García.

Nos anos 1944, 1951 e 1954 obtém o Primeiro Prêmio Nacional do Salão de Belas Artes de Montevideo, sendo já o escultor mais reconhecido do Uruguai e um referente em Sudamérica, onde actualmente se podem contemplar esculturas públicas de Serrano em países como Argentina, Uruguai, Chile, Porto Rico ou México. Regressa a Espanha justo após obter o Grande Prêmio na Bienal de Montevideo de 1955, conseguindo nesse mesmo ano o Grande Prêmio de Escultura na Bienal Hispano-Americana de Barcelona. Funda o Grupo O Passo no ano 1957 junto a artistas como Antonio Saura, Manolo Milhares, Rafael Canogar ou Juana Francês. O Passo converte-se no movimento de vanguardia que introduz a arte abstracta na península, revitalizando o mundo artístico espanhol de posguerra.

Cria numerosas esculturas. Em 1957 expõe individualmente no Ateneo de Madri fazes expresionistas Interpretações ao retrato nas que capta magistralmente o que o próprio Serrano denominava rosto metafísico» e abstractas Ferros encontrados e soldados reinventando a tradição da forja que iniciou Julio González. Posteriormente inicia sua série Queima do objecto utilizando o fogo como destruição e ao mesmo tempo criação de uma nova ordem; estas inovadoras e radicais experiências sobre o volume vazio em relação com as teorias de Martin Heidegger realizá-las-á em cidades como Milão, Berlim ou no MOMA de Nova York. Muito valorizados pela crítica também são os Ritmos no Espaço, esculturas móveis que gravitan com grande elegancia, desprovistas quase por completo de volume. Expõe nos principais museus da Europa e América convertendo-se em um dos artistas mais influentes da segunda metade do século XX.

Sua consolidada fama permite-lhe ser seleccionado para participar na exposição New Spanish Painting and Sculpture, com itinerancia de dois anos entre o MOMA de Nova York, e outros museus norte-americanos como o de Washington, Chicago ou New Hampshire. Em 1961 recebe o Prêmio Julio González no Salão de Maio de Barcelona e em um ano depois apresenta no Pavilhão Espanhol da XXXI Bienal de Veneza, 23 obras baixo o título Abóbadas para o homem, conseguindo um grande sucesso de crítica. Em 1964 realiza a série Os Fajaditos, seres amordazados e anulados, metáfora em resposta à campanha franquista dos 25 anos de Paz e emparentados com os Artefactos de seu amigo Manolo Milhares.

Unidades-yunta, Madrid, 1972.

Exibe em 1967 seus Homens com Porta no Museu Guggenheim de Nova York que adquire um exemplar para seus fundos. Em 1973 o Museu Espanhol de Arte Contemporâneo, actual Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía, dedica-lhe uma exposição antológica, e no mesmo ano Pablo Serrano expõe no Museu Nacional de Arte Moderno da Villa de Paris, cidade na que possuía um estudo que anteriormente tinha pertencido ao também escultor Alberto Giacometti. Em setembro de 1975 retira sua obra da exposição Telecom 75 em Genebra como protesto pelos últimos fusilamientos franquistas. Expõe sua série O Pão na Galería Darthea Speyer de Paris em 1979, no mesmo ano no que Joaquín Costumar Serrano lhe entrevista em seu programa A Fundo de TVE. Em um ano mais tarde dedica-se-lhe uma exposição antológica na Fundação Gulbenkian de Lisboa na que Serrano realiza um happening com uma Queima do objecto nocturna. No ano 1982 concede-se-lhe o Prêmio Príncipe das Astúrias das Artes pela trascendencia universal de sua obra. Nesse mesmo ano expõe em Moscovo e no Museu do Ermitage de Leningrado, sendo até o momento o único artista espanhol ao que se lhe dedica uma exposição individual em dito museu.

Nos meses de setembro, outubro e novembro do ano 1985 expõe no Museu Guggenheim de Nova York sua série Divertimentos com Picasso, a Guitarra e o Cubismo. Morre o 26 de novembro de 1985 em Madri, cedendo parte de suas obras ao Museu Pablo Serrano de Zaragoza responsável por pesquisar, exibir e difundir o legado do artista. Seus herdeiros Pablo B. Serrano (filho) e Valeria Serrano Spadoni (neta) confirmam esta doação. Depois de sua morte o interesse por sua figura aumenta e seguem-se sucedendo inumeráveis exposições de sua obra em cidades como Estrasburgo, Roma, Buenos Aires, Brasília, Santiago de Chile, Rabat, Valencia, Madri, Barcelona... Paralelamente está a elaborar-se o Catálogo razonado de sua obra escultórica que tem prevista sua publicação no ano 2010.

Possuem obras suas o Museu de Arte Moderno de Nova York (MOMA), o Museu do Ermitage de Leningrado, o Centro George Pompidou de Paris, o Museu de Arte Contemporâneo da Villa de Paris, o Museu Guggenheim de Nova York, a Fundação Gulbenkian de Lisboa, o Middelheim de Amberes, o Museu Vaticano, o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía, etc.

Reconhecimentos[editar | editar código-fonte]

Escultura de Unamuno en Salamanca, 1968.
  • Em 1967 é eleito membro da Societé Européenne de Culture em Veneza.
  • Em 1969 é nomeado membro da Real Academia de Flandes (Bélgica).
  • Em 1977 Caballero das Artes e as Letras pelo Ministério de Cultura da França.
  • Em 1980 recebe a Medalha de Ouro ao Mérito nas Belas Artes, assim mesmo é nomeado membro da Real Academia de Belas Artes de San Fernando em Madri.
  • Em 1982 concede-se-lhe o Prêmio Príncipe das Astúrias das Artes.

Museus[editar | editar código-fonte]

América[editar | editar código-fonte]

MOMA Museu de Arte Moderno de Nova York, EE. UU. Museu Guggenheim de Nova York, EE. UU. Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, Washington D.C., EE. UU. Brown University Providence, Rhode Island, EE. UU. Wadsworth Atheneum Hartford, Connecticut, EE. UU. Clear Lake City University, Houston, Texas, EE. UU. Indianapolis Museum of Art 'IMA', Indianápolis, Indiana, EE. UU. Virginia Museum of Fine Arts, Richmond, Virginia, EE. UU. Museu de Belas Artes, Montevideo, Uruguai Museu de Arte de Ponce, Porto Rico Museu de Rio Pedras, Porto Rico

Europa[editar | editar código-fonte]

Museu do Ermitage, San Petersburgo, Rússia Pushkin Museum, Moscovo, Rússia Centre Pompidou, Paris, França Musée National d'Art Moderne da Ville de Paris, Paris, França Museus Vaticanos, Cidade do Vaticano Galleria Nazionale d' Arte Moderna, Roma, Itália Galleria d'Arte Moderna, Veneza, Itália Museu de Henraux, Querceta, Lucca, Itália Kunstmuseum Winterthur, Winterthur, Suíça Museu de Leverkusen, Leverkusen, Alemanha Stedelijk Museum, Ámsterdam, Países Baixos Middelheim Museum, Amberes, Bélgica Galeria Nacional de Budapeste, Hungria Fundação Gulbenkian, Lisboa, Portugal Gallerie Marlborough, Londres, Reino Unido

Espanha[editar | editar código-fonte]

Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri Fundação Juan March, Madri Museu de Escultura ao Ar Livre da Castelhana, Madri Fundação AENA, Madri Fundação dos Caminhos-de-ferro Espanhóis, Madri Colecção do Congresso dos Deputados, Madri Biblioteca Nacional, Madri Real Academia de San Fernando, Madri Museu de Escultura ao Ar Livre de Alcalá de Henares, Madri Museu de Belas Artes, Bilbao ARTIUM Centro Museu Basco de Arte Contemporâneo, Vitoria Museu de Arte Abstracto Espanhol, Cuenca Museu Picasso, Málaga Museu Do Património Municipal, Málaga Museu de Arte Contemporâneo, Sevilla CAAM, Centro Atlántico de Arte Moderno, As Palmas MACA, Museu de Arte Contemporâneo, Alicante Museu Pablo Serrano, Zaragoza CDAN, Centro de Arte e Natureza, Huesca É Baluard, Museu de Arte Moderno e Contemporâneo, Palma Colecção do Banco de Santander

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Selecção

  • CIRLOT, Juan Eduardo. A Escultura de Pablo Serrano. Monografía editada pela Galería Silo, Madri, 1959.
  • DYCKES, Bill. The recent sculpture of Pablo Serrano. Spanish American Weekly-Guidepost, Nova York, 1963.
  • MORENO GALVÁN, José María. Pablo Serrano. Contemporary Sculpture. Nova York, 1964.
  • NELKEN, Margarita. Pablo Serrano em México. Excelsior, México, 1966.
  • HIRSHHORN, Joseph H. Pablo Serrano. Genesis of his expression in the Portrait. Greenwich, Connecticut, Ou.S.A., 1967.
  • FERRO, José. Meditación ante os Homens com Porta de Pablo Serrano. Blanco e Negro, Madri, 4-2-1967.
  • CALVIN CANNON. Serrano na década dos sessenta. Armherst College Massachusetts. Editorial Galería Juana Mordó, Madri, 1969.
  • OMBREIRA, Francisco. Pablo Serrano Aguilar, escultor da inteligência espanhola. O Norte de Castilla. Valladolid, 2-3-1967.
  • TAPIÉ, Michel. Serrano, sculpteur complet. Com motivo da exposição no Museu de Arte Contemporâneo da Ville de Paris, 1973.
  • CASSOU, Jean. “Um portrait de Machado par Serrano”. A Revue du Louvre et dês Musées de France, nº 6, Paris, 1973.
  • GIRALT-MIRACLE, Daniel. A escultura de Pablo Serrano. Destino, Barcelona, 1975.

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  • WESTERDHAL, Eduardo. A Escultura de Pablo Serrano. Edições Polígrafa. Barcelona, 1977.
  • AGUILERA CERNI, Vicente. Vida e Trabalho. Pablo Serrano. 1977.
  • LASSAIGNE, Jacques. Catálogo Exposição Pablo Serrano. Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 1980.
  • KAPTEREVA, T. O escultor espanhol Pablo Serrano. cat. exp. no Museu do Ermitage de Leningrado, 1982.

ZELA, Camilo José. Falo de Pablo Serrano. Diário O País, Madri, 9-2-1985.

  • CALVO SERRALLER, Francisco. Pablo Serrano. A linguagem das formas puras. Diário O País, Madri, 27-11-1985.
  • ARANGUREN, José Luis. Pablo Serrano e a antropologia da obra de arte. Fundação Pablo Serrano, Madri, 1986.
  • VV AA. Pablo Serrano. Ministério de Assuntos Exteriores de Espanha SEACEX. 2003.
  • BONET, Juan Manuel. Para um retrato de Pablo Serrano. Catálogo As Impressões do Caminhante, Ibercaja, Governo de Aragón, 2008.
  • SERRANO, Pablo e outros. Manifesto do Grupo O Passo. Madri, 1957.
  • SERRANO, Pablo. Tribuna Livre: Manifesto do Intra-Espacialismo. Belas Artes 73, nº 19, Madri, 1973.
  • SERRANO, Pablo. A linguagem e a comunicação na escultura. Onze ensaios sobre arte. Boletim informativo da Fundação Juan March, nº 25, Madri, 1975.
  • SERRANO, Pablo. Lembrança e homenagem a Torres García. Construction et symboles Musée d'art moderne da ville de Paris, 1975.
  • SERRANO, Pablo. Relação espiritual e formal do artista moderno com seu meio social. Discurso de rendimento na Real Academia de Belas Artes de San Fernando, Madri, 1981.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]