Ernst Heinrich Weber

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Ernst Heinrich Weber
Medicina
Nacionalidade Alemanha Alemão
Nascimento 24 de junho de 1795
Local Wittenberg
Morte 26 de janeiro de 1878 (82 anos)
Atividade
Campo(s) Medicina

Ernst Heinrich Weber (Wittenberg, 24 de junho de 179526 de janeiro de 1878) foi um médico alemão, considerado fundador da psicologia experimental.

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1- Contexto histórico: É em meados do século XIX que os problemas e temas da Psicologia, até então estudados exclusivamente pelos filósofos, passam a ser, também, investigados pela Fisiologia e pela Neurofisiologia em particular. Os avanços que atingiram também essa área levaram à formulação de teorias sobre o sistema nervoso central, demonstrando que o pensamento, as percepções e os sentimentos humanos eram produtos desse sistema. Para se conhecer o psiquismo humano passa a ser necessário compreender os mecanismos e o funcionamento da máquina de pensar do homem – seu cérebro. Assim, a Psicologia começar a trilhar os caminhos da Fisiologia, Neuroanatomia e Neurofisiologia. Algumas descobertas são extremamente relevantes para a Psicologia. Por exemplo, por volta de 1846, a Neurologia descobre que a doença mental é fruto da ação direta ou indireta de diversos fatores sobre as células cerebrais. A Neuroanatomia descobre que a atividade motora nem sempre esta ligada à consciência, por não estar necessariamente na dependência dos centros cerebrais superiores. O caminho natural que os Fisiologistas da época seguiam, quando passavam a se interessar pelo fenômeno psicológico enquanto estudo científico, era a Psicofísica. Estudavam, por exemplo, a Fisiologia do olho e a percepção das cores. Por volta de 1860, temos a formulação de uma importante lei no campo da Psicofísica. É a Lei de Fechner-Weber, que estabelece a relação entre estímulo e sensação, permitindo a sua mensuração. Essa lei teve muita importância na história da psicologia, porque instaurou a possibilidade de medida do fenômeno Psicológico, o que até então era considerado impossível. Dessa forma, os fenômenos Psicológicos vão adquirindo status de científicos, porque, para concepção de ciência da época, o que não era mensurável não era passível de estudo científico. Outra contribuição muito importante nesses primórdios da Psicologia científica é a de Wilhelm Wundt (1832-1926). Wundt cria na Universidade de Leipzig, na Alemanha, o primeiro Laboratório para realizar experimentos na área de Psicofisiologia. Por esse fato e por sua extensa produção teórica na área, ele é considerado o pai da Psicologia moderna ou científica.

Fonte: BOOK, A. M. B, FURTADO. Psicologias: Uma introdução ao estudo de Psicologias. São Paulo: Editora Saraiva, 1995.


2- Vida: Ernst Heinrich Weber (1795 - 1878) nasceu em Wittenberg, Alemanha, em 24 de Junho de 1795. Weber estudou medicina na Universidade de Wittenberg. Ele então tornou-se professor de fisiologia e anatomia da Universidade de Leipzig, e agora e conhecido como o pai da psicofísica. Junto com seu irmão, que descobriu o poder inibitório do nervo vago, Weber estudou acústica e movimento ondulatório . Era também um especialista em sentidos cutânea e auditiva. Ele também conseguiu ser eleito membro do Parlamento da Saxônia como um representante da universidade. Ele trabalhou ao lado de Gustav Fechner em 1860 para definir uma base para psicofísica. Weber, em seguida, tentou encontrar uma maneira de medir a percepção do estimulo fisicamente através de uma formula matemática conhecida como Lei de Weber diferença apenas estados.

http://issuu.com/feliciosousa/docs/felicio_psicof_sica

Ernst Weber (1795-1878) Ernst Weber, filho de um professor de teologia, nasceu em Wittenberg, Alemanha. Recebeu o seu doutorado na Universidade de Leipzig em 1815, onde também lecionou anato mia e fisiologia de 1817 até a sua aposentadoria, em 1871. Seu principal interesse de pesquisa foi a fisiologia dos órgãos sensoriais, área em que deu notáveis e duradouras contribuições. As pesquisas anteriores sobre os órgãos sensoriais tinham se limitado quase exclusiva- mente aos sentidos superiores da visão e da audição. O trabalho de Weber consistiu sobretudo em explorar novos campos, principalmente as sensações cutâneas e musculares. Ele merece um destaque especial por ter aplicado os métodos experimentais da fisiologia a problemas de natureza psicológica. Suas principais contribuições à psicologia são o seu trabalho sobre o limiar de dois pontos de discriminação da pele e a diferença apenas perceptível detectada pelos músculos. Seus experimentos sobre o tato marcaram uma mudança fundamental no status do objeto de estudo da psicologia. Os vínculos com a filosofia foram, se não cortados, ao menos bastante enfraquecidos. Weber uniu a psicologia às ciências naturais e ajudou a abrir caminho para o uso da pesquisa experimental no estudo da mente. Fonte: História da psicologia moderna de Schultz


3- Obras: WEBER (1795-1878) E A SUA LEI PSICOFÍSICA Não há dúvida de que foram os escritos do seu antigo mestre que influenciaram Fechner, mesmo que hoje tenhamos alguma dificuldade em ter uma noção precisa sobre a dimensão dessa influência. Os trabalhos de Weber datam dos anos 1830-1850, época em que este fisiologista alemão se interessou pelo estudo do sistema sensorial e em particular do sistema nervoso cutâneo no homem. O seu problema era o de saber como é que a estrutura do sistema nervoso podia conduzir a uma representação funcional do espaço externo. Os resultados dos seus cinco anos de investigação neste domínio foram inicialmente publicados num longo capítulo de uma obra escrita em Latim em 1834, intitulada “Sobre a sensibilidade táctil”, onde se encontra a primeira formulação da lei dita de Weber. Depois, numa outra obra, “Sobre o sentido do tacto e a sensibilidade comum” (1846), Weber elabora uma versão mais teórica do trabalho precedente e melhora esta lei, à luz de novas experiências. Embora nunca tenha pretendido resolver, como Fechner, o problema das relações do físico com o moral. Weber deu-se perfeitamente conta de que as suas investigações incidiam sobre um ponto conexo à psicologia e à fisiologia, “lugar obscuro aonde só se poderá levar a luz da ciência após ter-se previamente dissipado, por um lado, os erros dos psicólogos e, por outro lado, os erros dos fisiologistas”. A sua primeira publicação, a de1834, diz essencialmente respeito à medida da sensibilidade táctil nas diferentes zonas do corpo. Nas suas investigações, iniciadas em 1829 com a ajuda de um seu irmão, utilizou um material simples, hoje conhecido sob o nome genérico de compasso de Weber. A primeira formulação da lei de Weber encontra-se no fim desse primeiro artigo no momento da discussão sobre as comparações de pesos. “Uma diferença de pesos não é mais facilmente percebida para pesos mais pesados do que para pesos mais leves. Se se colocarem dois pesos nas mãos, um de 32 onças (a onça de Saxe, região de Weber, correspondia aproximadamente a 29 gramas) e um outro na outra mão cujo peso se vai reduzindo gradualmente até que se sinta a diferença de pesos pelo tacto, conseguimos calcular a relação mínima entre os pesos que podem ser reconhecidos pelo sentido do tacto. Agora. se repetirmos a mesma experiência, utilizando pesos de 32 dracmas em lugar dos pesos precedentes, isto é, oito vezes mais leves, observamos que a proporção mínima reconhecível pelo sentido do tacto é praticamente a mesma que na experiência anterior: por exemplo, se os pesos de 32 e 26 onças podem ser discriminados, os de 32 e 26 dracmas serão agora igualmente discriminados”. Como a diferença não é percebida no primeiro caso mais facilmente do que no segundo, é evidente, segundo Weber, que sentimos não o peso, mas a relação das diferenças. Assim, a diferença de sensações mantém-se igual sempre que a relação entre os estímulos seja igual: esta é a lei de Weber. Esta lei, segundo a qual, ao observar as diferenças entre as coisas, nós perceberíamos as diferenças relativas, e não as diferenças absolutas, é apresentada por Weber como uma hipótese que carecia de melhor verificação com mais experiências. Na sua obra de 1846, apresenta novas experiências sobre os pesos, mas infelizmente nada de novo é acrescentado, a não ser um pequeno desvio na lei de Weber para a percepção de pequenos comprimentos. Neste último trabalho, Weber formulou a a lei nos mesmo termos, sem nunca ter estabelecido uma fórmula matemática. A formula matemática foi-nos legada por Fechner. Compasso de Weber: este aparelho era munido de duas pontas que eram simultaneamente pousadas na superfície do corpo. A sensibilidade era medida pelo cálculo da distância mínima entre estas duas pontas, em que elas eram distinguidas pelo sujeito. Foi assim que Weber conseguiu descrever com muita precisão o limiar de sensibilidade para diferentes regiões do corpo, estabelecendo relações matemáticas muito rigorosas.

http://images.jbarbo00.multiply.multiplycontent.com/attachment/0/RfHgPAoKCrsAAAgpX7o1/PsicCognitivaHist.pdf?key=jbarbo00:journal:34&nmid=16671556

4- influencias: As influências da fisiologia na Psicologia ocorram devido as diferenças individuais, dadas pelos fatores pessoais, que foram percebidas e sobre as quais não se tem controle. Trata-se da subjetividade influenciando na percepção dos fenômenos mentais. Os cientistas, no final do século XIX, passaram então à investigação e estudo dos órgãos dos sentidos, através dos quais, recebemos as informações acerca do mundo externo e temos as sensações e percepções. Vários foram os cientistas que recorreram ao método experimental para estudo da psicologia e realizaram estudos sobre o comportamento, os movimentos voluntários, involuntários e os movimentos reflexos. Dentre eles, na Alemanha, tivemos quatro que são responsáveis diretos pelas primeiras aplicações desse método: Hermann von Helmholtz, Ernest Weber, Gustav T. Fechner e Wilhelm Wundt. Todos eles estavam integrados com o desenvolvimento da fisiologia e da ciência que ocorreu na metade do século XIX. Seus trabalhos foram decisivos para a fundação da Nova Psicologia. Weber foi um pouco mais além de Helmholtz, realizando pesquisas das sensações cutâneas e musculares, mas sua principal contribuição para a Psicologia foi seu trabalho designado de Limiar de Dois Pontos, que consistiu em se determinar a distância em que dois pontos de estimulação na pele pudessem ser discriminados como somente um ponto ou dois distintos de estimulação. Outras pesquisas de Weber com a percepção também foram importantes, sempre realizando experimentos com as sensações e mostrou que há relação direta entre um estímulo físico e a nossa percepção deste. http://utilnet.br.tripod.com/hispisc.htm 5- teorias: introdução à psicologia (Atkinson)

O Limiar de Dois Pontos Uma das duas grandes contribuições de Weber à nova psicologia envolveu sua determinação experimental da precisão com que ocorre a discriminação de dois pontos da pele — a distância entre dois pontos necessária para que o indivíduo possa relatar que teve duas sensações distintas. Sem olhar o aparelho, que se assemelha a um compasso para desenho, os sujeitos são solicitados a contar se sentem um ou dois pontos da pele sendo tocados. Quando os dois pontos estão próximos um do outro, os sujeitos relatam uma clara sensação de que se um ponto foi tocado. Com o aumento da distância entre as duas fontes de estímulo, eles s mostram incertos sobre se sentem uma ou duas sensações. Por fim, é alcançada uma distância em que os sujeitos relatam dois pontos diferentes de estimulação. Esse procedimento demonstra o limiar de dois pontos, o limiar no qual os dois pontos de estimulação podem ser distinguidos como tais. A pesquisa de Weber assinala a primeira demonstração experimental sistemática do conceito de limiar — o ponto no qual um efeito psicológico começa a ser produzido — sendo uma idéia amplamente usada desde o início psicologia até hoje. Em outras pesquisas, Weber demonstrou que esse limiar de dois pontos varia em diferentes partes do corpo do mesmo sujeito, e de um sujeito para o outro na mesma parte corpo. Embora sua tentativa de explicar essas descobertas através da hipótese de círculos sensoriais (áreas em que a duplicidade não é percebida) já não tenha muita importância, a técnica experimental permanece significativa. A Diferença Apenas Perceptível A segunda grande contribuição de Weber terminou por levar à formulação da primeira lei quantitativa da psicologia. Weber desejava determinar a diferença apenas perceptível, isto é, a menor diferença entre pesos que podia ser detectada. Para fazê-lo, pedia a seus sujeitos que levantassem dois pesos, um peso-padrão e um peso de comparação, e relatassem se um parecia mais pesado do que o outro. Pequenas diferenças entre os pesos resultavam em julgamentos de identidade; grandes diferenças, em julgamentos de disparidade. No decorrer da pesquisa, Weber descobriu que a diferença apenas perceptível entre dois pesos é uma razão constante, 1:40, do peso-padrão. Em outras palavras, um peso de 41 gramas era descrito como apenas perceptivelmente diferente de um peso-padrão de 40 gramas, o mesmo ocorrendo com um peso de 82 gramas com relação a um peso-padrão de 80 gramas. Weber passou então a investigar a contribuição das sensações musculares na discriminação entre pesos. Ele descobriu que os sujeitos podiam discriminar com muito maior precisão quando os pesos a ser avaliados eram levantados por eles mesmos do que quando eram colocados em suas mãos pelo pesquisador. O levantamento dos pesos envolvia sensações táteis e musculares, enquanto a colocação dos pesos só provocava sensações táteis. Como era possível discriminar diferenças menores entre os pesos quando estes eram levantados (à razão de 1:40, como foi observado) do que quando eram colocados na mão (uma razão de 1:30), Weber concluiu que as sensações musculares internas tinham influência direta sobre a capacidade de discriminação. A partir dessas experiências, Weber descobriu que a discriminação parece depender não da diferença absoluta entre dois pesos, mas de sua diferença relativa ou razão. Realizou experimentos envolvendo a discriminação visual e descobriu que a razão era menor do que nas experiências com o sentido muscular. Com base nisso, sugeriu que há uma fração constante, ou razão, para a diferença apenas perceptível entre dois estímulos, em cada um dos sentidos. As investigações de Weber mostraram que não há uma correspondência direta entre um estímulo físico e a nossa percepção dele. Tal como Helmholtz, contudo, Weber preocupava-se com processos fisiológicos e não avaliou a significação do seu trabalho para a psicologia. O que a sua pesquisa revelou foi um modo de investigar o relacionamento entre corpo e mente, entre o estímulo e a sensação resultante. Isso representou, com efeito, um grande avanço, e só faltava que alguém percebesse o seu significado. O trabalho de Weber foi experimental no sentido mais estrito do termo. Em condições bem controladas, ele introduzia sistematicamente variações nos estímulos e registrava os efeitos diferenciais na experiência que cada sujeito relatava. Seus experimentos estimularam muitas pesquisas subseqüentes, servindo para focalizar a atenção de fisiologistas ulteriores na validade e importância do experimento como meio de estudo de fenômenos psicológicos. As pesquisas de Weber na medição de limiares viriam a ter fundamental importância para a nova psicologia, e sua demonstração de que as sensações podem ser medidas influenciou virtual mente todos os aspectos da psicologia até os nossos dias.