Óleo-resina de copaíba

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O óleo-resina de copaíba é um óleo muito difundido no Brasil e pode ser encontrado à venda em quase todas as feiras livres, mercados populares, ervanários e farmácias de produtos naturais de todo o país. Ele é utilizado na medicina popular como cicatrizante, antiinflamatório, no tratamento de bronquites e doenças de pele. Já na indústria é utilizado principalmente como fixador para perfumes e como solvente para tintas e vernizes.

Formas de obtenção[editar | editar código-fonte]

O óleo-resina de copaíba é obtido de diversas espécies de árvores do gênero Copaifera (Caesalpiniaceae, Leguminosae), onde é extraído, geralmente, por meio de incisões ou perfurações no caule. A extração do óleo se dá basicamente de três formas:

  • Extração tradicional - É a extração realizada através de uma abertura do tronco da árvore realizada com machado, que praticamente inutiliza a planta e desperdiça grandes quantidades de óleo. A descrição de Le Conte (1927) sobre esse processo resume tudo: para extração emprega-se um processo grosseiro, que consiste em abrir a árvore com o machado até o seu âmago, e a árvore quando não morre, nunca mais fornece outra colheita.
  • Extração total - É a obtenção do óleo a partir das grandes derrubadas, onde as árvores são abatidas e abertas para extração total de seu óleo, a madeira é vendida ou simplesmente queimada para dar lugar aos roçados.
  • Extração racional - É a realizada com a utilização de um trado, com o qual se faz um pequeno orifício no tronco da árvore, buscando atingir o seu veio, vedando em seguida o canal de extração. Para obtenção do óleo, é inserido ao orifício no tronco um cano com uma mangueira que conduz o óleo a um recipiente. Após a produção, o pedaço de cano é vedado com uma rosca e permanece no tronco para facilitar futuras extrações.

Composição química[editar | editar código-fonte]

Quimicamente, o óleo-resina de copaíba pode ser definido como uma solução de diterpenos ácidos em um óleo essencial constituído majoritariamente por sesquiterpenos. Do ponto de vista biológico, é um produto de excreção ou desintoxicação do organismo vegetal, e funciona como defesa da planta contra animais, fungos e bactérias.[1]

Referências gerais[editar | editar código-fonte]

  • Romero, A. L., Contribuição ao conhecimento químico do óleo-resina de copaíba: configuração absoluta de terpenos. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual de Campinas, 2007.
  • Le Conte, P., Apontamentos sobre as sementes oleaginosas; Museu comercial do Pará, 3ª edição, 1927
  • Pieri, F.A.; Mussi, M.C.; Moreira, M.A.S. Óleo de copaíba (Copaifera sp.): histórico, extração, aplicações industriais e propriedades medicinais. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, v.11, n.4, p. 465-472, 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

http://www.usp.br/agen/bols/2006/rede1879.htm

http://www.ibb.unesp.br/servicos/publicacoes/rbpm/pdf_v11_n4_2009/art_16_465_472.pdf

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext_pr&pid=S0103-84782010011800001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352010000300012&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

Referências

  1. AZAMBUJA, W. Óleos Essenciais. Disponível em: <http://www.oleosessenciais.org/>. Acesso em 12 mar. 2012.