Breu (burseráceas)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Breu, colofônia (português brasileiro) ou colofónia (português europeu) é a resina residual na destilação da terebentina para lhe extrair a essência ou aguarrás.[1] À temperatura ambiente se apresenta como um sólido amorfo, de coloração amarelada e com um odor de pinho devido a terebintina ainda presente.

Estrutura do ácido abiético

Sua composição é, em grande parte, de "ácidos resinóicos", sendo o ácido abiético, em maior porcentagem.

História[editar | editar código-fonte]

Documentos dos séculos IV e II a.C. informam que o breu era um produto importante nos antigos grandes centros da Grécia, Macedônia, Ásia Menor e Egito. Nesta época, o poder de um país no comércio e em seu armamento era diretamente influenciado por seus recursos florestais. O alcatrão e o breu eram produtos utilizados na calafetagem dos barcos de madeira, impermeabilização de cordas e lonas, funcionando, também, como combustível para as tochas e inúmeras outras aplicações, principalmente as ligadas à indústria naval. Nos países de língua inglesa atualmente ainda se usa o termo naval stores para indicar os produtos resinosos.[1]

Os romanos também apreciavam o vinho aromatizado com breu.[1]

Extração[editar | editar código-fonte]

Retirada de resina

A matéria prima para a produção do breu é a goma resina, uma mistura viscosa composta de breu, terebintina e água. Essa goma é extraída pela resinagem de árvores coníferas, no Brasil, as árvores mais utilizadas para tais fins são o pinus elliottii e o pinus tropicalis.

A extração se assemelha à da seringueira, mas ao invés de vincos, se abre um painel sob a casca.

Indústria[editar | editar código-fonte]

O breu, normalmente, é utilizado para a produção de outros produtos, principalmente tintas. Hoje, a maior parte da produção de breu é destinada à colagem interna de papel. O breu também é encontrado na forma esterificada, tendo diversas aplicações, desde tintas até produtos alimenticios. Também é utilizado no arco de instrumentos como viola, violino, violoncello e etc. A porção volátil da resina de pinus é a “essência de terebintina” ou aguarrás. O termo terebintina provavelmente vem da palavra terebinto, uma conífera utilizada como fonte de oleorresina na Ásia. O breu atualmente é muito empregado na fabricação de ceras depilatórias e pela industria de borracha [2] , também usado na produção de PPR,Prótese Parcial Removível, como resina obtida diluída em álcool para tratamento do modelo refratário.

Referências

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Breu (burseráceas)