Vale da estranheza

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Em um experimento envolvendo o robô parecido com um humano Repliee Q2 (foto acima), a estrutura robótica revelada por baixo de Repliee, e o humano real que era o modelo para Repliee, o humano parecido desencadeou o mais alto nível de atividade dos neurônios espelhos.[1]

O vale da estranheza (em inglês: uncanny valley) é uma hipótese no campo da robótica[2] e da computação gráfica[3][4] que diz que quando réplicas humanas se comportam de forma muito parecida — mas não idêntica — a seres humanos reais, provocam repulsa entre observadores humanos. O "vale" em questão é oriundo de um gráfico da reação positiva de um ser humano em função da verossimilhança de um robô. A expressão foi criada pelo professor Japonês de robótica, Masahiro Mori (1970). 不気味の谷現象 Bukimi no Tani Genshō (em japonês). [S.l.: s.n.] 

Hipótese[editar | editar código-fonte]

A hipótese original de Mori diz que, à medida em que a aparência do robô vai ficando mais humana, a resposta emocional do observador humano em relação ao robô vai se tornando mais positiva e empática, até um dado ponto onde a resposta rapidamente se torna uma forte repulsa. Entretanto, à medida em que a aparência continua a ser menos distinguível de um ser humano, a resposta emocional passa a ser positiva novamente e finalmente aproxima-se do nível de empatia entre dois humanos reais.

Referências

  1. Tinwell, Angela (4 de dezembro de 2014). The Uncanny Valley in Games and Animation. CRC Press. [S.l.: s.n.] p. 165–. ISBN 9781466586956. Consultado em 13 de Janeiro de 2015. 
  2. «The Truth About Robotic's Uncanny Valley – Human-Like Robots and the Uncanny Valley» [A verdade sobre o vale da estranheza da robótica – robôs parecidos com humanos e o vale da estranheza]. Popular Mechanics (em inglês). Consultado em 5 de maio de 2012. 
  3. «When fantasy is just too close for comfort» [Quanto a fantasia é simplesmente próxima demais para o conforto]. The age (em inglês). 9 de junho de 2007. Consultado em 5 de maio de 2012. 
  4. «Digital Actors in 'Beowulf' Are Just Uncanny» [Atores digitais em ‘Beowulf’ são simplesmente estranhos]. The NY Times (em inglês). 14 de novembro de 2007. Consultado em 5 de maio de 2012. 
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