Romance psicológico

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O romance psicológico é um gênero literário que se volta menos aos condicionantes exteriores do meio ambiente social e cultural e, mais, aos motivos íntimos das escolhas e ações humanas, no fluxo de afetos e memórias do inconsciente para o consciente, determinando comportamentos.

O tema é antigo e foi inaugurado por Choderlos de Laclos, autor de "Ligações Perigosas" (1782). Seguiram-se a ele "O vermelho e o Negro", de Stendhal (1830), "Crime e Castigo", de Dostoievski (1866), "Dom Casmurro", de Machado de Assis (1899), "Alves & Cia", de Eça de Queirós, "São Bernardo", de Graciliano Ramos (1934), e "Perto do Coração Selvagem", de Clarice Lispector (1944), "Oculto" de Lia Gabriele Regius, entre outros. Outro romance psicológico que pode-se ser citado é o clássico da literatura inglesa "Wuthering Heights- O morro dos ventos uivantes" (Emily Brontë) que tem um vasto campo para a interpretação das instâncias psiquicas (ego, id, esuperego)

Nas décadas de 1960 e 1970, de intensa inquietação intelectual humanista, foram comuns os romances brasileiros com temas psicológicos, com base no trabalho de psiquiatras e psicoterapeutas. Entre os mais conhecidos está "Cleo e Daniel", de Roberto Freire (1966), que deu base a um filme homônimo e escandalizou a sociedade da época por sua linguagem contemporânea, realista.

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