River Plate Football Club

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Disambig grey.svg Nota: ""River Plate Football Club"" redireciona para este artigo. Para outro River Plate uruguaio, fundado em 1932, veja Club Atlético River Plate (Uruguai).
O River Plate campeão uruguaio pela última vez, em 1914. A camisa era alvirrubra e a necessidade de um improviso ocasional lançou a cor celeste, depois apropriada pela Seleção Uruguaia de Futebol e de outros esportes.

O River Plate Football Club foi um clube de futebol do Uruguai, existindo entre 1897 e 1925. Não deve ser confundido com o atual River Plate uruguaio, fundado em 1932 e que emprega mesmas cores e nome apenas em tributo ao original.[1]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Mais antigo até que o River Plate mais famoso, o da Argentina (oficialmente fundado em 1901),[1] estreou em 1907 na primeira divisão do campeonato uruguaio. Já no ano seguinte, foi pela primeira vez campeão. Novos títulos vieram em 1910, em 1913 e em 1914. Na época, tinha mais títulos que os três do Nacional e apenas um a menos que os cinco do CURCC,[2] equipe que deu origem ao Peñarol.[3]

Desde o último título, porém, o River Plate não conseguiu superar o quinto lugar na tabela, sendo o último (e rebaixado) em 1920. Voltou para uma última participação em 1924, no campeonato da federação dissidente da associação reconhecida pela FIFA.[2] Apesar disso, o clube à altura de 2017 segue sendo o terceiro maior vencedor do campeonato uruguaio, abaixo somente da dupla Nacional e Peñarol. Seus quatro títulos foram posteriormente igualados pelo Montevideo Wanderers, pelo Danubio e pelo Defensor.[4]

Somente na década de 1940 é que o River Plate argentino superou o original uruguaio em títulos nacionais, conseguindo em 1941 seu quinto título argentino.[5]

Influência na identidade das seleções uruguaias[editar | editar código-fonte]

O River Plate, indiretamente, foi o responsável por fazer a Seleção Uruguaia de Futebol adotar o icônico uniforme a combinar camisa azul celeste com calças e meias pretas, cores ausentes na bandeira do Uruguai. Foi com essa combinação que o River em 1910 venceu o Alumni, também extinto, mas a grande potência sul-americana da época, vencedora de dez campeonatos argentinos entre 1900 e 1911. Ambos tinham uniformes semelhantes, com camisa em listras verticais alvirrubras, levando ao improviso da camisa celeste pelo River. A mesma cor seria então empregada pela seleção, pois o Alumni era a natural base da Argentina, que chegou a usar até oito jogadores do Alumni simultaneamente. A combinação foi adotada pelas seleções uruguaias também em outros esportes.[1][6][7][8][9]

Jogadores destacados[editar | editar código-fonte]

Com a Copa América surgindo apenas 1916, pouquíssimos jogadores do River Plate vieram a defender a seleção na competição. Foram os casos de Miguel Benincasa, na edição inaugural e na de 1917, e de N. Bartolazzo na de 1917. Somente Benincasa jogou, e uma única vez, na partida final de 1916.[10][11]

Dos jogadores mais renomados a passar pela equipe, há os casos de Carlos Scarone, presente no título de 1908 e que viria a defender a seleção uruguaia na própria estreia da camisa celeste nela, além de destacar-se tanto do Peñarol como do Nacional;[12] e de Lorenzo Fernández, "caudilho" da seleção vencedora da primeira Copa do Mundo FIFA. Jogou no River em 1918. Havia fundado outro clube, o Capurro,[13] presente na primeira divisão na década de 1920.[2] Ainda como jogador do Capurro, Fernández foi medalhista de ouro nas Olimpíadas de 1928 com a seleção. Foi justamente essa equipe que posteriormente fundiu-se com o Olimpia para dar origem ao atual River Plate uruguaio, em 1932.[2] Fernández, curiosamente, também defendeu o novo River, em excursão deste clube à França entre 1936 e 1937.[14]

Referências

  1. a b c GASPAR, Marcos (18 de fevereiro). «River Plate homenageia "primogênito" que inspirou camisa do Uruguai». Alambrado.net. Consultado em 3 de outubro de 2017  Verifique data em: |data= (ajuda)
  2. a b c d ABBINK, Dinant; TABEIRA, Martín (11 de fevereiro de 2006). «Uruguay - List of Final Tables 1900-2000». RSSSF. Consultado em 3 de outubro de 2017 
  3. MARTINS, Rafael (março de 2008). O passado é hoje. Trivela n. 25. São Paulo: Trivela Comunicações, pp. 38-42
  4. STOKKERMANS, Karel (9 de fevereiro de 2017). «Uruguay - List of Champions». RSSSF. Consultado em 3 de outubro de 2017 
  5. GORGAZZI, Osvaldo José; VILLA MARTÍNEZ, Héctor (31 de agosto de 2017). «Argentina - List of Champions and Runners-Up». RSSSF. Consultado em 3 de outubro de 2017 
  6. BRANDÃO, Caio (24 de abril de 2013). «100 anos sem o multicampeão Alumni». Futebol Portenho. Consultado em 2 de outubro de 2017 
  7. BRANDÃO, Caio (13 de setembro de 2013). «105 anos da estreia da camisa alviceleste na seleção». Futebol Portenho. Consultado em 2 de outubro de 2017 
  8. «História da camisa da Seleção do Uruguai». Mantos do Futebol. 12 de janeiro de 2014. Consultado em 2 de outubro de 2017 
  9. BRANDÃO, Caio (3 de janeiro de 2016). «Jorge Gibson Brown, o primeiro jogador-símbolo da seleção argentina». Futebol Portenho. Consultado em 2 de outubro de 2017 
  10. TABEIRA, Martín (10 de agosto de 2007). «Southamerican Championship 1916». RSSSF. Consultado em 3 de outubro de 2017 
  11. TABEIRA, Martín (11 de agosto de 2007). «Southamerican Championship 1917». RSSSF. Consultado em 3 de outubro de 2017 
  12. BASSORELLI, Gerardo (2012). Carlos Rasqueta Scarone. Héroes de Nacional. Montevidéu: Editorial Fin de Siglo, pp. 89-91
  13. BASSORELLI, Gerardo (2012). El Gallego Lorenzo Fernández. Héroes de Peñarol. Montevidéu: Editorial Fin de Siglo, pp. 54-57
  14. «Lorenzo Fernández». Padre, Rey y Decano. Consultado em 3 de outubro de 2017