Jean de Cointac

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Jean de Cointac também conhecido como João de Bolés, Jean Cointac, João Cointa, Jean de Bolés, João de Bolés foi um ex-frade dominicano francês que participou da tentativa de colonização francesa do Brasil conhecida como França Antártica. Suas teorias teológicas teriam levado a uma situação de conflito religioso na colônia, culminando com a expulsão dos colonos huguenotes (bem como a execução de alguns deles).[1] Mais tarde, o próprio Jean de Cointac teria sido expulso do Forte Coligny.[2]

De acordo com o livro Cartas Jesuíticas - III , p. 179 [3] temos a citação:

"Finalmente, já em meiados de 1563, avocada a causa pelo Cardeal d. Henrique, Bolés foi remetido para o Reino, na nau Barrileira, de que era 'mestre e senhorio' Gonçalo Dias da Ponte. Entregue, a 28 de outubro do mesmo ano, ao alcaíde do carcere da Inquisição de Lisboa, respondeu a processo, durante o qual requereu uma justificação dos serviços prestados no Rio de Janeiro. O Tribunal, por acórdão de 12 de agosto de 1564, recebeu-o na Santa Madre Igreja, como pedia, sob condição de abjurar seus 'hereticos errores' e condenou-o 'em pena e penitencia' ao carcere, 'pelo tempo que parecer aos Inquisidores'."

É frequentemente confundido com outro francês, um dos autores do primeiro documento sobre a doutrina protestante no Brasil, a Confissão da Guanabara, o missionário calvinista Jacques Le Balleur, executado em Salvador na presença do padre José de Anchieta.[4]

Referências

  1. Hack, Sementes do Calvinismo no Brasil Colonial, p. 131.
  2. Ribeiro, Álvaro Reis, p. 50.
  3. Obras digitalizadas da Biblioteca Nacional)
  4. ROCHA POMBO, José Francisco da. História do Brasil. Rio de Janeiro: W. M. Jackson (1935), vol. 3, p. 514. Cf. REIS, Álvaro. O martyr Le Balleur. Rio de Janeiro, s/ed (1917); FERREIRA, Franklin. A presença dos reformados franceses no Brasil colonial, página 15:
    Nota de rodapé 54: "Após conseguir viver escondido, Jacques Le Balleur foi preso pelos portugueses nas cercanias de Bertioga. Ele foi enviado para Salvador, na Bahia, que era a sede do governo colonial, onde foi julgado pelo crime de “invasão” e “heresia”, isto em 1559. Em abril de 1567 foi queimado, sendo auxiliar do carrasco, José de Anchieta, para consternação dos católicos." (o grifo não está no texto original).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • DA SILVA,Ivo Pereira. As Aventuras e Desventuras de João de Bolés: um Calvinista Renascentista nos Trópicos do Século XVI. Universidade Federal do Pará
  • HACK, Osvaldo Henrique. Sementes do Calvinismo no Brasil Colonial: uma releitura da história do Cristianismo brasileiro. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
  • RIBEIRO, Ademir. Álvaro Reis - Pastor, Pregador, Polemista: uma breve análise sobre seu discurso. Dissertação de Mestrado. Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2006.


Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.