Previsão de chuvas de ciclones tropicais

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Mapa mostrando a variação da precipitação acumulada provocada pelo furacão Mitch no México e nos Estados Unidos

Previsão de chuvas de ciclones tropicais é um tipo de previsão de ciclones tropicais que enfoca apenas a precipitação esperada de um ciclone tropical, tais como os furacões e os tufões. Conhecimento em climatologia de chuvas de ciclones tropicais é útil na determinação da previsão de chuvas de ciclones tropicais. Naturalmente, um ciclone tropical produz mais chuvas na sua parede do olho e no centro denso nublado, quando esta está presente. O deslocamento lento de um ciclone tropical, como nos casos do furacão Danny e o furacão Wilma pode levar a grandes precipitações acumuladas ao longo de suas trajetórias. No entanto, ventos de cisalhamento verticais levam a diminuição na quantidade de chuvas. A presença de relevos acidentados, tais como montanhas e serras, também leva a uma maior quantidade de chuvas. A aproximação de sistemas frontais de um ciclone tropical também leva a uma maior quantidade de chuva, pois alimentam o ciclone com umidade e provê uma condensação mais rápida do vapor de água. No entanto, se um ciclone tropical se mover sobre águas mais frias, o seu potencial de precipitação fica limitado devido à falta de massas de ar úmidos. Às vezes, a combinação de fatores favoráveis à ocorrência de chuvas pode levar a excepcionais chuvas, como ocorreu durante a passagem do furacão Mitch em 1998.

A maior parte da precipitação causada por um ciclone tropical ocorre na parede do olho, principalmente no lado do semicírculo onde coincide com a direção de deslocamento do sistema.[1] Quanto maior o ciclone tropical, mais chuvas ele causa.[2] O movimento lento ou errático de um ciclone tropical também pode levar a grandes quantidades de chuva.[3] Um ciclone tropical causa mais chuvas quando está "agonizando" sobre terra, pois todas as formas de energia das quais o ciclone se alimenta são interrompidos e a sua umidade remanescente cai sob a forma de chuva.[4] Ventos de cisalhamento em geral limitam a quantidade de chuvas provocadas por ciclones tropicais.[5]

Para a previsão destas chuvas, utilizam-se modelo de previsão de ciclones tropicais. Entre os mais usados, encontram-se o CLIPER (Climatology e Persistence), desenvolvido pelo Laboratório Oceanográfico e Meteorológico do Atlântico[6] ou mesmo o GFS (Global Forecasting System), usado pela maioria das agências meteorológicas.[7]

Referências

  1. Ivan Ray Tannehill. Hurricanes. Princeton University Press: Princeton, 1942. Pages 70-76.
  2. Corene J. Matyas. «Relating Tropical Cyclone Rainfall Patterns to Storm Size.» (PDF) (em inglês). Consultado em 14 de fevereiro de 2007 
  3. Herbert Riehl. Tropical Meteorology. McGraw-Hill Book Company, Inc.: New York, 1954. Pages 293-297.
  4. David Roth. «Tropical cyclone rainfall maxima by state». Hydrometeorological Prediction Center (em inglês). Consultado em 21 de março de 2007 
  5. Shuyi S. Chen, John A. Knaff, and Frank D. Marks, Jr. «Effects of Vertical Wind Shear and Storm Motion on Tropical Cyclone Rainfall Assymetries Deduced from TRMM.» (PDF) (em inglês). Consultado em 28 de março de 2007 
  6. Frank Marks. «GPM and Tropical Cyclones». NASA (em inglês). Consultado em 15 de março de 2007 
  7. Timothy P. Marchok, Robert F. Rogers, and Robert E. Tuleya. «Improving the Validation and Prediction of Tropical Cyclone Rainfall» (em inglês). Consultado em 15 de março de 2007 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Furacão Catrina Portal da
meteorologia
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