Pedagogia libertadora
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A pedagogia libertadora, também denominada pedagogia da libertação, faz parte dos postulados centrais de Paulo Freire, a qual é conhecida e pesquisada em diversas universidades ao redor do mundo. Esta pedagogia propõe uma educação crítica a serviço da transformação social. O termo está também associado à filosofia da libertação, de Enrique Dussel. Segundo Dussel, o processo pedagógico passa pelo ser humano, que é agente da própria libertação. A Pedagogia Libertadora utiliza "temas geradores", ou seja, os alunos são alfabetizados com as palavras que usam no dia-a-dia, sempre associando o processo de alfabetização com a vida.[1]
Pedagogia da Libertação:
[editar | editar código]A Pedagogia Libertadora, criada por Paulo Freire, propõe uma idealização baseada em uma educação crítica, democrática e transformadora. Diferentemente do ensino tradicional, essa teoria proporciona que o aluno deixa de ser um receptor passivo de informações e passa a atuar como protagonista do próprio aprendizado. O ensino deve considerar a realidade, a cultura e as experiências dos estudantes, tornando o conhecimento mais significativo e conectado à vida cotidiana.
Para isso, Freire defende uma educação problematizadora, na qual professor e aluno aprendem juntos por meio do diálogo e da investigação de situações concretas. Assim, a escola torna-se um espaço de construção coletiva do conhecimento e de formação de cidadãos conscientes, autônomos e comprometidos com a transformação social.[2]
No processo educativo freiriano o professor deve sair da posição de superioridade. Este processo exige do professor saber escutar, além do reconhecimento do valor das emoções e sensibilidade com os educandos.[2]
Obras de Referências:
[editar | editar código]- Pedagogia do Oprimido (1988)
- Educação e Mudança (1983)
- Pedagogia da Autonomia (2007).
O texto aponta que os preceitos freireanos dialogam estreitamente com as premissas de Carl Rogers (aprender a aprender), Lev Vygotsky (interação social e mediação), David Ausubel (aprendizagem significativa), Gérard Vergnaud (situações-problema) e Marco Antônio Moreira (aprendizagem significativa crítica).[2]
Ver também
[editar | editar código]Referências
[editar código]- ↑ Santos, Jefferson da Silva; Gehlen, Simoni Tormöhlen (15 de abril de 2022). «As relações teórico-metodológicas entre Freire e Dussel e suas contribuições para uma práxis axiológico-transformadora». Pro-Posições. ISSN 1980-6248. doi:10.1590/1980-6248-2020-0022. Consultado em 22 de novembro de 2022
- 1 2 3 MOREIRA, Marcos Antônio. (2011). As Pedagogias de Paulo Freire. Teorias de Aprendizagem. São Paulo: EPU. p. 123 - 129