Balestilha

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Balestilha com quatro "soalhas"

A balestilha é um instrumento complementar da esfera armilar, formado por "virote" e "soalha", utilizado para medir a altura em graus que une o horizonte ao astro e dessa forma determinar os azimutes, antes e depois de sua passagem meridiana.1

Foi bastante utilizado pelos Portugueses na Época dos Descobrimentos. A versão do instrumento na imagem é própria para ser usada em alto mar, através de observações da altura do Sol na identificação da latitude do navio. A origem do seu nome remonta ou de “balhestra”, que significa besta, a arma medieval, ou, mais provavelmente, do árabebalisti”, que significa altura , nesse caso a vertical do astro.

Terá sido o primeiro instrumento desta época para trazer o astro ao horizonte do mar, mesmo tendo aparecido depois do astrolábio e do quadrante.2 Ha sido dos instrumentos mais utilizados durante os descobrimentos; crê-se que tenha sido inventado pelos portugueses (mais foram => Jacob ben Machir ibn Tibbon/Levi Ben Gerson).1 3

A balestilha também é referida como "Báculo de Jacob"4 5 6

Construção[editar | editar código-fonte]

É basicamente constituída por uma régua de madeira ("virote") na qual se coloca a "soalha" que corre na perpendicular em relação ao virote. A leitura do ponto onde se encontrava o astro era feita no ponto da escala gravada no virote onde a soalha se encontrava.

Utilização[editar | editar código-fonte]

Para medir a altura de uma estrela, que não o Sol, coloca-se o olho na extremidade do virote e desloca-se a soalha de modo que a aresta superior coincida com a estrela e a inferior com o horizonte. A altura da estrela é dada pela leitura do número que se encontra inscrito no ponto do virote onde fica a soalha.

Para saber a altura do sol, a acção não decorria virada de frente para o astro, mas sim de costas para este, para que a vista não fosse danificada pela intensidade da luz do sol o que limitava o seu uso em terra ou quando o sol encontrava-se perto do horizonte.

Referências

  1. a b K. M. Mathew. History of the Portuguese navigation in India, 1497-1600. [S.l.]: Mittal Publications, 1988. 16– p. ISBN 978-81-7099-046-8 Página visitada em 16 September 2011.
  2. Luís Henrique Dias Tavares. O primeiro século do Brasil: da expansão da Europa Ocidental aos governos gerais das terras do Brasil. [S.l.]: EDUFBA, 1999. ISBN 978-85-232-0181-4 Página visitada em 16 September 2011.
  3. Fuat Sezgin. Mathematical Geography and Cartography in Islam and Their Continuation in the Occident: Historical presentation, pt. 1-2. [S.l.]: Institute for the History of Arabic-Islamic Science, 2007. ISBN 978-3-8298-0061-7 Página visitada em 16 September 2011.
  4. A balestilha
  5. IKOR, Olivier; “Caravelas – O Século de Ouro dos Navegadores Portugueses”; Casa das Letras, Alfragide, 2011; pg. 68
  6. Ver também: "“Ano Internacional da Astronomia – Dia 312 – Construção de uma balestilha”" (lido em 17/07/2011)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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