Tableau de bord

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O Tableau de Bord ou Painel de gestão à vista, desenvolvido nos anos sessenta em França, como um documento onde se apresentavam diversos rácios para o controlo financeiro, evolui para uma combinação de indicadores financeiros e não financeiros sendo, sendo segundo Fernández (2003), um instrumento de medida de desempenho que facilita a pilotagem “pro activa” de uma ou varias actividades ou da organização como um todo, contribuindo para a redução da incerteza e facilitando a previsão de risco inerente a todas as decisões.

Por sua vez, Coral e Urieta (2001) e AECA (2000) definem tableau de bord como um instrumento de informação periódica para a direcção, capaz de facilitar a tomada de decisão oportuna, a partir do conhecimento do nível de cumprimento dos objectivos previamente definidos, através de indicadores de gestão.

Para Jordan (2003), o tableau de bord é um instrumento de gestão e de acção, que cumpre a sua missão ajudando o gestor na tomada de decisão produzindo informação que permite o acompanhamento e controlo de gestão e tendo como vocação, assegurar uma síntese das actividades e dos resultados de um centro de responsabilidade ou da organização como um todo.

Citando Corral e Urieta, o tableau de bord é uma ferramenta básica para o controlo de gestão e a sua principal função é “fornecer uma visão de conjunto que permita oferecer soluções em casos particulares” e que, uma vez determinada a visão da entidade deve ter-se em conta a estrutura organizacional, para a sua elaboração.

O conceito de tableau de bord, como instrumento de informação e controlo da gestão organizacional existe à décadas e o seu uso, está generalizada em muitas organizações. É um documento onde se reúnem os indicadores mais relevantes para se realizar o controlo aos diferentes níveis organizacionais, ou da entidade como um todo. Embora existam numerosas concepções de tableau de bord, acima de tudo, este documento deve ser um instrumento de gestão e acção, por ser muito sintético, de fácil leitura, diversificado, comparativo, dialogante, de rápida e frequente elaboração e o dialogo a todos os níveis da organização e cumpre a sua principal missão, ajudar o gestor na tomada de decisão. Para isso, é de salientar que o documento deve conter indicadores históricos e previsionais, não se limitando a indicadores financeiros, evidenciar os desvios e as repercussões importantes sobre o resultado da organização bem como, estimular a tomada de decisão.

De acordo com o conceito de tableau de bord, Coral e Urieta (2001) referem que estão estão subjacentes três formas para a sua concepção:

  1. Uma tradicional, baseada em informação contabilística, onde os dados são exclusivamente financeiros e estamos perante um tableau de bord financeiro.
  1. Outra com base em sistemas automatizados de informação para a gestão, referenciando que cada responsável que toma decisões deve ter um tableau de bord adequado às suas necessidades e com a periodicidade adequada.
  1. ou ainda, tableau de bord de gestão. O seu processo evolutivo, nas fases de concepção e elaboração não podem deixar de considerar a visão estratégica da organização e, por isso, o seu conceito ampliou-se e introduziu-se, a concepção global do tableau de bord.

Visão e Estratégia[editar | editar código-fonte]

A base de todo o tableau de bord e a razão da sua construção é a de ajudar à implementação da estratégia e dos objectivos estratégicos, daí a primeira fase de concepção consistir em conhecer qual a missão e a estratégia da empresa.

Segue-se depois a definição da estrutura de centros de responsabilidade. O processo de definição do tableau de bord serve igualmente para aferir em que medida a forma organizacional que a empresa tem se justifica para a implementação da estratégia.

Uma vez definida a missão e estratégia, objectivos globais e respectivos indicadores, começa por se reflectir sobre as variáveis de acção e a respectiva descentralização das responsabilidades.