Disco intervertebral

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disco intervertebral
Gray301.png
Secção sagital mediana de duas vértebras lombares e seus ligamentos.
Gray313.png
Latim disci intervertebrales
Gray's assunto #72 289
MeSH Intervertebral+Disk

Disco intervertebral é um disco de fibrocartilaginoso presente entre os corpos das vértebras, que se articulam umas com as outras de modo a conferir rigidez e flexibilidade à coluna, na qual é necessário para o suporte de peso, movimentação do tronco e ajuste de posição indispensável para equilíbrio e postura. Essas articulações entre as vértebras são realizadas através do disco intervertebral, e entre os processos articulares dos arcos vertebrais.

O disco intervertebral é descrito como um sistema hidráulico complexo que absorve choques, permite uma compressão transitórias e, devido ao deslocamento do líquido dentro do continente elástico, permite o movimento. Pode ser comparado a um amortecedor mecânico de choques.

Formato e localização[editar | editar código-fonte]

São estruturas fibrocartilaginosas que possuem o mesmo formato da vértebra, situam-se entre os corpos das vértebras, promovendo união, alinhamento e certa mobilidade as vértebras vizinhas, como também absorve as forças de tração muscular, gravidade e carga, que de outro modo, tenderiam a esmagar uma vértebra contra a outra.

Funções[editar | editar código-fonte]

  • Amortecer cargas e pressões ao longo da coluna vertebral, evitando com isto que qualquer traumatismo um pouco mais intenso acarrete sérias consequências sobre a coluna e provoque fratura de vértebras;
  • Contribuir para a característica de estrutura semifixa e semimóvel da coluna, pois, nesse aspecto, o disco promove um amarramento fibrosos de uma vértebra à outra, por meio de um emaranhado de fibras que se inserem nos corpos vertebrais superior e inferior. Como estas fibras são fibroelásticas, o amarramento torna-se maleável;
  • Permitir e restringir os movimentos das articulações intersomáticas e atuar como principal componente na transmissão de carga de um

corpo vertebral ao seguinte.

Nutrição[editar | editar código-fonte]

Os discos não possuem vasos sanguíneos. Desse modo, dependem de um processo de difusão dos tecidos vizinhos, para receber substâncias nutritivas. Isso é semelhante a uma esponja molhada que é comprimida e diminui de volume, perdendo a água. Com a descompressão, aumenta novamente de volume, absorvendo água. Portanto, as compressões e descompressões alternadas dos discos funcionam como uma bomba hidráulica, pela qual se alimentam. Uma contração prolongada do disco, que ocorre, por exemplo, em cargas estáticas, é muito prejudicial, porque interrompe o processo nutricional dos discos e pode provocar degeneração dos mesmos.

Composição[editar | editar código-fonte]

Os dois componentes básicos do disco são o anel fibroso (parte externa) e o núcleo pulposo(parte interna.

disco intervertebral

Anel fibroso[editar | editar código-fonte]

O anel fibroso é uma estrutura composta, consistindo em camadas concêntricas ou lamelas de fibras colágenas, encapsulando o núcleo pulposo, e um gel proteoglicano, o qual une as fibras colágenas e lamelas firmemente, prevenindo sua deformação através de torções. As fibras são paralelas entre si e a maioria delas corre obliquamente entre duas vértebras, dispondo-se em direções opostas nas lamelas adjacentes.

Núcleo pulposo[editar | editar código-fonte]

O núcleo pulposo é um gel semifluído, compreendendo 40-60% dos disco. Ao nascimento, o gel consiste de material mucóide com poucas células notocordiais e é distinto do anel circunvizinho. Após a primeira década, o material mucóide é gradualmente substituído por fibrocartilagem, passando a haver menor distinção entre ele e o anel. Sendo fluído, o núcleo pode ser deformado sob pressão, sem redução em seu volume. Esta propriedade essencial capacita-o tanto a se acomodar ao movimento quanto a transmitir algo da carga compressiva de uma vértebra a outra.

Hérnia de disco[editar | editar código-fonte]

Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, parte deles sai da posição normal e comprime as raízes nervosas que emergem da coluna. O problema é mais frequente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.

Hérnia de disco

Causas[editar | editar código-fonte]

Predisposição genética é a causa de maior importância para a formação de hérnias discais, seguida do envelhecimento, da pouca atividade física e do tabagismo. Carregar ou levantar muito peso também pode comprometer a integridade do sistema muscular que dá sustentação à coluna vertebral e favorecer o aparecimento de hérnias discais.

Sintomas[editar | editar código-fonte]

A hérnia de disco pode ser assintomática ou, então, provocar dor de intensidade leve, moderada ou tão forte que chega a ser incapacitante. Os sintomas são diversos e estão associados à área em que foi comprimida a raiz nervosa. Os mais comuns são: parestesia (formigamento) com ou sem dor; dor na coluna; na coluna e na perna (e/ou coxa); apenas na perna ou na coxa; na coluna e no braço; apenas no braço.

Recomendação[editar | editar código-fonte]

  • Evite todos os excessos que facilitam a instalação das hérnias de disco: excesso de peso, de bebidas alcoólicas, de exercícios físicos, de cigarro;
  • Procure manter a postura correta quando sentado ou em pé;
  • Não se esqueça de que vida sedentária é responsável não só pela formação de hérnias de disco, mas por muitos outros problemas de saúde;
  • Informe-se sobre o tipo de atividade física indicada para sua faixa de idade;
  • Suspenda os exercícios se os sintomas voltarem e procure assistência médica imediatamente;
  • Siga as recomendações médicas depois da cirurgia para evitar que nova hérnia se forme naquele local.

1 2 3

Referências

Ícone de esboço Este artigo sobre Anatomia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.