Serifa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde Outubro de 2008). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Serif and sans-serif 01.png Tipo sem serifa
Serif and sans-serif 02.png Tipo serifado
Serif and sans-serif 03.png Serifas em vermelho

Na tipografia, as serifas são os pequenos traços e prolongamentos que ocorrem no fim das hastes das letras.[1] As famílias tipográficas sem serifas são conhecidas como sans-serif (do francês "sem serifa"), também chamadas grotescas (de francês grotesque ou do alemão grotesk) ou gothik.[2] A classificação dos tipos em serifados e não-serifados é considerado o principal sistema de diferenciação de letras.

Tradicionalmente os textos serifados são utilizados em blocos longos, enquanto textos sem-serifa caem em textos mais curtos.

Origem[editar | editar código-fonte]

No alfabeto romano, as serifas originaram-se do talhar das letras em pedra na antiga Itália. Os artesãos entalhariam um pequeno espaço extra no fim de cada traço das letras a fim de prevenir o acúmulo de cascalho e poeira no encave. Além disso, são consideradas uma herança da caligrafia manual na imprensa iniciada por Gutenberg. E servem também para "ligar" umas palavras às outras, tonando a sua leitura mais simples.

A etimologia de "serifa" é obscura, mas não parece ser muito antiga. Aparentemente a expressão surgiu simultaneamente aos primeiros tipos sem-serifa (meados do século XIX). A mais antiga citação para sans-serif em língua inglesa é encontrada no Oxford English Dictionary em 1841. O Dicionário Webster busca a origem da palavra na holandesa schreiben e na latina scribere, ambas significando "escrever".

O primeiro tipo sem serifa, porém, foi publicado por William Caslon IV em meados de 1816. O tipo somente tinha caixas altas (capitais) e não se sabe claramente como surgiram suas formas inusitadas para o período. Considera-se hoje que como desenho esta sans serif tinha pouco valor.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Lista de famílias tipográficas

Tipos serifados[editar | editar código-fonte]

Tipos sem serifa ou bastonados[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Definition» (em inglês). Consultado em 29 Dezembro de 2012 
  2. Phinney, Thomas. «Sans Serif: Gothic and Grotesque». Typography (em inglês). Showker, Inc., TA. Showker Graphic Arts & Design. Consultado em 1 Fevereiro de 2013