San Bartolomeo all'isola

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Basílica de São Bartolomeu na Ilha
Basilica di San Bartolomeo all'Isola
Vista da igreja
Início da construção século X
Religião Igreja Católica
Diocese Diocese de Roma
Website www.sanbartolomeo.org
Dimensões
Área 990 m2 (45 x 22)
Geografia
País Itália
Região Roma
Local Ilha Tiberina (rione Ripa)
Coordenadas 41° 53' 25" N 12° 28' 42" E

San Bartolomeo all'Isola ou Basílica de São Bartolomeu na Ilha (em latim: S. Bartholomaei in Insula) é uma igreja titular e basílica menor localizada na Ilha Tiberina (rione Ripa), em Roma, Itália. Foi fundada no final do século X pelo imperador do Sacro Império Romano-Germânico Otão III para abrigar as relíquias do apóstolo São Bartolomeu[1] no local onde estava antes um templo a Esculápio na Ilha Tiberina, um templo que havia eliminado a má reputação da ilha entre os romanos e estabelecido uma nova, como hospital, que continuou durante o processo de cristianização e permanece até hoje.

O mais recente cardeal-presbítero do Título de São Bartolomeu na Ilha Tiberina era Francis George, arcebispo emérito de Chicago, que morreu em 17 de abril de 2015.

História[editar | editar código-fonte]

O Templo de Esculápio ocupava o local onde hoje está a igreja desde o período romano. Na realidade, toda a Ilha Tiberina havia sido coberta em mármore para tentar fazer com que ela se parecesse com um navio. A proa ainda pode ser vista[2].

O imperador Otão III mandou construir esta igreja dedicada inicialmente ao seu amigo Santo Adalberto de Praga. Ela foi reformada pelo papa Pascoal II em 1113 e, novamente, em 1180, logo depois de sua re-dedicação após a chegada das relíquias do apóstolo Bartolomeu. Eles vieram de Benevento, onde estavam desde 809, vindas da Armênia. Elas estão abrigadas numa antiga banheira de pórfiro romana decorada com cabeças de leões sob o altar-mor. O tampo está esculpido com imagens de Jesus, Adalberto, Bartolomeu e Otão III.

A igreja foi muito danificada por uma enchente em 1557 e foi reconstruída, com sua presente fachada barroca, em 1624, com base num projeto de Orazio Torriani. Mais reformas foram realizadas em 1852, mas, mesmo assim, o interior preserva catorze antigas colunas romanas e dois suportes em forma de leões que datam da primeira reconstrução.

Em 2000, ela foi dedicada pelo papa São João Paulo II à memória dos novos mártires do século XX e XXI. Este memorial está sob os cuidados da Comunidade de Santo Egídio, que também pintou o ícone no altar-mor.

Exterior[editar | editar código-fonte]

No centro da piazzeta à frente da igreja está um obelisco quadrangular com estátuas de santos em nichos, obras do escultor Ignazio Jacometti, erguido em 1869. A torre do século XII perto da igreja, chamada de Torre dei Caetani, é tudo que resta de um castelo medieval erigido na ilha pela família Pierleoni.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. S. Prete, "Reliquie e culto di S. Bartolomeo ap. dal Medio Oriente a Roma all'Isola Tiberina", Studi e Ricerche sull'Oriente Cristiano, Rome 5.3 (1982:173-181)
  2. «Isola Tiberina Is Adorably Tiny, Old & Roman». The Huffington Post. Huffington Post. 31 January 2014. Consultado em 17 de fevereiro de 2014  Verifique data em: |data= (ajuda)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre San Bartolomeo all'isola
  • Touring Club Italiano (TCI), 1965. Roma e dintorni
  • Richiello, Maria. S. Bartolomeo all'Isola: storia e restauro (Rome) 2001.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]