Batalha de Angaur

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Batalha de Angaur
Guerra do Pacífico
Bombardment of Anguar.jpg
Tropas americanas do 2º Batalhão, 165ª de Infantaria, lutam para tomar a Praia Amarela na Ilha de Butaritari
Data 17-30 de setembro de 1944
Local Angaur, Ilhas Palau
Desfecho Vitória dos Estados Unidos
Combatentes
US flag 48 stars.svg Estados Unidos Japão Japão
Comandantes
US flag 48 stars.svg Paul J. Mueller Japão Sadae Inoue
Forças
15 000 soldados 1 400 soldados
Baixas
260 mortos, 1 354 feridos, 940 incapacitados devido a exaustão, acidentes ou doenças 1 338 mortos, 59 capturados

A Batalha de Angaur foi uma batalha ocorrida como parte da campanha americano no Pacífico durante a segunda Guerra Mundial, lutada na ilha de Angaur nas Ilhas Palau de 17 de setembro a 30 de setembro de 1944.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Angaur era uma pequena ilha vulcanica, com uma área total de 4.8 km, separada de Peleliu por uma faixa de apenas 9.7 km. A ilha contava com uma pequena população civil antes da guerra, que tirava seu sustento da pesca e da caça aos animais nativos, além de operações de mineração. Em meados de 1944, os japonses tinham ao menos 1 400 soldados na ilha, sob o comando do Tenente-General Sadae Inoue.

As fracas defesas em Palau e do potencial da ilha de servir como campo aéreo a tornaram um alvo atrativo para os americanos que tinham acabado de conquistar as Ilhas Marshall, mas a falta de suprimentos e de navios de desembarque fizeram com que o ataque a Palau fosse atrasado até que as Ilhas Mariana fossem tomadas.

A batalha[editar | editar código-fonte]

O bombardeio naval a Angaur, feito por vários cruzadores e destroyers americanos comandados pelo USS Wasp e também de aviões bombardeiros, começou em 11 de setembro de 1944. Seis dias depois em 17 de setembro, a 81ª Divisão de Infantaria comandada pelo Major General Paul J. Mueller desembarcou na costa norte e sul. Minas e congestionamento causou mais danos que os contra-ataques japoneses. Mas a resistência inimiga foi aumentando conforme os americanos avançavam no "the Bowl", uma montanha perto do Rio Salome ao norte da ilha onde os japoneses se preparavam para uma última investida. Em 20 de setembro, o 322º Batalhão atacou repetidamente o the Bowl, mas os 750 defensores os repeliram com artilharia, morteiros e fogo de metralhadoras. Sofrendo com falta de suprimentos, desde comida, água até munição, os americanos conseguiram contratacar os japoneses e em 25 de setembro eles penetraram fundo na região do Bowl. Em 30 de setembro, a ilha foi completamente tomada.[1]

Consequências[editar | editar código-fonte]

Os aeroportos começaram a ser construidos na ilha ainda com a batalha em andamento. Mas o atraso para começar a campanha em Palaus não deu tempo para que os aeroportos fossem usados na operação para reconquistar as Filipinas em outubro de 1944. O Almirante William F. Halsey, Jr. tinha argumentado antes da operação em Palaus que toda essa campanha era desnecessária e muitos historiadores militares concordam com ele, e sugerem que o único beneficio desta batalha foi dar mais experiência a 81ª Divisão de Infantaria.

A 81ª Divisão seguiu então diretamente para a batalha na ilha de Peleliu para ajudar a 1ª Divisão de Fuzileiros, que estava encontrando feroz resistência nas montanhas daquela ilha.

Referências

  1. Morison, Samuel Eliot. Leyte: June 1944 - Jan 1945, vol. 12 of 'History of United States Naval Operations in World War II'. [S.l.]: Little, Brown and Company, 1958. ISBN 0-316-58317-0

Ligações externas[editar | editar código-fonte]