As Almas da Gente Negra

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As Almas da Gente Negra (The Souls of Black Folk) é uma obra clássica da literatura Estado-Unidense, escrita por W. E. B. Du Bois. Se trata de um trabalho sobre a História da Sociologia, é um princípio básico para a História da Literarura Afroestadounidense.

Foi publicado em 1903 e contém varios ensaios sobre a Raça Negra, alguns dos quais já haviam sido retratados pela Revista ''Atlantic Monthly'', Du Bois tirou de suas próprias experiências, desenvolver este trabalho pioneiro, sobre com era ser um Afro-Americano na sociedade americana. as Almas de gente Negra ocupa um lugar importante nas Ciências Sociais, sendo uma das primeiras obras sociológicas

Capítulos[editar | editar código-fonte]

O capítulo 1 expõe uma visão geral da tese de Du Bois, para o livro: que os negros do Sul, deveriam ter o direito de votar, uma boa educação e de ser tratado de forma igual e justa.

No primeiro capítulo também faz uma introdução á uma famosa metáfora do véu: Segundo Du Bois, todos os afro-americanos possuíam um véu, devido á sua visão do mundo e suas oportunidades de potencial econômico, político e social que eram tão diferentes dos brancos. O véu era uma manifestação visual da discriminação racial, um problema que Du Bois trabalhou a sua vida inteira para remediar. Du Bois sublima a função do véu quando se refere a este, como um Dom de Clarevidência para os Afro-americanos, assim simultaneamente caracterizam o véu como uma graça ou uma maldição.1

No segundo capítulo chamado O Amanhecer da Liberdade, onde aborda a história da Agência dos Libertos, durante a reconstrução.

Nos capítulos III e VI, se concentra na educação. Du Bois argumentou contra Booker T. Washington, que afirmava que os Negros deveriam se concentrar unicamente na educação industrial. defendeu pela incorporação de uma educação clássica para formar os líderes e educadores da comunidade negra.

Nos capítulos VII a X é tratado os estudos sociológicos da comunidade negra. Du Bois investigou a influência que a segregação e a discriminação produzia sobre o povo negro. Argumentou que grande parte dos estereótipos negativos dos negros, como sendo violentos, perigosos e ingênuos, foram os resultados do tratamento dado pelos brancos.

No capítulo X: Sobre a Fé dos Padres, Du Bois afirma que a igreja negra estava profundamente vinculada a movimentos políticos negros. Em lugar de ver isto como algo positivo, via isto como uma debilidade que tinha que ser superada. Via a igreja como um dos últimos remanescentes da vida tribal, que tinham que derrotar para que a civilização negra pudesse prosperar. Disse ainda que na metade do século XVIII, o escravo negro, estava no fim da escala econômica, e que por isto, perderam todo o encanto do mundo. Então a igreja ofereceu a salvação em outro mundo, ao qual se apegaram. Du Bois disse, que o escravo que agora eram chamados de homens negros, deviam contemplar a salvação nesta vida, para construir uma cultura de prosperidade econômica, sem embargo, disse ainda, que isto era muito melhor, pois a igreja cristã nunca os havia excluídos. Esta lhes ofereceu um programa para a igreja negra, para que comprasse bens imóveis, para os seus membros, para aumentarem as suas posições econômica na sociedade.

Nos últimos capítulos do livro, estão dedicados os relatos de pessoas. Capítulo XI: A Ida dos Primogênitos, que conta história do próprio filho de Du Bois, que teve morte prematura. No capítulo seguinte, conta a vida de Alexander Crummel, uma breve biografia de um sacerdote negro na igreja Episcopal. No capítulo XIII: A Vida de John, que é sobre a história fictícia, de um menino da Georgia, que ingressou na universidade e quando retorna, é rejeitado por sua comunidade negra, e pelos patrícios brancos de sua cidade. O último capítulo, é sobre a musica negra e faz referência das curtas musicas descrita no principio de cada um do outros capítulos.

Recepção Crítica[editar | editar código-fonte]

Em Living Black History, o biógrafo de Du bois Manning Marable, assinala:

Poucos livros fazem história, e menos trazem textos fundamentais dos movimentos e das lutas de um povo inteiro.As Almas Da Gente Negra, ocupa esta posição rara. Ajudou a cria argumentos intelectuais, para a luta pela liberdade negra no século 20. As Almas, justifica a busca da educação superior para os negros e portanto contribuiu para a subida da classe média negra. Ao descobrir uma discriminação racial global, Du Bois, antecipou as revoluções Pan-Africanistas e colonias no Terceiro Mundo. Por outro lado, esta crítica impressionante de como uma raça vive através dos aspectos normais da vida diária, é central para o que é conhecido como Estudos da Brancura, um século depois. 2

Cada capítulo em As Almas da gente Negra, começa de maneira espiritual, retratando a tristeza, o sofrimento, a esperança e a afirmação. Sua importância são tanto originais como comunais, designando um grupo de pessoas em lugar de apenas um indivíduo, representando por Du Bois, a luta dos Afro-Americanos.

É isto que tenho a dizer sobre Du Bois acerca das canções dos escravos.

"Sei que estas canções são uma mensagem dos escravos ao mundo".3

Referências

  1. W.E.B.. The Souls of Black Folk. New York: Bantam Classic, 1903. ISBN 0553213369
  2. Manning Marable Living Black History, p.96
  3. W.E.B. Du Bois: Writings. New York: Library of America, 1987; 538.

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