Quinto Múcio Cévola, o Áugure

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Quinto Múcio Cévola, o Áugure (em latim, Quintus Mucius Scaevola; 159 a.C.88 a.C.) foi um político e cônsul romano, e uma grande autoridade em direito romano. Foi instruído em legislação pelo seu pai (que tinha o seu mesmo nome e cônsul pela sua vez em 174 a.C.) e em filosofia pelo estoico Panécio de Rodes.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ele era filho de Quinto Cévola, que foi cônsul no ano 580 A.U.C..[1]

Cévola conseguiu os cargos de tribuno da plebe em 128 a.C., edil em 125 a.C. e pretor em 121 a.C., obtendo o governo da província da Ásia. Ao regressar a Roma teve de fazer face a cargos de extorsão instigados por Tito Albúcio (provavelmente por um problema pessoal), dos quais se defendeu com sucesso.[2] [3] [4]

Foi eleito cônsul junto a Lúcio Cecílio Metelo Diademato para o ano 117 a.C.[5] Por causa de erros no calendário romano,[Nota 1] eles tomaram posse no dia 1o de janeiro do calendário, correspondende ao dia 5 de setembro do calendário juliano proléptico.[1] [Nota 2] Na sua velhice continuou mostrando interesse pelo estudo das leis e nos assuntos de Roma.

Cícero[6] assinala que durante a guerra mársica (90 a.C.), embora Cévola era um homem muito ancião, e de má saúde, sempre estava disposto a dar a sua opinião, e durante tudo esse tempo era o primeiro homem a chegar à cúria.

Valério Máximo[7] afirma que Cévola defendeu Caio Mário da moção de Lúcio Cornélio Sula de declará-lo inimigo público de Roma, alegando que nunca se poderia odiar um homem que tinha salvado Roma dos bárbaros germanos.

Cícero usou a figura deste velho mestre como interlocutor em três dos seus trabalhos: De Oratore, De amicitia, e De republica.

Morte[editar | editar código-fonte]

Deduz-se da obra de Cícero,[8] que viveu pelo menos até o tribunado de Públio Sulpício Rufo, em 88 a.C. Cícero, que nasceu 106 a.C., diz que depois de se ter posto a toga virilis, o seu pai levou-o até Cévola, que era então um homem velho, e tentou estar o mais perto dele, a fim de aproveitar os seus conhecimentos da lei.[9] Não parece que Cévola sobrevivesse para além de 88 a.C., quando começou a guerra civil entre Mário e Sula.

Família[editar | editar código-fonte]

Cévola esteve casado com Lélia, filha de Caio Lélio Sapiente, íntimo amigo de Cipião Emiliano,[10] com a qual teve duas filhas. Uma delas, (provavelmente Múcia Minor) esteve casada com o famoso orador Lúcio Licínio Crasso Orator,[11] com o qual teve duas filhas. A mulher, filhas e netas de Cévola eram conhecidas em Roma pela pureza do seu latim.

Os seus primos eram os pontífices máximos Públio Licínio Crasso Dives Muciano e Quinto Múcio Cévola. O primeiro era pai de Licínia, a mulher de Caio Semprônio Graco.

Notas e referências

Notas

  1. O calendário romano acumulou erros, que só foram corrigidos a partir de 47 a.C.
  2. O texto de Saint-Allais se refere, imprecisamente, ao calendário juliano, que só foi estabelecido cerca de 70 anos depois.

Referências

  1. a b Nicolas Viton de Saint-Allais, L'art De Vérifier Les Dates Des Faits Historiques: Des Inscriptions, Des Chroniques Et Autres Anciens Monuments, Avant L'ère Chretiénne, Volume 5 (1819), p.308 [google books]
  2. Cícero, de Fin., 1, 3.
  3. Cícero, Bruto, 26; 35.
  4. Cícero, Sobre o orador, 1, 17; 2, 70.
  5. George Crabb, Universal Historical Dictionary: Or Explanation of the Names of Persons and Places in the Departments of Biblical, Political and Eccles. History, Mythology, Heraldry, Biography, Bibliography, Geography, and Numismatics, Volume 2 (1833), History of Rome [google books]
  6. Cícero, Filípicas, 10.
  7. Valério Máximo, Fatos e ditos memoráveis, 3, 8.
  8. Lélio c. 1
  9. Cic. Lael. c. 1
  10. Cic. Lael. 8, Brut. c. 26
  11. Valer. Max. viii. 8; Cic. de Orat. 1. 7
Precedido por:
Quinto Márcio Rex e
Marco Pórcio Catão
Cônsul da República Romana
com Lúcio Cecílio Metelo Diademato

117 a.C.
Sucedido por:
Caio Licínio Geta e
Quinto Fábio Máximo Eburno