Ciclo ozônio-oxigênio

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Ciclo ozono-oxigénio / ozônio-oxigênio, mais conhecido como ciclo do ozono, é o nome dado ao processo de interconversibilidade entre o ozono e o oxigênio, o qual ocorre na estratosfera. Este ciclo é responsável pela absorção da maior parte da radiação ultravioleta solar, que pode causar sérios problemas aos seres vivos, como mutações gênicas ou câncer. O ciclo ozono-oxigénio pode ser resumido pela equação química:

  • O3 ⇌ O2 + [O]

Na reação direta, o ozono absorve grande quantidade de radiação ultravioleta, e, na reação inversa, há pequeno desprendimento de energia térmica. Este equilíbrio químico é responsável pela filtração desta radiação.

Índice

[editar] Formação do ozono na estratosfera

O ozono forma-se pela dissossiação de moléculas de oxigénio(O2) na atmosfera, pela incidência de radiação ultravioleta, separando os dois átomos da molécula de oxigénio ,sendo que cada um desses átomos livres se unem a outras moléculas de oxigénio, originando assim ozono (O3).

[editar] Rarefação da camada de ozono

Tal como outros sistemas naturais, o ciclo do ozono é bastante sensível a mudanças externas. O maior problema, sem dúvida, é a emissão dos clorofluorcarbonetos (CFCs) na atmosfera. O elemento responsável pelo desequilíbrio deste sistema é o cloro, em sua forma atômica. Este age como catalisador da reação de desintegração do ozono, sendo representado pelas seguintes equações químicas:

  • Cl(g) + O3(g) → ClO(g) + O2(g)
  • ClO(g) + O3(g) → Cl(g) + 2 O2(g)

Reação global:

  • 2 O3(g) → 3 O2(g)

[editar] Papel no aquecimento global

A eficiência do cloro como catalisador é bastante elevada, chegando a quebrar 100.000 moléculas de ozônio em um ano. Como o bom ozônio (da estratosfera) absorve grande quantidade de radiação solar no ciclo ozônio-oxigênio, a sua degradação pode intensificar o efeito estufa em muito. Por isso o CFC é considerado um gás de efeito estufa (GEE), mesmo que sua ação seja indireta. O Global Warming Factor (GWF) dos CFCs é 5000 a 14000 [1], o que significa que é de 5000 a 14000 vezes mais eficiente que o CO2 na intensificação do efeito estufa. Porém, não há grande preocupação na comunidade científica internacional quanto a estes compostos, devido a dois fatores: a concentração deles na atmosfera é menor que 1 ppb [2], e, com o Protocolo de Montreal, sua produção e utilização estão sendo diminuídas a valores muito baixos.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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