Densitômetro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo não cita fontes confiáveis e independentes. (desde setembro de 2012). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
O densitômetro TRDZ 1 da Heiland.

Um densitômetro é um instrumento de controle usado para medir a densidade óptica em cromos e opacos. O densitômetro de reflexão mede a quantidade de luz refletida; o densitômetro de transmissão analisa a quantidade de luz que atravessa o suporte transparente.

Wiki letter w.svgEste artigo sobre Física é mínimo. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o. Um densitómetro é um aparelho usado para medir a densidade ótica das imagens sobre negativos e diapositivos fotográficos e sobre suportes opacos. Estes aparelhos funcionam permitindo a transmissão ou a reflexão de um feixe luminoso e medindo a intensidade da luz transmitida ou refletida, pelo que, segundo a medição, existem dois tipos de densitómetros: os de transmissão e os de reflexão. O seu fundamento teórico é análogo ao de um fotómetro. Inicialmente, os densitómetros não eram mais do que fotómetros visuais. Um fotómetro visual consiste, em geral, num dispositivo ótico que possibilita a visão simultânea de dois campos visuais, cada um deles iluminado pela luz de uma das fontes que se deseja comparar. O fotómetro visual mais simples, designado por fotómetro de mancha de gordura, foi construído em 1843 pelo químico alemão Robert Bunsen. Este aparelho assenta no facto de que uma mancha de gordura sobre o papel não sobressai em relação ao que se encontra à sua volta quando se faz incidir sobre ambos os lados a mesma intensidade luminosa.Atualmente, a maioria dos densitómetros são instrumentos fotoelétricos. O mais simples de transmissão é formado por uma fonte luminosa, uma célula fotosensível e um microamperímetro. A densidade é medida em termos de leitura métrica com ou sem a amostra no local.

Historia da Densitometria Óssea

Foi desenvolvida por John Cameron e James Sorenson em 1963. O primeiro densitômetro comercial da história foi desenvolvido na Universidade de Wisconsin – Madison USA em 1972, sob a tutela de Richard B. Mazess, Ph. D. fundador da Lunar Corporation. O aparelho chegou ao Brasil em 1989. (*12) Conceito da Densitometria Óssea

Anatomia óssea

O osso

O osso é um tecido conectivo especializado que forma, juntamente com a cartilagem, o sistema esquelético. Esses tecidos cumprem três funções:

a) Mecânica; b) Protetora, de órgãos vitais e medula óssea; c) Metabólica, com reserva íons principalmente cálcio e fósforo, para a manutenção da homeostase sérica, essencial a vida.

Como em todos os tecidos conectivos, os componentes fundamentais do osso são células e a matriz extracelular. Esta ultima é particularmente abundante e esta constituída por fibras colágenas e proteínas não-colágenas. Diferentemente de outros tecidos conectivos, a matriz do osso, a cartilagem e os tecidos dentários têm a capacidade singular de calcificar-se. (*2)

Tipos de ossos planos e longos

Anatomicamente, podem-se distinguir dois tipos de ossos no esqueleto: planos (exemplos: crânio escapula mandíbula e esterno) e longos (tíbia, fêmur, úmero etc.). Esses dois tipos derivam de duas fontes diferentes durante o desenvolvimento, intramembranoso e endocondral, respectivamente, embora durante o crescimento e desenvolvimento de ossos longos intervenham ambos os processos. (*2)

O osso longo apresenta duas extremidades mais largas (as epífises), uma porção mais ou menos cilíndrica (o eixo médio ou diáfise) e uma zona de crescimento interposta (a metáfise). Em um osso longo em crescimento, as epífises e as metáfises, originadas em dois centros de ossificação independentes, estão separadas por um revestimento cartilaginoso epifisário (placa de crescimento).

Desse revestimento de células proliferativas e matriz cartilaginosa em expansão provem o crescimento longitudinal do osso que, ate o final do período de crescimento, calcifica-se por completo, sendo remodelado e substituído por osso.

A parte externa dos ossos é formada por um revestimento grosso e denso de tecido calcificado, a cortical (osso compacto), que, na diáfise, contém a cavidade medular, onde se aloja a medula óssea hematopoiética. Em direção á metáfise e a epífise, a cortical adelgaça-se progressivamente e o espaço interno é ocupado por uma rede de trabéculas calcificadas, finas, denominada osso esponjoso ou trabecular.

Os espaços limitados por essas finas trabéculas também contem medula óssea hematopoiética e estão em continuidade com a cavidade medular da diáfise. As superfícies ósseas das epífises que formam parte da articulação estão recobertas por uma camada de cartilagem articular que não se calcifica. (*2)

O osso apresenta duas superfícies ósseas em contato com os tecidos moles: uma externa (periosteal) e uma interna (endosteal). Ambas são revestidas de células osteogênicas organizadas em camadas, o periósteo e o endósteo.

O osso cortical e o trabecular são compostos pelas mesmas células e elementos da matriz, porem mostram diferenças estruturais e funcionais. (*2)

Células ósseas

Osteoclastos: São responsáveis pela degradação da matriz óssea.

Osteoblastos: São células construtoras que entram em ação após a destruição das células velhas pelos osteoclastos.

Osteócitos: São células que servem como uma rede viva de comunicação dos ossos onde as substâncias protéicas e minerais trafegam pelo seu interior. (*2)

Protocolo sugerido

A avaliação é feita anualmente e as partes de interesse na obtenção das imagens para diagnóstico são o fêmur e a coluna vertebral.

O exame está indicado em mulheres em fase de pré-menopausa, menopausa, pós-menopausa, em regime de reposição com hormônios estrógenos, e também nos indivíduos em uso de hormônios tireoidianos, corticosteróides, e medicamentos anticonvulsivantes. A paciente deve notificar seu médico caso estiver grávida. E nas crianças, é indicado quando há necessidade de acompanhamento do desenvolvimento ósseo, em doenças osteometabólicas, e em regimes dietéticos para emagrecimento. O paciente não deverá ter se submetido a exame com uso de contraste (aguardar pelo menos 5 dias).

No dia do exame, o paciente deverá comparecer com roupa sem metais (zíper, botões, fivelas de metal, broches, etc). (*2, 4, 5 e 12)

Alguns fatores de risco são considerados justificativos para a avaliação, tais como: antecedente genético (caucasianos, orientais, mulheres de qualquer raça apresentam maior incidência de fraturas); riscos ambientais (baixa ingestão de cálcio, baixo peso, dietas de restrição calórica, alcoolismo, excessos de sódio e proteína animal, consumo de cigarro, sedentarismo, longos períodos de imobilização); doenças crônicas (hipertiroidismo, hipercortisolismo, insuficiência renal crônica, hepatopatias, doença pulmonar obstrutiva crônica, doenças de má absorção intestinal, hipercalciúria idiopática e artrite reumatóide) e o uso de drogas. (*2, 4, 5 e 12)

As recomendações para ajudar a tratar ou evitar a osteoporose são: dieta rica em cálcio (leite e seus derivados e verduras verdes); evitar carne vermelha, refrigerantes, sal, álcool, café e cigarro e praticar exercícios como andar, correr. (*2, 4, 5 e 12)

E a rotina diária não precisa ser alterada (a alimentos, bebidas ou medicamentos ingeridos), exceto por medicamentos que contenham cálcio, que deve ser evitados por 24 horas antes do exame de densitometria óssea e as atividades podem ser retomadas normalmente. (*2, 4, 5 e 12)

Patologias em Densitometria Óssea

Principais Patologias

Osteopenia: indica a diminuição da densidade mineral dos ossos, predecessora da osteoporose. Caracteriza-se osteopenia quando a massa óssea é menor que 10 a 25% da considerada normal, maior do que esse valor é considerada como osteoporose. (*2, 4, 5 e 12)


Osteopenia

Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, a osteoporose é definida como doença caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da micro-arquitetura do tecido ósseo e as partes mais afetadas na osteoporose são: o colo do fêmur, coluna, a pelve e o punho. (*2, 4, 5 e 12)


Fratura óssea

Fratura óssea: ocorre quando há perda da continuidade óssea, normalmente com separação de um osso em dois ou mais fragmentos após um traumatismo. (*2, 4, 5 e 12)

Osteoporose e normal

Os densitómetros apresentam diversas aplicações, das quais se destacam a deteção da pista sonora numa película cinemática, a medição de intensidades em discos espetrográficos e a confrontação de fotografias.