Songket

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Songket tradicional.

Songket é um tecido que pertence à família brocado de têxteis da Indonésia, Malásia e Brunei. O tecidos é feito à mão em seda ou algodão, e modelado com ouro ou prata.[1] Os fios metálicos destacam-se contra o pano de fundo para criar um efeito cintilante. No processo de tecelagem, os fios metálicos são inseridos entre a seda ou algodão de trama (latitude) numa técnica chamada trama suplementar de tecelagem.[2]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo songket vem da palavra malaia sungkit, que significa "ligar". O termo é relacionado ao método de se fazer songket, no qual se perfura e se apanha um grupo de linhas e, em seguida, desliza-se o ouro nele.[3] Outra teoria sugere que o termo foi formado a partir da combinação de dois termos: tusuk (picada) e cukit (escolha), combinados como sukit, modificados à forma sungki e, finalmente, à palavra songket.[4] Alguns dizem que a palavra songket deriva de songka, um chapéu de Palimbão no qual fios de ouro foram tecidos pela primeira vez.[5]

Mulher indonésia vestida com songket em Palimbão.

Em indonésio, a palavra menyongket significa "bordar com fios de ouro ou prata". Songket é um produto de luxo tradicionalmente usado em ocasiões cerimoniais, como o sarong, com panos de ombro ou laços de cabeça e tanjak. A vestimenta fora usada nas cortes dos Reinos em Sumatra, especialmente na Srivijaya, fonte e origem da cultura malaia no sudeste da Ásia.[6] Na era do reino Srivijaya, songkets também eram tradicionalmente usados como um acessório de vestimenta pelas famílias reais em Sumatra, na Península Malaia e nos sultanatos de Pattani, Kelantan e Terengganu, além de seu uso ser bem frequente nos sultanatos de Medan, Serdang, Palembang e Jambi. Tradicionalmente, as mulheres são as tecelãs de songket, no entanto, na atualidade, homens também são responsáveis por tecê-lo.[7]

O songket é conhecido por nomes diversos nas línguas indonésias. É conhecido como songket em Sumatra, na península malaia, em Bali e em Java. Recebe o nome songke em Manggarai, Flores, e em Bima, Sumbawa. O povo Karo, de Sumatra do Norte, chama-o de jongkit. Em Ternate, Maluku, chamam-no de suje, enquanto em Sarawak seu nome é pileh.[5]

Referências

  1. Dina Indrasafitri (May 19, 2010). «Glimmering 'songket' aims at spotlight». The Jakarta Post. Jakarta: The Jakarta Post. Consultado em December 17, 2013  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  2. Niken Prathivi (2 August 2015). «New book looks into 'songket' & weaving traditions». The Jakarta Post. Jakarta. Consultado em 26 October 2015  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  3. Anton Diaz. «Songket Palembang, Busana dan Aksesori Nusantara». National Geographic Traveller Indonesia (em Indonesian) Vol 1, No 6, 2009 ed. Jakarta, Indonesia. p. 63  Verifique data em: |acessodata= (ajuda);
  4. «Songket Weaving of Palembang, South Sumatra». Melayu Online. Consultado em December 17, 2013  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. a b Gold Cloths of Sumatra: Indonesia’s Songkets from Ceremony to Commodity, Cantor Art Gallery, Worcester, Massachusetts, 2007, by Susan Rodgers, Anne Summerfield, John Summerfield
  6. "The Art of Songket"
  7. [1]