Com mão forte e com braço estendido
Com uma mão forte e braço estendido1 (em hebraico: בְּיָ֣ד חֲ֭זָקָה וּבִזְר֣וֹעַ נְטוּיָ֑ה כִּ֖י לְעוֹלָ֣ם חַסְדּֽוֹ) é uma frase na tradição judaica que representa o uso de Deus de seu poder a favor dos judeus.
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Origem [editar]
Em Êxodo 6 (parashá Va'eira na Torá), Moisés acaba de reiterar a Deus a queixa dos israelitas que toda vez que ele ia ao faraó em Seu nome, as coisas ficaram piores para eles. Neste caso, o Faraó já havia decidido que eles deveriam dali para frente fabricar tijolos sem palha. Deus agora responde a Moisés que o tempo virá quando o próprio Faraó irá realmente conduzir os israelitas do Egito e que em nome da sua aliança com os Patriarcas, Deus irá redimir os israelitas com uma mão forte e braço estendido, de modo que eles irão conhecê-lo.
Moisés e Arão não responderam diretamente aos israelitas em relação à sua queixa, mas quando Moisés transmitiu esta resposta de Deus para os israelitas, ele não conseguiu elevar seus ânimos.
Significado [editar]
A implicação é que Deus proverá uma lição para ambos os israelitas e as nações do mundo, mostrando seu poder e a futilidade de tentar resistir a ele, bem como sua disposição de usar seu poder em nome de sua Aliança. Para conseguir isso, o faraó deve ter sido visto a não libertar os israelitas como um ato de benevolência, mas em vez de ser inflexivelmente resistente no início, depois mudando de ideia, até o ponto onde ele realmente leva-os a sair, devido apenas à sua submissão relutante eventual ao poder de Deus.
Outros usos [editar]
Este conceito é repetido na recontagem da praga da saraiva. Isto serve como introdução para as manifestações reais do poder de Deus, começando com a Vara de Aarão e seguida pelas Dez Pragas do Egito.
A frase passou a ter grande valor na tradição judaica como o símbolo do uso de Deus de seu poder a favor dos judeus. É repetido literalmente em Deuteronômio 26:8, que descreve o mandamento do dízimo dos primeiros frutos e que é lido com ênfase na Hagadá e no Seder da Pessach.