Terapia analítico-comportamental

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A terapia analítico-comportamental (TAC) é um tipo de psicoterapia embasada na teoria Behaviorista Radical e na Análise do Comportamento, e tem como objetivos analisar a relação que os comportamentos do paciente, que é tratado como agente mais ativo no seu processo terapêutico, têm com o ambiente em que vive, ajudá-lo a discriminar quais comportamentos estão sendo mais ou menos adaptativos, a partir da discriminação das consequências reais destes comportamentos e da função deles em sua vida. O objetivo da terapia é torná-lo capaz de manter comportamentos mais saudáveis, que lhe tragam menos sofrimento e mais reforçadores positivos naturais.

Eficácia[editar | editar código-fonte]

As técnicas desta abordagem envolvem inúmeros experimentos empíricos comprovando sua eficácia no tratamento de diversos transtornos psicológicos.[1] Mostrou-se ser uma terapia mais eficaz no tratamento da depressão quando comparada à terapia cognitivo-comportamental estudada por Albert Ellis.[2].

As terapias analítico-comportamentais, seguindo a linha cientificista característica do behaviorismo, apresentam hoje propostas de intervenção com larga aplicação e validação empírica aplicáveis a transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico, fobia social, agorafobia, fobia específica, depressão nervosa (leve, moderada e severa), alcoolismo, tabagismo, dependência química, entre outros.[3]

Propostas de intervenção[editar | editar código-fonte]

Dentre as propostas de intervenção se destacam a Terapia da Aceitação e Compromisso, a Psicoterapia Analítica Funcional (FAP), a Terapia Comportamental Dialética (DBT), a Ativação Comportamental e a área voltada para a infância (TACI).

Terapia de aceitação e compromisso[editar | editar código-fonte]

A terapia de aceitação e compromisso (ACT), criada por Hayes e Wilsom em 1987 procura preparar e treinar o paciente para enfrentar seus pensamentos, emoções e lembranças associados com sofrimento e que o paciente tenta evitar (esquiva emocional), educá-lo para buscar reforços alternativos e levá-lo a assumir e manter novos comportamental mais adaptativos. A idéia não é a de eliminar as fontes de sofrimento e sim a de discriminar quais os comportamentos mais saudáveis e adequados para aceitá-los e se comprometer com a mudança.[4]

Psicoterapia Analítica Funcional[editar | editar código-fonte]

A Psicoterapia Analítica Funcional (FAP), criada por Kohlenberg e Tsai em 1994, se baseia no modo como o cliente interage com o terapeuta e como ele desenvolve essa relação semelhante ao modo como se relaciona com as outras pessoas e situações na vida diária. Desse modo o setting terapêutico se torna um treinamento de padrões mais adaptativos de se relacionar com o ambiente do cliente.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

  1. Psicologia
  2. Psicoterapia
  3. Burrhus Frederic Skinner

Referências

  1. DOUGHER, M.J. - Clinical behavior analysis. Context Press, Reno, 2000.
  2. ABREU, Paulo Roberto. Terapia analítico-comportamental da depressão: uma antiga ou uma nova ciência aplicada?. Rev. psiquiatr. clín. [online]. 2006, vol.33, n.6 [cited 2010-07-27], pp.322-328.
  3. DOUGHER, M.J. - Introduction. Behav Anal 17: 287-288, 1994.
  4. HAYES, S.C.; STROSAHL, K.D.; WILSON, K.G. - Acceptance and commitment therapy: an experiential approach to behavior change. Guilford, New York, 1999.
  5. KOHLENBERG, R.J.; TSAI, M. - Psicoterapia analítica funcional: criando relações terapêuticas intensas e curativas. ESEtec, Santo André, 2004.