SGML

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SGML
(Standard Generalized Markup Language)
SGML
Extensão do arquivo
  • .sgml
MIME application/sgml, text/sgml
Desenvolvido por ISO
Tipo de formato Linguagem de marcação
Padronização
  • ISO 8879

[1][2][3]

A linguagem de marcação Standard Generalized Markup Language (SGML) é um padrão internacional, não proprietário e de código aberto, utilizado já há bastante tempo para troca eletrônica de dados e que pode ser utilizada por diferentes sistemas informatizados. Um dos objetivos do SGML é garantir que documentos codificados de acordo com suas regras possam ser transportados de um ambiente de hardware e software para outro, sem perda de informação. Tanto o HTML quanto o XML derivam do SGML e, portanto, apresentam características similares.[2]

Visão geral[editar | editar código-fonte]

O Standard Generalized Markup Language (SGML) é uma metalinguagem através da qual se pode definir linguagens de marcação para documentos. A SGML providencia uma variedade de sintaxes de marcação que podem ser usadas por várias aplicações. Ao alterar a Declaração SGML, deixa de ser necessário recorrer aos caracteres "<" e ">", apesar de serem o padrão.

O padrão SGML é baseado na idéia de que documentos contêm estrutura e outros elementos semânticos que podem ser descritos sem que se faça referência à forma com que estes elementos serão exibidos. O conjunto de todas as tags – marcações sintáticas que descrevem os dados e comandos para manipulação de um documento – passíveis de serem utilizadas por uma linguagem derivada do SGML é chamado de DTD (Definição de Tipo de Documento).[3]

Exemplo da sintaxe SGML:

<QUOTE TYPE="exemplo">
  Tipicamente algo como <ITALICS>isto</ITALICS>
</QUOTE>

A SGML é uma norma ISO - ISO 8879:1986" - e representa um padrão internacional para definição de estrutura e conteúdo de diferentes tipos de documentos eletrônicos. Ela pode ser chamada de “língua mãe” e é usada para descrever tipos diferentes de documentos em muitas áreas da atividade humana, desde transcrições de antigos manuscritos irlandeses até documentação técnica para aviões de guerra; de registros de pacientes em unidades médicas até notação musical.[2]

História[editar | editar código-fonte]

A SGML é uma descendente da Generalized Markup Language (GML) da IBM, desenvolvida na década de 1960 por Charles Goldfarg, Edward Mosher e Raymond Lorie (cujas iniciais dos sobrenomes por acaso coincidem com GML). A SGML não deve ser confundida com a Geography Markup Language (GML) desenvolvida pelo consórcio Open GIS.

Uso[editar | editar código-fonte]

A SGML foi inicialmente concebida para permitir a partilha de documentos que permitissem a leitura por máquina em projetos governamentais de grande dimensão e na indústria aeroespacial, que necessitam de permanecer legíveis por várias décadas -- um intervalo de tempo muito longo no que diz respeito à tecnologia de informação. Também tem sido usada extensivamente nas indústrias de impressão e publicação, mas a sua complexidade tem dificultado a sua difusão em outros campos.

Com a Internet, com seu grande volume de dados, e os usuários, cada vez mais exigentes por buscas precisas e rápidas, têm levado pesquisadores a buscar ferramentas automáticas cada vez mais potentes. A construção destas ferramentas faz parte do escopo da ciência da computação, e, para a ciência da informação, o interesse está em estudar a informação e seus impactos, utilizando, conforme necessário, ferramental desenvolvido em outras áreas do conhecimento.[2]

Com o surgimento deste tipo de linguagens, inclui-se SGML, permitiu-se a construção de padrões públicos e abertos que estão sendo criados para se tentarem maiores avanços no tratamento da informação; elas minimizam o problema de transferência de um formato de representação para outro e liberam a informação das tecnologias de informação proprietárias.[1]

Derivações[editar | editar código-fonte]

HTML e XML são ambas derivadas do SGML. Enquanto a HTML é uma aplicação da SGML, a XML é um perfil--um subconjunto específico da SGML, projectada para ser mais simples de se analisar gramaticalmente e de se processar do que SGML. Outra linguagem de marcação criada originalmente como uma aplicação da SGML é DocBook, desenhada para a edição de documentação técnica. DocBook é actualmente disponivel como uma aplicação XML.

A XML é uma tentativa de simplificar SGML para aplicações de aplicação geral, tais como a Web semântica. A XML tem sido usada num largo número de aplicações, incluindo as notaveis XHTML, RSS, XML-RPC e SOAP.

Existem também várias outras linguagens que são, pelo menos em parte, relacionadas com a SGML e XML, mas, por não poderem ser analisadas gramaticalmente, validadas ou processadas com outras ferramentas SGML e XML, não podem ser consideradas aplicações da SGML ou XML. Um exemplo é a Z Format, uma linguagem desenhada para composição e documentação.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. a b Bax, Marcello Peixoto (2001). «Introdução às linguagens de marcas.» (PDF). SciELO Brasil. Ciência da Informação. 30 (1): 32-38. Consultado em 22 de abril de 2018 
  2. a b c d Almeida, Maurício Barcellos (2002). «Uma introdução ao XML, sua utilização na Internet e alguns conceitos complementares.». SciELO Brasil. Ciência da informação. 31 (2): 5-13. Consultado em 22 de abril de 2018 
  3. a b Souza, Renato Rocha; Alvarenga, Lídia (2004). «A Web Semântica e suas contribuições para a ciência da informação.». SciELO Brasil. Ciência da Informação. 33 (1). Consultado em 22 de abril de 2018