Arquitetura de informação

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

A Arquitetura da informação (AI) é a arte de expressar um modelo ou conceito de informação utilizados em atividades que exigem detalhes explícitos de sistemas complexos. Entre essas atividades estão sistemas de biblioteca, sistemas de gerenciamento de conteúdo. desenvolvimento web, interações de usuários, desenvolvimento de banco de dados, programação, artigos técnicos, arquitetura corporativa e de design de software de sistema crítico. Arquitetura da informação tem um significado um pouco diferente nestas diferentes ramificações de arquitetura de SI ou TI. A maioria das definições possuem qualidades comuns: um design estrutural de ambientes compartilhados, métodos de organização e etiquetagem de sites web, intranets e comunidades online, e meios de trazer os princípios de design e arquitetura para a paisagem digital.

Definições[editar | editar código-fonte]

Historicamente o termo "arquitetura da informação" é atribuído a Richard Saul Wurman. Wurman enxerga a arquitetura assim como ela é "usada por arquitetos de palavras de política externa".

A arquitetura tradicional (voltada para a construção civil) é conceituada como a arte ou técnica de projetar e edificar ambientes habitados. Como atividade humana, ela existe desde que o homem passou a se abrigar das intempéries, e tem evoluído à medida que ganhou importância o design do ambiente construído, buscando-se a organização de espaços físicos.

Nos tempos atuais, um novo tipo de arquitetura tem sido necessário, sobretudo em grandes organizações. Lidando com estruturas digitais de informação e software, ao invés de estruturas físicas de alvenaria, a Arquitetura de Informação consiste no design de ambientes informacionais compartilhados e resistentes à entropia, que vem a ser o estado de desordem natural de qualquer sistema, na ausência de uma força organizadora.

Muitos dos artigos publicados sobre esse tema apontam o design de interfaces ou a estruturação de sítios na Web, como o seu principal foco. Entretanto a interface é uma janela para a informação. Até mesmo a melhor interface só é tão boa quanto a informação por trás dela. O oposto também é valido: até a informação mais compreensivelmente formatada só será tão útil quanto a sua interface. Assim, embora mutuamente dependentes, essas disciplinas não são a mesma coisa, nem tampouco estão contidas integralmente uma na outra.

Não por acaso, a Arquitetura de Informações guarda muitas semelhanças com aquela sua ancestral. A principal delas é a característica de ser centrada no ser humano: como a informação só pode existir em "comunidades de sentido", a Arquitetura de Informações trata primeiramente de pessoas, buscando assegurar-lhes conforto e, somente depois, de tecnologia.

Com esse objetivo, faz-se necessário, por exemplo, o estabelecimento de padrões capazes de homogeneizar o significado de palavras, expressões e símbolos utilizados em todo o ciclo de produção das soluções de tecnologia da informação. Um vocabulário controlado contribui muito para minimizar as barreiras de entendimento, proporcionando um meio eficiente e confiável para a troca de informações.

Nas organizações situa-se no domínio dessa disciplina a responsabilidade por manter a "visão do todo", assim materializada no modelo arquitetural das informações corporativas voltadas ao atendimento das necessidades dos clientes, acionistas e sociedade, considerando o movimento do mercado e em conformidade com órgãos reguladores.

Conceitos[editar | editar código-fonte]

O termo "arquitetura da informação" descreve um conjunto de habilidades especializadas que se relaciona à interpretação da informação e expressão de distinções entre signos e sistemas de signos. Há algum grau de origem na biblioteconomia. Muitas escolas com biblioteca e departamentos de ciência da informação ensinam arquitetura da informação.

A arquitetura da informação é a categorização da informação em uma estrutura coerente, preferencialmente aquela que a maioria das pessoas possa compreender rapidamente. Geralmente é hierárquica, mas pode ter outras estruturas, como concêntrica ou até mesmo caótica. Ela está totalmente relacionada com filosofia e semiótica.

No contexto do projeto de sistemas de informação, a arquitetura da informação refere-se à análise e ao design dos dados armazenados pelos sistemas de informação, concentrando sobre as entidades, seus atributos e relacionamentos. Ela refere-se à modelagem de dados pra um banco de dados individual e para os modelos de dados corporativos que uma empresa utiliza para coordenar a definição de dados em várias (talvez dezenas ou centenas) de diferentes bancos de dados. O "modelo de dados canônico" é aplicado para tecnologias de integração como uma definição para dados específicos passados entre os sistemas de uma empresa. Em um alto nível de abstração ela também pode se referir à definição de depósitos de dados.

Arquitetura de Informação do Modelo TMN[editar | editar código-fonte]

Arquitetura de Informação do modelo TMN[1] são as informações trocadas entre os diversos sistemas de gerenciamento definem a arquitetura de informação, segundo nível da TMN. Define a comunicação entre o sistema de gerência e o elemento de rede (sistema ou equipamento) a ser gerenciado, baseado no modelo de orientação a objetos. Os conceitos de orientação a objetos e comunicação gerente/agente são a base dessa arquitetura da informação.

Definição segundo a I.A.I[editar | editar código-fonte]

Arquitetura da informação é definida pela Information Architecture Institute como:

  1. O design estrutural de ambientes de informação compartilhada.
  2. A arte e ciência de organização e rotulação de sites web, intranets, comunidades online e software de apoio à encontrabilidade e usabilidade.
  3. Uma comunidade de prática emergente focada em trazer princípios de design e arquitetura para o paisagismo digital.

Modelo de Informação[editar | editar código-fonte]

É usado para definir a visão orientada a objetos de um sistema gerenciado através de interfaces TMN dos gerentes e agentes.

Para gerenciar a rede de telecomunicações é necessário que se conheça as características dos sistemas componentes da rede e dos recursos (serviços de telecomunicações) a serem gerenciados. O modelo de informação padroniza as informações de gerência que são trocadas entre esses elementos através de interfaces padrão. O sistema de gerência é comumente chamado de sistema gerente enquanto que os sistemas gerenciados são chamados de sistemas agentes.[2]

A informação trocada pelos sistemas de gerência é estruturada como objetos gerenciados, por sua vez os objetos que implementam as funções de gerência representam os recursos da rede de telecomunicações como dados e funções. O objeto gerenciado é uma abstração de um recurso real (por exemplo, um modem, um rádio, etc.) e representa suas propriedades. O objeto gerenciado é definido por atributos, operações de gerenciamento que lhe podem ser aplicadas, pelo comportamento apresentado em resposta a estímulos internos ou externos e pelas notificações por ele emitidas.

O modelo de informação não limita a implementação dos sistemas de gerência de rede de telecomunicações, pelo contrário, possui uma série de características de sistema aberto:

  • Um recurso pode ser representado por um ou mais objetos gerenciados, sendo que no caso de ser representado por múltiplos objetos, cada um deles representa uma visão diferente do recurso. Por exemplo, uma central telefônica pode ser representada e gerenciada na rede da Embratel e na rede da Telefónica.
  • A correspondência de que para cada objeto gerenciado se tenha um recurso real não é necessariamente verdadeira.
  • Objetos gerenciados podem representar recursos lógicos. Por exemplo, um sistema operativo.
  • Só os recursos modelados por objetos gerenciados são percebidos pelos sistemas de gerência.
  • Um objeto gerenciado pode fornecer uma visão abstrata de recursos representados por outros objetos gerenciados.
  • Um objeto gerenciado pode estar contido em outro.

Sistemas Gerentes e Agentes[editar | editar código-fonte]

O Gerenciamento de um ambiente de telecomunicações é uma aplicação típica de processamento de informação. Sendo a rede de telecomunicações em si um ambiente distribuído, seu gerenciamento e intrinsecamente uma aplicação distribuída, envolvendo o intercâmbio de informações entre processos de gerência com o objetivo de monitoração e controle de recursos físicos (equipamentos) e recursos lógicos (software) da rede.

Os processos do sistema de gerenciamento assumem um dos possíveis papeis:

  • Sistema 1 - Gerente: é a parte da aplicação distribuída que emite operações de gerenciamento e recebe notificações.
  • Sistema 2 - Agente: é a parcela da aplicação distribuída que gerencia os objetos associados. O papel de agente é responder as operações de gerenciamento emitidas pelo gerente, e também fornecer ao gerente uma visão destes objetos, emitindo notificações que espelhem o comportamento dos mesmos.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]