Charles Foster Kane

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Charles Foster Kane
Orson Welles como Charles Foster Kane em Cidadão Kane.
Língua original Inglês
Idade 70 anos
Origem  Estados Unidos
Sexo masculino
Espécie Humano
Profissão Empresário e jornalista
Filme(s) Citizen Kane
Interpretado por Orson Welles
Projecto Cinema  · Portal Cinema

Charles Foster Kane é o empresário e jornalista fictício do filme Cidadão Kane, dirigido por Orson Welles e um dos maiores clássicos do cinema.

Sobre o personagem[editar | editar código-fonte]

Um gênio de apenas 25 anos lançou em 1941, um dos maiores clássicos do cinema: Cidadão Kane. Orson Welles, o mesmo radialista que alguns anos antes causara comoção e desespero em muitas pessoas por apresentar uma narrativa radiofônica de uma invasão alienígena à Terra, ocupou o cargo de diretor e ator principal da película.

O filme conta a história de Charles Foster Kane, um magnata da imprensa norte-americana. A trama percorre desde sua infância até sua morte, por meio de entrevistas feitas por um repórter a pessoas que haviam convivido com ele. Porém, o foco central das entrevistas, é descobrir o significado das últimas palavras que o magnata havia pronunciado.

Charles Foster Kane, o personagem principal, teria sido um homem de grande notabilidade no cenário político dos Estados Unidos do início do século. Dono da rede de jornais Inquirer, ele manipulava qualquer grande instituição da imprensa.

Sendo assim, a sua morte, no início do filme, gera um rebuliço no país, o que se agrava pelo mistério despertado por sua última palavra antes de morrer. Um repórter, em busca de um significado para "Rosebud", vasculha o passado de Kane, entrevistando as cinco pessoas que foram mais ligadas a ele.

O lançamento do filme foi marcado por polêmicas: a figura de Charles Foster Kane atingiu magnatas americanos que se sentiram ofendidos pela suposta representação que estaria sendo feita deles no filme.

Porém, o que realmente fez de Cidadão Kane um marco do cinema foi o domínio que seu diretor tinha da linguagem cinematográfica. Welles criou uma nova forma de se fazer cinema: entrecortar o enredo com flashbacks, utilizar a profundidade das cenas, montar contrastes impressionantes entre o claro e o escuro. Essas e muitas outras são inovações que talvez hoje passem despercebidas nos filmes modernos, mas só começaram a existir depois de Cidadão Kane.

O filme critica a manipulação das informações pelos órgãos oficiais e pela própria imprensa, além de questionar os valores pessoais dos repórteres, quando o "furo" de reportagem tem um peso muito maior que o objeto de que se está tratando.