Dados dos sentidos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde agosto de 2012). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Trechos sem fontes poderão ser removidos.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing.
Ambox grammar.svg
Esta página ou secção precisa de correção ortográfico-gramatical.
Pode conter incorreções textuais, podendo ainda necessitar de melhoria em termos de vocabulário ou coesão, para atingir um nível de qualidade superior conforme o livro de estilo da Wikipédia. Se tem conhecimentos linguísticos, sinta-se à vontade para ajudar.

Dados dos sentidos, literalmente, significa aquilo que nos é dado pelos sentidos. A concepção mais comum, ou concepção standard, é a seguinte: os dados dos sentidos são o tipo de coisa que estamos directamente conscientes na percepção, dependem portanto da mente, e as suas propriedades são aquelas que nos aparecem.

"Percebemos apenas idéias. Portanto, os objetos são idéias." (Berkeley)

As teorias filosóficas da concepção mais comum, limitam-se a postular um teatro privado na consciência do sujeito onde os dados aparecem. A imagem mental que formamos aquando da percepção de um objecto.[1]

Para o caso da visão tratar-se-ia de uma espécie de espectáculo de imagens internas que em si mesmo apenas representaria indirectamente os aspectos do mundo exterior.

As modernas perspectivas da percepção tendem a rejeitar a concepção mais comum, a representação ou produção de imagens privadas. Muitos filósofos argumentaram que os dados dos sentidos são o objecto imediato de toda a percepção sensorial e não a imagem mental.[2] Rejeitam a noção de dado dos sentidos alegando que a percepção nos dá directamente o objecto ao invés de meras imagens mentais. Uma vez que, se fosse como dizem os defensores da teoria standard, não seria possível localizar os objectos no espaço, onde eles existem realmente.

Referências

  1. Simon Blackburn, Dicionário de Filosofia. Gradiva, 1997.
  2. Dicionário de Filosofia – Direcção de Thomas Mautner. Edições 70, 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]