A Morgadinha dos Canaviais

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A Morgadinha dos Canaviais é um romance do escritor português Júlio Dinis, publicado em 1868. A acção passa-se no século XIX onde residiu Julio Diniz (Quinta dos Canaviais e Quinta da Alvapenha). Retrata a Morgadinha, chamada Madalena Constança, uma rapariga de enorme beleza e generosidade.

História[editar | editar código-fonte]

A história inicia-se com a personagem principal, Henrique de Souselas, órfão e rico , que se encontrava doente devido ao diletantismo e à sensação de inutilidade da vida urbana.

Por esse motivo resolve instalar-se em casa da sua tia Doroteia, a conselho de seu médico. Aí se restabelece e conhece Madalena, a elegante, inteligente e enérgica morgadinha, e apaixona-se por ela. No entanto, este amor não é correspondido e torna-se incómodo tanto para Madalena, que não gosta de Henrique, como para Augusto, que vê em Henrique um rival. Augusto é um professor primário pobre e honesto e que vive com Vicente, o herbanário de Nogueira de Regedoura, que veria a sua casa destruída pela construção de uma estrada. Augusto nutre, desde criança, um amor secreto por Madaclena, a Morgadinha dos Canaviais. Augusto e Madalena correspondem-se secretamente por cartas e entre eles cresce um amor intenso que longo do romance o autor vai desvendando. Certo dia, Henrique, na taberna, ridiculariza o morgado das Perdizes sendo agredido por ele e pelos sujeitos que a frequentavam. Combalido pela valente surra, Henrique conhece Cristina, uma rapariga pura e inocente, amiga de Madalena, que o tratou com paixão e carinho durante 2 semanas e por quem acabaria por se apaixonar. Henrique pede a sua mão e casa com a Cristina. Por outro lado o amor secreto de Madalena e Augusto é revelado e acabam por namorar.

Análise[editar | editar código-fonte]

Na figura do protagonista, Henrique de Sousa , a obra ilustra uma das teses favoritas do autor: o efeito regenerador da vida rústica sobre um sujeito deprimido pela vida urbana. Madalena, a Morgadinha, e a sua prima Cristina representam mulheres fortes, femininas e virtuosas, dispostas a contornar as barreiras sociais por amor, como acontece com Madalena com Augusto. Está também presente, uma forte componente de crítica social, que visa o fanatismo religioso e o clericalismo hipócrita, nomeadamente à crítica da tão controversa lei da altura que proibia o enterro nas Igrejas.


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