Fogão Primus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Publicidade ao Fogão Primus

O Fogão Primus, o primeiro fogão portátil a querosene, foi desenvolvido em 1892 por Frans Wilhelm Lindqvist, um mecânico de uma fábrica de Estocolmo, na Suécia. O fogão foi desenhado com base num maçarico; a patente de Lindqvist incluía o queimador, que estava virado para cima em vez de para a frente como o maçarico.[1] No mesmo ano, Lindqvist juntou-se com Johan Viktor Svenson para criar a Fábrica de Fogões a Querosene de J.V. Svenson e assim produzir os novos equipamentos, que eram vendidos com a designação Primus.[2] O primeiro modelo era o "fogão No.1", o qual foi seguido por fogões de desenho semelhante mas de modelos e dimensões diferentes.[3] A partir daí, B.A. Hjorth & Co. (mais tarde Bahco), uma empresa de ferramentas e emgenharia começou a sua actividade em Estocolmo, em 1889, adquirindo os direitos exclusivos para a venda do Fogão Primus.[4]

A eficiência do Primus rapidamente lhe fez ganhar a reputação de um fogão seguro e durável para o dia-a-dia, comportando-se bem em condições adversas: foi o fogão escolhido por Roald Amundsen nas sua expedição ao Polo Sul,[5] e de Richard Evelyn Byrd ao Polo Norte.[6] Este fogão também foi levado por George Mallory ao Monte Everest,[7] tal como Tenzing Norgay e Edmund Hillary algumas décadas mais tarde.[8] Enquanto muitas outras empresas também fabricaram fogões portáteis semelhante ao Primus, este marcou um estilo geralmente referido como o fogão "Primus", independentemente do fabricante.[9]

Referências

  1. Swedish Patent No. 3944 (Nov. 19, 1892)
  2. Primus. Primus website. Primus AB. Página visitada em 2009-05-08.
  3. Catálogo Primus No. 2 (1 de Setembro de 1897)
  4. A. Room, “Dictionary of Trade Name Origins,” p.142 (NTC Business Books 2d Ed. 1991)
  5. R. Amundsen, “The South Pole: An Account of the Norwegian Antarctic Expedition in the “Fram,”1910-1912,” Vol. 1, p.63 (Kessinger Publishing 2004)
  6. L. Rose, “Explorer: the life of Richard E. Byrd,” p.88 (University of Missouri Press 2008)
  7. R. Messner, “The Second Death of George Mallory: The Enigma and Spirit of Mount Everest,” p.58” (Macmillan 2002)
  8. E. Hillary, “View from the Summit,” p.2 (Simon & Schuster 2000)
  9. H. Manning, “Backpacking, One Step at a Time,” p.274 (Vintage Books 1980)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]