Associação Americana de Psicologia

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A Associação Americana de Psicologia (em inglês American Psychological Association - APA) é uma organização que representa a psicologia nos Estados Unidos da América e no Canadá. Tem por volta de 150 mil membros, sendo a maior do gênero do mundo.

A APA foi fundada em 1892 por 26 membros, na Universidade de Clark. Primeiramente foi presidida por G. Stanley Hall. Tem representações nos estados estadunidenses e províncias canadenses. Seu atual presidente é Gerald P. Koocher.

Envolvimento do Programa de Tortura da CIA[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2007, a imprensa americana revelou o envolvimento da APA no Programa de técnicas avançadas de interrogatório.[1] [1] . Depois de documentos revelados mostrarem o apoio da APA, incluindo o de Gerald P. Koocher ao programa de tortura da CIA, membros notaveis como a psicologa e autora Mary Pipher, [2] cortaram vinculos com a APA e devolveram premios em repudio ao apoio dado ao programa.[1]

Ninguém jamais foi processado ou responsabilizado pelo Programa de tortura da CIA, eufemisticamente chamado de Programa de técnicas avançadas de interrogatório[1] da CIA, autorizado através de pareceres legais de advogados do governo americano[3] [4] e criado por médicos e psicólogos muitos dos quais membros da American Psychological Association (APA)[1] [5] , sob orientação de psicólogos militares[1] [6] , entre eles Bruce Jessen e James Mitchell, considerados os pais do programa de "técnicas avançadas de interrogatório" da CIA.[7] [1] O Programa foi revelado em parte pela repórter Jane Mayer em seu livro Best-seller de 2008 e premiado como um dos melhores livros de não ficção de 2008,[8] The Dark Side: The Inside Story of How The War on Terror Turned into a War, disponível em inglês no Google Books.[9] [1]

Em Abril de 2014, foi publicado pelo The Washington Post [10] parte de um relatório do Senado americano sobre o Programa de Tortura da CIA, criado e executado desde os primeiros anos do Governo de George Bush[11] com a utilização das técnicas eufemisticamente chamadas pelo governo americano de "Técnicas avançadas de interrogatório" (Enhanced Interrogation Techniques, em inglês).[12] O relatório concluiu que "a CIA enganou o público sobre a extensão de seus abusos de prisioneiros e sobre inteligência adquirida como resultado. Os senadores que avaliaram o Programa de Tortura da CIA, concluíram que o chamado Programa de técnicas avançadas de interrogatório da CIA, ao contrario do que a CIA divulgou, não produziu informações confiável ou útil sobre qualquer atividade terrorista, incluindo qualquer informação que que levou à descoberta e morte de Osama bin Laden. Um oficial americano que viu parte do relatório disse: "A CIA descreveu programa de tortura como a obtenção de inteligência única , caso contrário, inalcançável que ajudou a atrapalhar os planos terroristas e salvar milhares de vidas...Isso foi verdade? A resposta é não".

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Referências

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