João VII de Antioquia

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João VII de Antioquia, dito o Oxita, era o patriarca grego ortodoxo de Antioquia durante o Cerco de Antioquia de 1097 d.C. pelos exércitos da Primeira Cruzada.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ele foi aprisionado pelo governador seljúcida, Yaghi-Siyan, que desconfiava de sua lealdade. Durante o cerco, ele foi pendurado nas muralhas da cidade de ponta-cabeça e teve seus pés golpeados com ferros em brasa. João foi solto e reconduzido ao trono patriarcal quando a cidade foi finalmente capturada em 1098 d.C., pelos termos do Tratado de Devol entre o Império Bizantino e o recém-criado Principado de Antioquia. Porém, um Patriarcado Latino foi logo estabelecido, pois a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica estavam separadas desde o Grande Cisma do Oriente, em 1054 d.C. Pedro de Narbonne foi o primeiro patriarca, sendo inclusive consagrado por João, com ambos praticando uma espécie de co-patriarcado conjunto por um tempo. Porém, logo João se tornou uma inconveniência política para o primeiro príncipe de Antioquia, Boemundo I. O príncipe o acusou de conspirar com o Império Bizantino, um velho inimigo de Boemundo e de sua família normanda, e João foi exilado para Constantinopla em 1100.

A Igreja Ortodoxa foi reprimida em favor da Igreja Católica sob o patriarca latino Bernardo de Valência, que sucedeu a Pedro. Em Constantinopla, João abdicou ao cargo e entrou para um mosteiro em Óxia, onde ele escreveu tratados contra os latinos. Um novo patriarca grego ortodoxo foi escolhido e reinou a partir de Constantinopla até que, no século XII, com a queda dos reinos cruzados, os muçulmanos permitiram que o patriarca voltasse para Antioquia.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Nicéforo
Patriarca grego ortodoxo de Antioquia
10901155
Sucedido por
João IX

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Peter Frankopan. (março 2008). "Where Advice Meets Criticism in Eleventh Century Byzantium: Theophylact of Ohrid, John the Oxite and Their (Re)Presentations to the Emperor" (em inglês). Al Masaq: Islam and the Medieval Mediterranean 20 (1) p. pp. 71-88 (18). DOI:10.1080/09503110701823585. ISSN 0950-3110.