Le quattro stagioni

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Le quattro stagioni(OP.8, N.1-4, RV271) (em português, As quatro estações).Esses quatro concertos para violino e orquestra são parte de uma série de 12 publicados em Amsterdã, em 1725, intitulados Il cimento dell'armonia e dell'inventione.Ao contrario da maioria dos concertos de Vivaldi, esses quatro tem um programa claro: vinham acompanhados por um soneto ilustrativo inpresso na parte do primeiro violino, cada um sobre o tema da respectiva estação.Não se sabe a origem ou autoria desses poemas, mas especula-se que o próprio Vivaldi os tenha escrito.As qualidades da musica de Vivaldi - temas concisos, clareza da forma, vitalidade rítmica, textura homofônica, frases equilibradas, diálogo dramático entre solista e conjunto - influenciaram diversos compositores, entre eles J.S. Bach, que transcreveu vário de seus concertos para teclado.música barroca.

Concerto N.1

Primavera(Allegro-Largo-Allegro)


No Largo da "Primavera", o texto conta como o "pastor de cabras adormeceu com seu leal cão ao lado"; a música langorosa só é interrompida pelo "ladrido" da viola solo.



Italiano


Primavera

Giunt' è la Primavera e festosetti
La Salutan gl' Augei con lieto canto,
E i fonti allo Spirar de' Zeffiretti
Con dolce mormorio Scorrono intanto:


Vengon' coprendo l' aer di nero amanto
E Lampi, e tuoni ad annuntiarla eletti
Indi tacendo questi, gl' Augelletti;
Tornan' di nuovo al lor canoro incanto:


E quindi sul fiorito ameno prato
Al caro mormorio di fronde e piante
Dorme 'l Caprar col fido can' à lato.


Di pastoral Zampogna al suon festante
Danzan Ninfe e Pastor nel tetto amato
Di primavera all' apparir brillante.

Concerto N.2

Verão(Allegro Non Molto-Adagio/Presto-Presto)


O sol abrasador atinge os camponeses, mas uma tempestade se anuncia, eclodindo no terceiro movimento numa furiosa chuva de granizo acompanhada pelo crepitar de uma rápida passagem ornamental na orquestra e no solo.

Verão

Sotto dura Staggion dal Sole accesa
Langue l' huom, langue 'l gregge, ed arde il Pino;
Scioglie il Cucco la Voce, e tosto intesa
Canta la Tortorella e 'l gardelino.


Zeffiro dolce Spira, mà contesa
Muove Borea improviso al Suo vicino;
E piange il Pastorel, perche sospesa
Teme fiera borasca, e 'l suo destino;


Toglie alle membra lasse il Suo riposo
Il timore de' Lampi, e tuoni fieri
E de mosche, e mossoni il Stuol furioso!


Ah che pur troppo i Suo timor Son veri
Tuona e fulmina il Ciel e grandioso
Tronca il capo alle Spiche e a' grani alteri.

Concerto N.3

Outono(Allegro-Adagio Molto-Allegro)

O "Outono" abre com uma dança camponesa para celebrar a colheita e conclui com uma caça (completa com "[trompas], armas e cães"), que culmina na morte de um veado selvagem.


Outono

Celebra il Vilanel con balli e Canti
Del felice raccolto il bel piacere
E del liquor de Bacco accesi tanti
Finiscono col Sonno il lor godere


Fà ch' ogn' uno tralasci e balli e canti
L' aria che temperata dà piacere,
E la Staggion ch' invita tanti e tanti
D' un dolcissimo Sonno al bel godere.


I cacciator alla nov' alba à caccia
Con corni, Schioppi, e canni escono fuore
Fugge la belua, e Seguono la traccia;


Già Sbigottita, e lassa al gran rumore
De' Schioppi e canni, ferita minaccia
Languida di fuggir, mà oppressa muore.

Concerto N.4

Inverno(Allegro Non Molto-Largo-Allegro)

Finalmente, o "Inverno" descreve primeiro o frio e o batear de dentes, depois momentos calmos junto ao fogo e,enfim, a alegria temerária de deslizar no gelo quebradiço e ouvir o assobio dos ventos invernais.



Inverno

Aggiacciato tremar trà neri algenti
Al Severo Spirar d' orrido Vento,
Correr battendo i piedi ogni momento;
E pel Soverchio gel batter i denti;


Passar al foco i di quieti e contenti
Mentre la pioggia fuor bagna ben cento
Caminar Sopra 'l giaccio, e à passo lento
Per timor di cader gersene intenti;


Gir forte Sdruzziolar, cader à terra
Di nuove ir Sopra 'l giaccio e correr forte
Sin ch' il giaccio si rompe, e si disserra;


Sentir uscir dalle ferrate porte
Sirocco Borea, e tutti i Venti in guerra
Quest' é 'l verno, mà tal, che gioja apporte.


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