William Buck Bagby

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William Buck Bagby (Texas, 5 de novembro de 1855 - Porto Alegre, 5 de setembro de 1939) foi um missionário batista norte-americano.

Introdução[editar | editar código-fonte]

Aceitou a Cristo como seu Senhor e Salvador aos 12 anos de idade.

Formou-se na Universidade de Baylor com 20 anos de idade. Foi aluno do eminente teólogo calvinista B. H. Carroll. Foi consagrado ao ministério pastoral em 16 de março de 1879 e casou-se com Anne Luther em 21 de outubro de 1880.

O casal chegou ao Brasil em 2 de março de 1881.

Fundou a Primeira Igreja Batista Brasileira em Salvador, na Bahia, juntamente com o casal Zacharias Clay Taylor e Kate Stevens Crawford Taylor, e o ex-padre Antônio Teixeira de Albuquerque.

Participou da fundação da Convenção Batista Brasileira em 22 de junho de 1907 em Salvador, na Bahia.

Faleceu aos 87 anos de idade, sendo sepultado em Porto Alegre. Sua esposa Anne Luther Bagby mudou-se para o Recife (onde morava sua filha Helen), onde faleceu com 87 anos, em 24 de dezembro de 1942.

Biografia[editar | editar código-fonte]

William Buck Bagby, foi missionário cristão pioneiro na implantação das missões batistas no Brasil e um dos principais colaboradores na luta pela liberdade religiosa em nosso país.

Filho de James e Mary Franklin nasceu no Texas (USA)em 5 de Novembro de 1855. Aos oito anos mudou-se juntamente com sua família para Waco onde depois de cumprir seus estudos preliminares graduou-se em Teologia em 1875 sob orientação de Benajah H. Carroll. Em 1880 Bagby casou-se com Ana Luther, filha de John Luther, presidente da Baylor University.

Muitos fatores influenciaram a vinda dos Bagby´s para o Brasil, mas foi principalmente a determinação de um chamado missionário e um declarado amor pelo povo brasileiro que convenceram a Junta de Missões Batistas a enviar o casal ao Brasil onde anteriormente já havia sido palco de uma frustrada tentativa com o missionário Thomas Jefferson Bowen.

Bagby chegou ao Brasil, desembarcando no Rio de Janeiro em 1880 e rumaram ao interior do Estado de São Paulo, onde organizaram o primeiro trabalho batista em solo brasileiro na cidade de Santa Bárbara d’Oeste para atender aos imigrantes americanos que viviam nas cidades próximas e a comunidade como um todo. Depois de aprenderem à língua portuguesa no Seminário Presbiteriano de Campinas uniram-se ao casal Zacary e Kate Taylor e mudaram-se para Salvador na Bahia onde fundaram em 15 de Outubro de 1882 a Primeira Igreja Batista do Brasil.

Em 1884, Bagby implantou a Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro e em 1889 participou ativamente do processo de proclamação da República em nosso país, sendo inclusive um dos consultores na elaboração de nossa primeira constituição.

A Proclamação da República e a separação entre Igreja e Estado, não só facilitaram, como também promoveram o diálogo inter-religioso e a expansão do trabalho de Bagby no Brasil que aproveitou este período para a implantação de novos trabalhos, construção de escolas e igrejas, treinamento de novos ministros e principalmente engajando-se no auxílio e suporte ao alicerçamento do trabalho batista por todo o Brasil.

Em 1901, Bagby juntamente com sua esposa Ana, mudou-se para São Paulo onde organizaram várias igrejas entre elas: a Primeira Igreja Batista de São Paulo, a Primeira Igreja Batista de Santos, a Primeira Igreja Batista do Brás, a Primeira Igreja Batista de Mogi das Cruzes e a Igreja Batista da Liberdade, e Primeira Igreja Batista da Lapa em 05 de Outubro de 1924, além de uma quantidade de outras congregações que posteriormente também se tornaram igrejas e o Colégio Batista Brasileiro, marco histórico na cidade de São Paulo.

Depois de um intenso trabalho por mais de três décadas em todo o Brasil e América do Sul, William Buck Bagby, mudou-se para Porto Alegre, no Rio Grande do Sul onde trabalhou exaustivamente durante a última década de sua vida e morreu em 5 de agosto de 1939 de bronco-pneumonia.

Os Bagby´s tiveram nove filhos dos quais cinco continuaram a obra missionária iniciada por seus pais desenvolvendo o trabalho cristão e lutando pela liberdade religiosa por toda a América do Sul.

William Buck Bagby e a Maçonaria[editar | editar código-fonte]

Bagby além de ter sido batizado por um Pastor que era Maçom, foi ainda consagrado ao Ministério da Palavra no salão de uma Loja Maçônica. É importante recordar que a Igreja em Santa Bárbara era uma Igreja missionária. Foi ela que insistiu e conseguiu que a “Junta de Richmond” nomeasse missionários para o Brasil, estabelecendo-se, então, em Santa Bárbara, a “Missão Batista no Brasil”. O primeiro missionário foi o Pastor Quillin, em 1878, com sustento próprio. Seguiram-se, sustentados pela “Junta”, sendo todos Maçons: William Buck Bagby (1855-1939), em 1880; Zachary Clay Taylor (1851-1919), em 1882; Edwin Herbert Soper (1859-1948), em 1885; Edward Allen Puthuff (1850-1932), em 1885; e outros, sendo que Bagby, Soper e Puthuff foram Pastores da Igreja em Santa Bárbara, que tinha, entre seus membros, um expressivo grupo de Maçons. A Maçonaria também ajudou os Batistas brasileiros e ao Pastor Salomão Luiz Ginsburg, Missionário da Junta de Missões Estrangeiras de Richmond e, também, Maçom, na construção do Primeiro Templo Batista, em Campos de Goytacazes e da denominada “Egreja de Christo”, chamada Batista, em São Fidélis, ambas no Estado do Rio de Janeiro. Em 1921, Salomão Ginsburg publicou o seu livro “Um Judeu Errante no Brasil”, sua autobiografia. Encontra-se, em algumas partes de seu relato, a descrição de sua condição de Maçom. Segundo nos informa o Pastor Ebenezer Soares Ferreira, no Jornal Batista no 30, de 24 de julho de 1894, Ginsburg foi o fundador, na cidade de São Fidélis, no Estado do Rio de Janeiro, da Loja Maçônica “Auxílio à Virtude”, em 02 de julho de 1894 e da “Egreja de Christo”, Chamada Batista”, em 27 de julho de 1894, que foi a primeira Igreja Batista em São Fidélis. Segundo o mesmo autor, o primeiro Templo Batista, construído no Brasil, foi o da Primeira Igreja Batista de Campos, edificado sob o pastorado de Salomão Ginsburg e com a colaboração financeira dos Maçons. Da imensa obra de Ginsburg, desejamos destacar ainda três tópicos: foi Ginsburg o editor do Cantor Cristão, hinário das Igrejas Batistas do Brasil, inicialmente, com 16 hinos, em 1891, e, na edição atual do referido Cantor, ele aparece como autor ou tradutor de 102 hinos. Ginsburg fundou, em 1902, o Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, e foi um porta-voz da necessidade dos Batistas brasileiros organizarem-se em uma Convenção Nacional, o que aconteceu em 1907, com a criação da centenária Convenção Batista Brasileira. O Missionário Salomão Luiz Ginsburg foi membro de diversas Lojas maçônicas, as quais destacamos; “Duke de Clarence Lodge”, na cidade de Salvador, BA; “Restauração Pernambucana”, em Recife, PE; “Progresso”, em Campos, RJ; “Auxílio à Virtude”, em São Fidélis, RJ, e, na jurisdição da Grande Loja Maçônica do Estado do Espírito Santo, é patrono da Loja “Salomão Ginsburg” no 3.

[1]

Igrejas[editar | editar código-fonte]

Foi fundador e primeiro pastor das seguintes igrejas:

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. https://martinlutherking63.mvu.com.br/site/maconaria-e-os-batistas-no-brasil/JfZt-1hMffRI-3/atr.aspx
  2. HARISSON, Helena Bagby (2001). O Gigante que dorme. [S.l.]: UFMBB