Desafio robótico

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O Desafio de robôs, amplamente conhecido como Guerra de robôs, é um hobby/esporte no qual duas ou mais máquinas rádio-controladas (ou as vezes autônomas) usam métodos variados para destruir ou imobilizar o robô adversário.[1]

As equipes que constroem esses robôs são, em sua maioria, compostas de universitários. Tais máquinas podem ser pequenas e leves, ou grandes e sofisticadas, dependendo da categoria de combate para a qual ela foi construída.

Após vários meses de construção e testes, as equipes põe à prova suas tecnologias em competições exclusivas. Os campeonatos são compostos por inúmeros rounds entre as equipes rivais, rounds estes que duram no máximo três minutos. A disputa acaba se um dos competidores desiste ou é destruido. No Brasil, esses eventos são organizados pela RoboCore.

Categorias[editar | editar código-fonte]

As competições são divididas por categorias de peso. Embora nos Estados Unidos haja competições para mais de 10 categorias, no Brasil as mais comuns são:[2]

  • Combate de Robôs: Na categoria Combate, os robôs tentam causar o máximo de danos ao adversário. As subcategorias são:
    • MiddleWeight: os robôs devem ter no máximo 55 kg;
    • FeatherWeight: limite de peso de 13,6 kg;
    • HobbyWeight: limite de peso de 5,5 kg.
  • Hockey: Nesta categoria deve ser criado um time com três robôs, projetados para literalmente jogar hockey. Vence a equipe que conseguir mais gols.
  • Sumô: O robô participante deve empurrar o adversário para fora de uma pequena arena nesta categoria. Há 3 subcategoris:

No Hockey e no Sumô os robôs são caracterizados por serem pequenos e velozes.

Eventos[editar | editar código-fonte]

Os campeonatos de robôs no Brasil são organizados pela RoboCore.[3]

Há basicamente 2 eventos por ano:

  • o Eneca, realizado em uma cidade diferente a cada ano;
  • e o Winter Challenge, realizado em Amparo, cidade do interior de São Paulo, desde 2006.

Equipes[editar | editar código-fonte]

As equipes são, em geral, formadas por estudantes de diversas áreas da engenharia, predominando as engenharias mecânica, elétrica e controle e automação. Contudo, qualquer pessoa pode fazer um robô de combate e colocá-lo à prova contra os outros, mesmo sem ter uma equipe.

As principais equipes brasileiras estão vinculadas a universidades importantes do Brasil, tais como a RioBotz (PUC-Rio), Thunderatz (Poli-USP), Uai!rrior (UNIFEI),Phoenix (UNICAMP), dentre outras.

Características gerais dos robôs[editar | editar código-fonte]

Foto de um dos robôs da equipe da USP. A arma é um disco horizontal rotativo.

As partes básicas de um robô de combate são:[4]

  • Transmissor: ou controle remoto. É com ele que se controla o robô;
  • Receptor: instalado no robôs, recebe o sinal do usuário;
  • Placa de controle: circuito integrado que interpreta o sinal que chega no receptor e controla o movimento das rodas e da arma;
  • Motores: normalmente há 3 motores: um para a arma e uma para cada roda;
  • Baterias: o motor mais simples é o elétrico, exigindo que haja pelo menos um kit de baterias;
  • Arma: para uma máquina da categoria combate, é interessante (mas não necessário) que haja uma arma de ataque ou de defesa instalada no robô. As mais ortodoxas são as armas giratórias;
  • Chassis: onde tudo será fixado.

Para saber tudo sobre como construir um robô de combate, pode-se ler um tutorial de 190 páginas feito por uma das principais equipes deste esporte (a equipe RioBotz, da PUC-Rio). Nele há detalhes técnicos, metodologias e exemplos da construção dessas máquinas. Este documento pode ser encontrado na página oficial da Equipe RioBotz.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Desafio robótico

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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