Taça Jules Rimet

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A Taça Jules Rimet.

Taça Jules Rimet foi o nome que recebeu o troféu confeccionado para premiar a seleção vencedora da Copa do Mundo da FIFA.

Histórico[editar | editar código-fonte]

O oferecimento de uma taça como recompensa pela conquista da primeira Copa do Mundo de Futebol foi proposto no Congresso da FIFA, ocorrido em 28 de maio de 1928 pelo seu Comitê Executivo,

O então presidente da Federação, Jules Rimet, ordenou que fosse feito um troféu, em ouro. Para a confecção da taça Coupe du Monde foi contratado o artesão francês Abel Lafleur, ficando pronta em abril de 1929.

Por sugestão de seu idealizador, a posse definitiva do troféu ficaria com o país que conseguisse vencer um total de três edições da Copa - algo que reputou extremamente difícil, imaginando que nenhum país fosse capaz de atingir esta marca, senão após muito tempo.

Um novo Congresso da entidade, realizado em Luxemburgo, a 1 de julho de 1946, decidiu que o nome da taça homenagearia seu idealizador, passando desde então a chamar-se Taça Jules Rimet.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Sua imagem representa uma alegoria de Nice (a deusa grega da vitória) com asas estilizadas. A figura tinha os braços levantados, e segurava uma copa de formato octogonal. Tinha uma base em mármore sobre a qual foram assentados os nomes dos vencedores de cada edição do campeonato em pequenas placas. Media 30 centímetros de altura e possuía 3,8 quilogramas em ouro puro, sendo seu peso total de 4 quilogramas. Seu custo total foi orçado em cinquenta mil francos, considerado uma grande soma na época.

Vencedores[editar | editar código-fonte]

Tiveram a chance de erguer a taça os campeões mundiais de futebol:

A tríplice conquista conferiu ao Brasil o privilégio de ter a posse definitiva do troféu. Isso forçou a FIFA a elaborar uma nova taça, desta feita sem entrega definitiva a nenhum dos vencedores, e chamada Copa Mundial da FIFA.

Roubos da taça[editar | editar código-fonte]

Primeiro roubo da taça[editar | editar código-fonte]

A Inglaterra iria sediar o Mundial de Futebol de 1966. A Taça Jules Rimet foi então colocada em exposição no Center Hall de Westminster, em Londres, junto a uma exposição filatélica. Apesar da intensa vigilância, o troféu desapareceu, em 20 de março de 1966. O caso imediatamente ganhou o noticiário internacional.[1]

A Scotland Yard seguia às cegas, sem pistas do paradeiro do troféu, ou ainda de seu ladrão. Um suspeito foi preso, mas este nunca confessou a ação. Foi então que no dia 27 de março, um senhor de nome David Corbett passeava com seu cão Pickles numa praça do Sul da capital inglesa quando este, farejando um arbusto, localizou o valioso troféu, enrolado por jornais.

Como prêmio por sua heroica descoberta, Pickles ganhou, além da fama, o fornecimento de alimento pelo resto da vida, por parte de uma fábrica de comida canina.

No final do campeonato, com o resultado final da Inglaterra campeã, os argentinos disseram que o roubo da taça não havia sido maior, e sim o de sua vitória.

Segundo roubo e destruição[editar | editar código-fonte]

Após o Brasil ter conquistado a posse definitiva do troféu, o mesmo passou a ser exibido na sede da Confederação Brasileira de Futebol. A incúria para com o troféu fez com que uma réplica fosse trancada num cofre, enquanto a taça original ficasse exposta, sem muita segurança.

Em 20 de dezembro de 1983 o troféu foi roubado, e alguns dias depois a imprensa noticiava, com assombro, que o mais importante símbolo das conquistas futebolísticas do Brasil havia sido derretido.

Réplica[editar | editar código-fonte]

A despeito do descuido patrimonial, e da falta de responsabilização (apuração e punição pelo descaso), a FIFA, em 1986, ofereceu à CBF uma réplica, que ora encontra-se com os troféus da entidade.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]