Caio Graco

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A morte de Caio Graco, por Jean-Baptiste Topino-Lebrun, 1792.

Caio Semprónio Graco (em latim Gaius Sempronius Gracchus, abrev. C·SEMPRONIVS·TI·F·P·N·GRACCVS), 154 a.C.121 a.C.) foi um político romano do século II a.C.. Tal como o seu irmão Tibério, Caio pertenceu aos Populares e seguiu uma agenda política revolucionária que lhe trouxe conflitos com a facção conservadora do senado romano, os Optimates.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Caio nasceu em 154 a.C., filho de Tibério Semprónio Graco, um político influente que morreu nesse mesmo ano, e de Cornélia Africana. Embora não fossem patrícios, os Gracos eram uma das famílias mais importantes da aristocracia romana. Através da mãe que o criou sozinha, Caio era neto de Cipião Africano, o herói da segunda guerra púnica, e pela irmã, Semprónia, era cunhado de Cipião Emiliano, que se destacou na última guerra com Cartago. A carreira militar de Caio Graco começou em Numância, como Tribuno Militar ao serviço do seu cunhado.

Enquanto adolescente e jovem adulto, Caio assistiu à convulsão política causada pelas tentativas de reforma do seu irmão mais velho. Com a morte violenta de Tibério em 132 a.C., em confrontos com os opositores políticos, Caio herdou o património dos Gracchii e a chefia da família. Como se veria nos anos seguintes, seria também o herdeiro das ideias políticas do irmão.

Em 126 a.C., Caio iniciou a sua carreira política (o cursus honorum) na Sardenha, como questor ao serviço do ex-cônsul Lúcio Aurélio Oreste. Em 123 a.C. foi eleito Tribuno da Plebe, de acordo com a tradição política da sua família. Logo desde o início do seu mandato, Caio mostrou que estava ali para instituir reformas. O seu programa legislativo incluia uma reforma agrária, leis reguladoras do preço dos cereais para evitar especulação, limitação do número de anos e campanhas que um cidadão devia ao serviço militar, e a Lei Frumentária. Outras medidas incluiam a criação de um tribunal especial de corrupção, para julgar apropriações indevidas de fundos por membros do senado, e a atribuição da cidadania romana às nações aliadas de Roma. Tudo isto desagradou profundamente a facção conservadora do senado.

No ano seguinte, em 122 a.C., Caio candidatou-se a um segundo mandato como Tribuno da Plebe e foi eleito com o apoio total das classes baixas de Roma. O procedimento não era ilegal, mas era pouco habitual na carreira política de um Gracchii aristocrata. Caio continuou com as suas reformas, enfrentando uma oposição crescente do senado romano. Em 121 a.C. Caio tentou uma terceira eleição, ao lado do seu colega Marco Fúlvio Flaco, mas desta vez perderam provavelmente devido a irregularidades no processo de eleição. Sem um cargo político de onde pudesse impôr as suas ideias, Caio Graco não pôde fazer nada para impedir os novos cônsules (Quinto Fábio Máximo e Lúcio Opímio) de anular todas as suas iniciativas legislativas dos últimos dois anos. Numa tentativa desesperada, Caio Graco e Fúlvio Flaco recorreram à violência. O senado respondeu violentamente, declarando-os aos dois e aos seus apoiantes inimigos da República. Fulvius Flaccus foi assassinado, mas Caio Graco conseguiu escapar. Perseguido pelos homens dos Optimates acabou por cometer suicídio. Outra tese aponta que Caio Graco refugiou-se em um morro de Roma, local esse tradicionalmente identificado com os populares e depois de sangrentos combates foi morto tendo sua cabeça cortada e lançado ouro escaldante em seu crânio.

Caio Graco teve apenas uma filha do seu casamento com uma Licinia Crassa. Sempronia, herdeira do património dos Gracos, casou com um dos filhos de Fúlvio Flaco. Esta união resultou igualmente numa única filha, Fúlvia, que foi mulher de Públio Clódio Pulcro e de Marco António.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Vida de Tiberius e Gaius Gracchus, de Plutarco