Santa Catarina (Vagos)

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Portugal Santa Catarina 
  Freguesia portuguesa extinta  
Localização
município primitivo Vagos
História
Fundação 1985
Extinção 28 de janeiro de 2013
Características geográficas
Área total 6,84 km²
Outras informações
Orago Santa Catarina

Santa Catarina é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Vagos, com 6,84 km² de área e 991 habitantes (2011). A sua densidade populacional era 144,9 hab/km². Desde 2013, faz parte da nova União das Freguesias de Ponte de Vagos e Santa Catarina.

As principais actividades económicas são a agricultura, floricultura e indústria de transformação de peixe.

Lenda sobre a toponímia[editar | editar código-fonte]

Reza a lenda que no ano de 1672 a vila de Sorães tinha um tribunal. Nessa época existia um grande bandido chamado Paulo, entao jaureta, era o terror das povoações a redor, desposava os pertences aos nobres que passavam ali perto e levava com ele as esposas que mais tarde largava em qualquer lugar. As tristes ficavam apaixonadas pelo bandido. Os esposos ficavam com dor no peito e na cabeça por tal ultraje, mas Paulo Jaureta continuava derretendo corações tirando vidas e fugindo às autoridades. Um dia num assalto perdeu-se pela beleza de uma dama chamada Adriana e tal beleza deturpou-lhe os sentidos. Paulo Jaureta demorou mais tempo do que o normal no assalto a admirar tal beleza e por azar do destino, as autoridades faziam por ali vigilância e conseguiram prender Paulo Jaureta, então foi a tribunal, foi condenado à morte por enforcamento. No dia do seu enforcamento Paulo Jaureta olhou para a povoação e disse: - Malditos eu vou morrer mas vocês de vila vão passar a aldeia e o meu nome jamais será esquecido e cada descendente vosso verá no meu nome um terror. Nesse mesmo minuto o carrasco colocou a corda no Paulo empurrando-o para o abismo. Paulo com a corda esmagando-lhe a traqueia ainda ficou 5 minutos olhando o povo. O povo tremia vendo como morria o maldito, só deixou de meter medo quando o último suspiro de vida deixou o bandoleiro. A partir daí as pessoas ou por medo da maldição ou por susceptibilidade foram abandonando a vila até ao ponto de se tornar uma aldeia. Então o alcaide da altura propôs à povoação mudarem de nome para acabarem com a maldição. E foi assim que escolheram um santo protector para a terra que se tornou Santa Catarina e acabou com a maldição

no século 3dc existia aqui uma pequena tribo de celtas (pernix lucis) que tinham fugido de eminio (actual coimbra) para não se submeterem ao domínio cultural e religioso dos romanos,viveram algums séculos aqui escondidos ,sentiam-se protegidos pela floresta e longe da maldita mão romana.

caçavam javalis pescavam no ribeiro que separa a santa catarina das mesas .tinham os seus próprios ritos religiosos ,nas viceras dos animais viam o futuro ou pensavam velo e conseguiam viver em paz.

nessa tribo existia uma bela rapariga de olhos mel e cabelo castanho chamada nantosvela,essa moça todos os dias ia buscar agua ao ribeiro para levar para o acampamento ,depois de encher o jarro de agua colhia flores pelo campo sentava-se numa pedra que ali existia cantava melodias celtas e admirava a natureza .ouve um dia que por ali passava um jovem padre a cabalo quando ouviu a melodia parou o cabalo e sorrateiramente foi de encontro a moça parou a uns 50 metros e ficou imóvel enquanto observando nantosvela parou de cantar meteu o jarro na cabeça e virou-se ,ao ver um estranho assustou-se deixou cair o jarro no chão e correu para o ribeiro e ali caiu e não conseguia sair já se estava a afogar quando o padre se jogou no ribeiro e a salvou na margem ela não conseguia se acalmar ,o padre foi buscar o cabalo e levou-a ate a tribo quando ali chegou os celtas atacaram-no mas a moça foi em seu auxilio e explicou aos celtas que ele a tinha salvado então eles retiraram-se o padre pediu para ficar por ali um tempo no intuito de evangelizar aquela tribo e foi aceite ,começou a pregar a palavra de deus mas quase não o escutavam .somente nantosvela o escutava durante meses por ali ficou o padre acompanhava a moça durante o dia todo e ela ouvia os seus ensinamentos. sentavam-se na pedra junto ao ribeiro e dali foi crescendo um grande amor mas outro desejava nantosvela e era um forte guerreiro celta da sua tribo.um dia cheio de ciúmes encontrou o padre junto ao ribeiro e matou-o cravando-lhe uma lança no peito. nantosvela gritou ao ver seu amor perder a vida e o guerreiro gritou -só poderás ser minha

nantosvela não era de ninguém o seu coração estava preso num amor destruído e chorou ,chorou ,passava maior parte do tempo ajoelhada naquela pedra que tinha presenciado o nascimento de um amor impossível.

naquela pedra natosvela cravava os seus joelhos durante dias semanas e meses pedindo a virgem maria que a leva-se para junto do seu amor

e um dia ali faleceu e no céu o seu amor encontrou .os céus joelhos ali ficaram desenhados na pedra que ainda ali se encontra e pode ser visualizada nas mesas . as marcas de um amor dramatico

nessa pedra a quem diga que são as marcas dos pés de santa catarina . é uma lenda ?

talvez sejam duas lendas uma será mais fácil de crer que a outra.

qual?

História[editar | editar código-fonte]

Sorães ou Santa Catarina teria sido doada por D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques à Ordem do Hospital, mais tarde chama de Malta. O cavaleiro que a administrativa estava dependente do comendador de Ansemil. Afonso Henriques doou a terra ao Mosteiro de Santa Cruz, em 1166, mas mais tarde, este aparece de novo na posse dos Hospitalários.

A administração nem sempre residia em Sorães, mas também na Mesa (Mesas) e no Busto (Bustos). Quando o foral lhe é concedido por D. Manuel, em 15 de Agosto de 1518, a administração estava na Mesa. A partir de pelo menos 1689 a sede do concelho esteve sempre em Sorães. Sorães apesar de vila e sede de concelho, não era freguesia: Bustos pertencia à de Mamarrosa; Rio Tinto e Tabuaço à de Sosa, Mesa e a própria vila à do Covão do Lobo.

O concelho foi extinto em 1842.

Santa Catarina foi elevada a freguesia em 1985, deixando de fazer parte da Freguesia de Covão do Lobo. Em 25 de Novembro de 1987, D. António Baltasar Marcelino (Bispo de Aveiro) cria também a paróquia de Santa Catarina.

A designação de Santa Catarina surge graças a uma afloração rochosa existente na encosta entre Mesas e Santa Catarina, onde segundo a lenda, Santa Catarina de Alexandria terá deixado gravados a marca dos seus pés.

População[editar | editar código-fonte]

Número de habitantes residentes [1]
1991 2001 2011
1 157 1 073 991

Criada pela Lei 89/85, de 04 de Outubro, com lugares da freguesia de Covão do Lobo

Distribuição da População por Grupos Etários [2]
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 175 149 569 180 16,3% 13,9% 53,0% 16,8%
2011 117 126 533 215 11,8% 12,7% 53,8% 21,7%

Património[editar | editar código-fonte]

  • Igreja de Santa Catarina (matriz)
  • Cruzeiro
  • Sobreiro bicentenário

Presidentes da Junta de Freguesia[editar | editar código-fonte]

  • António Nunes dos Santos (1985-2001)
  • José Luís Santos (2001-2005)
  • José António Gonçalves Ferreira (2005-2009)
  • Cláudio Curto (2009-)

Párocos[editar | editar código-fonte]

  • António Correia Martins (1987-)
  • José Augusto Pinho Nunes
  • António Correia Martins
  • António Correia Martins e João Paulo de Jesus Capela (falecido em 25 de maio de 2007) (Párocos “in solidum”) (-2007)
  • Manuel António Carvalhais (Administrador Paroquial) e Carlos Shimura (Vigário Paroquial) (2007/09/23- 2008/09/xx)
  • Carlos Shimura (2008/09/xx -)

Festas e romarias[editar | editar código-fonte]

  • S. Tomé e Santo António (último Domingo de Julho)
  • Santa Catarina (Domingo seguinte ao dia 25 de Novembro)
  • Festas do Povo (Mesas) (Segundo Fim de Semana de Julho)

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

  • Leitão assado
  • Cozido à Portuguesa
  • Chanfana

Colectividades[editar | editar código-fonte]

  • Agrupamento de Escuteiros n.º 911 de Santa Catarina [1]
  • Associação Cultural e Receativa de Santa Catarina
  • Comissão de Apoio Social e Desenvolvimento de Santa Catarina
  • Comissão de Melhoramentos de Sorães
  • Associação de Moradores de Mesas

História da Associação de Moradores de Mesas[editar | editar código-fonte]

A Associação de Moradores de Mesas foi fundada a vinte e três de Abril de mil novecentos e noventa e dois pelos seguintes moradores:

1º - António Custódio de Oliveira Reste; 2º - Augusto Cruz; 3º - Armando dos Santos Areias; 4º - Manuel dos Santos Marco; 5º - Manuel de Oliveira Conde Junior; 6º - Manuel Simões Pecêgo; 7º - António Rogério dos Santos Areias; 8º - Manuel Augusto dos Santos; 9º - Diamantino dos Santos; 10º - Daniel de Oliveira Bairrada.

Esta associação encontra-se sedeada na antiga Escola Primária do Lugar de Mesas.

Os Sócios são:

Manuel Simões Pecêgo - 1 António Rogério dos Santos Areias - 2 António Custódio de Oliveira Reste - 3 Manuel dos Santos do Marco - 4 Daniel de Oliveira Bairrada - 5 Manuel Augusto dos Santos - 6 Armando dos Santos Areias - 7 Diamantino dos Santos - 8 Rui Miguel da Costa Maltez - 9 João Paulo dos Santos Maltez - 10 Fernando Francisco Simões - 11 Marco Filipe Santos Lancha - 12 Raquel Marques dos Santos - 13 Jhonny Moitalta da Silva - 14 Milton Oliveira Martins - 15 Junior Barreira Conde - 16 Nelson Marco da Silva - 17 Manuel Fernando Martins dos Santos - 18 Gabriel Barreira Conde - 19 Leonel Simões Pecêgo - 20 Àlvaro Manuel dos Santos Simões - 21 John Carlos Novo - 22 Pedro Conde Bairrada - 23 Elder dos Santos Pato - 24 Marlene Barreira Conde - 25 Natália Martins Santos - 26 Sérgio Manuel dos Santos Simões - 27 Suzete Cruz do Marco - 28 Tiago Conde Bairrada - 29 Marta dos Santos Areias - 30 Paulo Jorge Oliveira - 31 Mário Dorindo Freire Martins - 32 Lénia Maria de Oliveira Martins - 33 Jorge Domingues Simões Tocha - 34 Hernâni dos Santos - 35 Elsa Leite - 36 Ana Maria Santos Capelo - 37 Arlete dos Santos de Oliveira Maltez - 38 Marcos Pablo Cruz Miranda - 39

Hoje continua a sua actividade, implementado enumeras iniciativas culturais e recreativas, bem como possibilitando a utilização do espaço pelas varias gerações de conterrâneos.

A Associação de Moradores de Mesas criou 02/04/2011 um site: Museu Etnográfico de Mesas onde pretende compilar as histórias, documentos e fotos desta mui nobre aldeia secular.

Referências